terça-feira, 27 de setembro de 2011

elixir n.º 2


a fonte da vida reside no ser social [ser=verbo], no relacionamento interpessoal; quebradas as barreiras da falsidade que nos ensinam, largadas as máscaras que pomos, todas as manhãs, num instinto de sobrevivência aprendido, que busca, qual início de arte marcial, preparar-nos para as “puxadelas de tapete”, podemos sorrir, olhar os outros como pessoas, como nós, como iguais – também com defeitos, mas, certamente, com qualidades!
só sobrevivemos com amigos! – digam o que disserem, confiança e carinho são necessidades básicas… mais do que pão para a boca!

ofereço a minha amizade
dou-me inteira a quem posso
se corre mal por vezes?
sim

não me abro facilmente, mas ajudo, sempre que posso; ajudo até aqueles que já foram “menos bons” para mim [pronto: MAUS, sacanas, fracos, injustos,…], mas, dou muito a quem é bom…
há poucas pessoas que catalogo como “os que não ajudava se lhes passasse um autocarro por cima[antes ignoro os que são menos humanos]
há alguns beneficiados com a minha amizade que se esquecem… outros afastam-se quando já não sou útil… há até quem ouse confundir a minha preocupação com o seu bem estar com pedinchice de atenção para mim (é mais fácil achar que os outros são egoístas… mas eu sou só eu – assim, como sou, amiga… preocupada com os que estimo, com os que precisam…)
todos os dias, posso dizer que estou em paz, que me dei, que contribui para o bem comum – mesmo quando me fazem verter uma lágrima de mágoa…

empatia é algo que não se controla – existe, manifesta-se, e, quando a sentimos, deixamos correr… e é com quem a sentimos que o elixir flui…
senti grande empatia com algumas pessoas ultimamente, porque me abri mais à vida, e porque tive a sorte de as encontrar, no lugar certo, no momento certo…
quando a empatia vence, surgem amigos do coração – os que nunca queremos perder, porque perdê-los é como arrancarem um braço ou uma perna, a sangue frio, ao nosso corpo


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