sexta-feira, 4 de novembro de 2011

...como vim aqui parar

Estou aqui há dois meses, dois meses apenas (queria postar, simbolicamente, na data certa, mas as voltas têm sido muitas, nesta coisa da vida… - talvez porque a gota de água que me fez despoletar a necessidade de libertar a alma, pingou de novo, após mais de um mês de seca agreste)...

Naquele dia falei com um amigo, já não sei qual de nós ligou, sei que a chamada estava com tantos problemas como os que ele tinha para completar a confissão de que havia feito uma estupidez contra sua própria natura… Porque ele foi daquelas poucas pessoas a quem eu dei amizade em tamanho maior, absoluta, imensurável - porque ele a quis, para além de a merecer (que não gosto de assustar as pessoas com a absolutalidade com que sou… espero a permissão), porque ele dela precisou, precisa, muitíssimo, absolutamente… - fiquei arrasada pela asneira que hesitava em confessar…

…a chamada caiu, e, poucos passos depois, encontro um recente amigo, com a profissão exata para me dar conselhos naquela hora, sobre a asneira do outro amigo; almoçámos juntos, ajudou-me…

Fiquei após o almoço, a tomar café com outra amiga e conhecidas, estava “piursa” com a vida, e “resfoleguei” que era naquele dia que ia ver como era isso de fazer um blog! Precisava de libertar tudo o que tinha preso, há tanto tempo… - a alma, pelos vistos!

Devo dizer que, embora tenha dado este endereço a alguns, e saber que outros o fizeram, continuo estupefacta com o ultrapassar de mil visitantes nestes dois meses… Tenho aberto a alma; tenho libertado pensamentos, tenho gritado alertas, tenho criticado momentos… Confesso: algumas coisas que me vão na alma ficam para mim… porque alguns de vós sabem quem está atrás das letras, porque o pudor da minha privacidade, que tanto me é importante, me cerceia a vontade de as soltar ao vento…

ainda me sobra muita alma…
sejam felizes, por favor
alma minha

(1050/2 meses ~ 17 por dia… mín=5, máx=43 por dia)

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