Naquele dia falei com um amigo, já não sei qual de nós ligou, sei que a chamada estava com tantos problemas como os que ele tinha para completar a confissão de que havia feito uma estupidez contra sua própria natura… Porque ele foi daquelas poucas pessoas a quem eu dei amizade em tamanho maior, absoluta, imensurável - porque ele a quis, para além de a merecer (que não gosto de assustar as pessoas com a absolutalidade com que sou… espero a permissão), porque ele dela precisou, precisa, muitíssimo, absolutamente… - fiquei arrasada pela asneira que hesitava em confessar…
…a chamada caiu, e, poucos passos depois, encontro um recente amigo, com a profissão exata para me dar conselhos naquela hora, sobre a asneira do outro amigo; almoçámos juntos, ajudou-me…
Fiquei após o almoço, a tomar café com outra amiga e conhecidas, estava “piursa” com a vida, e “resfoleguei” que era naquele dia que ia ver como era isso de fazer um blog! Precisava de libertar tudo o que tinha preso, há tanto tempo… - a alma, pelos vistos!
Devo dizer que, embora tenha dado este endereço a alguns, e saber que outros o fizeram, continuo estupefacta com o ultrapassar de mil visitantes nestes dois meses… Tenho aberto a alma; tenho libertado pensamentos, tenho gritado alertas, tenho criticado momentos… Confesso: algumas coisas que me vão na alma ficam para mim… porque alguns de vós sabem quem está atrás das letras, porque o pudor da minha privacidade, que tanto me é importante, me cerceia a vontade de as soltar ao vento…
ainda me sobra muita alma…
sejam felizes, por favor
alma minha
(1050/2 meses ~ 17 por dia… mín=5, máx=43 por dia)
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