quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Educação em Portugal

Nós, portugueses, temos a temível tendência de nos nivelar abaixo de tudo o que está além fronteiras, num espírito derrotista e de inércia-abaixo-da-língua; e temos o hábito de ir buscar os exemplos retrógrados, para amarrar qualquer progresso que tente fazer luzir as nossas cores!


Quando iremos perceber que urge pensar grande? Pensar completo!

e-escolas? – Era bom, mas não assim.

Imaginem num país onde se compram tantos carros – o que aconteceria se não fossem usados devidamente, se os estacionássemos à porta e apenas nos sentássemos neles, fingindo dar passeios? Em que contribuiria isso para… fosse o que fosse?

Salvo as poucas exceções de crianças e jovens que sabiam para que servia um computador, ou tinham pais ou conhecidos (ou professores!) que os ajudassem nisso, quem é que ficou mais rico por comprar/ter um pc no programa e-escolas? – Olhem, eu tenho uma daquelas senhas de compra, ainda por aí… nunca usei… - para que queria eu um pc enorme, desatualizado e CARO? – quando comprei um daquele tamanho, comprei por um terço do preço, e sem mensalidadezinhas-obrigatoriazinhas-que-ninguém-percebe-que-é-prestação! Quando quis um p o r t á t i l, comprei um portátil, não um chaimite!

Antes desta onda de vamos-pôr-pc-na-mão-de-toda-a-gente, vi muitos computadores de mesa ficarem ao canto das salas de aula, porque ninguém os sabia usar, e, se algum aluno sabia, não podia, e era repreendido, pois… era uma ameaça para os professores. (Imagine-se! um aluno que sabe “mais” de qualquer coisa que um professor!)

Mas, vimos muita “miudagem” agarrada a eles… pois vimos! – a jogar, em fóruns de conversação… Quando pedi a um miúdo, que passa todo o tempo em que o vejo agarrado ao portátil, que me encontrasse o número de telefone de uma instituição… ele… NÃO SABIA COMO FAZER!!!!!!!!!

Não adiantou dar só as ferramentas, era necessário dar a cultura: explicar o como usar, para que usar – perdeu-se uma importante ferramenta educacional, por deixar incompleto um grande projeto – não se cumpriu a parte menos onerosa!

Todos sabemos que o sistema de ensino não está bem (aliás nunca pode estar, porque o mundo está em constante evolução, porque a velocidade de mudança tem sido elevada), mas, para além das pequeninas mudanças que lhe vamos fazendo, urge PENSAR, equacionar, decidir como o estruturar.

Dar bases a todos – sim, tudo certo…

Adequar a cada um – sem dúvida, somos todos diferentes!

(Não me venham cá com as totozices das NEE! – diferentes, somos todos! E diversidade cultural? - é normal, habituem-se!)

O aluno é o centro, o objeto e o fim da tarefa!

Idade? Quê? – APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA – SEMPRE! – Se os mais novos até precisam de lenga-lengas, instrução, disciplina; depois há que aprender a aprender; depois… há que SER – sempre mais e melhor!

Abram os olhos, pensem grande, pensem certo!

E… aprender não é sinónimo de estar numa sala retangular, com mesas retangulares, cadeiras de tampos mais ou menos retangulares, quadros retangulares e… professores retangulares – PRECISAMOS de CURVAS/ Ângulos obtusos/ linhas de mil formas…
 

3 comentários:

  1. Concordo profundamente com as tuas palavras. E com este teu exemplo se percebe que o que está mal não é os meios que dispomos, mas sim toda a estrutura que está por detrás. Que a educação está mal todos nós sabemos. Basta falar com qualquer professor para perceber que quem decide as aprovações\reprovações dos alunos são os pais, limitando-se os professores a "dar aulas".

    O magalhães poderia ter sido um projecto muito interessante e com grandes proveitos, se, por exemplo, houvesse uma cadeira onde os alunos aprendessem a explorar as suas potencialidades que são muitas. Entristesse-me ver o desprezo com que se trata esses mini-computadores. Que não sendo potentes dão para fazer muita coisa. Talvez por ser do tempo do spectrum, do 386 e 486 dou outro valor a essas máquinas azuis :).
    Ensinou-se ás crianças como jogar no pc e a estar no chat, como dizes, e ao mesmo tempo a desvalorizar um objecto que deveria ter um grande valor...

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  2. Filipe, os meios, são necessários - mas são isso, meios, ferramentas...
    Ideias, há muitas, e boas... mas, vivemos agarrados ao ensino unidirecional, a ideias velhas, incorretas e sem os resultados ideais - e, ferramentas tão válidas, são para aproveitar!
    (Lembraste-me os ZX 81 lá de casa...)
    Magalhães... - é como dar um Ferrari ao Cristiano Ronaldo :D - é para brincar e espatifar!

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  3. ( )
    Ora eu, que nunca tinha lido Arends, e ontem olhei para aquilo, e hoje, na minha hora de almoço, li as primeiras páginas… fiquei incomodada: será que me vão acusar de plágio??????? – Detesto esta coisa de se achar, nestes nossos dias confusos, que só uma pessoa pode ter uma ideia! E isto, a propósito da retangularidade das salas de ensino… eu disse, e, como dei por isso hoje, o Ricardinho das Américas também disse… e eu com isso? – NÃO TAVA A CITAR NINGUÉM!!!!!! OK?????? – disse porque acho, penso, EXISTO, e… que se lixe se ele pensa igual (olha que bom para ele!). Disse!

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