quinta-feira, 27 de maio de 2021

aos meus

amizade
não será, nunca
um lugar estranho
 
deixamos a corrida
dessa vida que não escolhemos
salpicar estranhezas 
na medida do que dizemos 
do que não dizemos
temer ser amigos de quem somos
temer ser desamigados 
sentidos como incómodos
 
depois,
temem todos
e o temor vence
e a amizade deixa de ser amizade
e a vida deixa de ser vida 
 

 

quarta-feira, 19 de maio de 2021

dia do trabalhador

porque não há milagres*, a única coisa que eu queria, mesmo, era descansar no dia do trabalhador…**

num país de fracos, onde a soberba do “eu é que mando” assedia os que o são – trabalhadores – e a liderança é escassa, o produto do capital humano é uma nulidade perante o que seria com liderança e tarefas úteis. se isto já era grave, com a pandemia (e sem esquecer as muitas vítimas da falência de empresas!) tornou-se mais gritante a incompetência de chefias e mais grave o desaproveitamento de capital humano e tempo.

ora, afigura-se-me que deveria ter ocorrido o contrário… que uma completa alteração de necessidades e meios deveria conduzir a organização profícua… mas, não – uns gozaram “férias”, outros trabalharam “para-encher-chouriços” (absolument sic my boss), outros foram ainda mais assediados, quer pela inutilidade das tarefas, quer pela vigilância constante, quer pela constante mudança de objetivos de trabalho e consequente inutilização de trabalho realizado…

mas…

não crendo completamente na explicação holística de que cada um chama o seu destino***, sinto que só se funciona a “a minha voz é mais grossa”, bem batido com “faço porque me apetece e engolem”

.

...parece que a humanidade a cada dia perde por mais tempo o comboio da vida...

e esse momento de aprendizagem chamado pandemia está a prolongar-se perigosamente...

 

---sim, o texto veio atrasado---

*?

** mas, afinal, isso deveria ser um milagre…

***…mais porque ninguém nos ensina a construí-lo!

 

quinta-feira, 6 de maio de 2021

encostados à pá?

esta manhã passava no meio de uma obra e pensava ao aproximar-me: lá devem estar encostados à pá, como é costume, e o trânsito com problemas há semanas...

isto, porque é habitual passar naquela e noutras obras e ver "operários parados", a conversar, quando não a fumar (e devo dizer que até já vi um nos andaimes de garrafa numa mão e cigarro na outra...sem esquecer um a cortar árvores  enquanto fumava...). mas, eis senão quando, uma ou duas dezenas de metros à frente dos conversantes (brancos), estava um branco a manobrar uma maquineta de "abrir buracos" (um abre-valas) e quatro pretos enfiados na vala, a tirar a terra com pás.

sim, BRANCO e PRETO, que de preguiça o meu foco passou ao racismo bem visível na subcontratação em obras.

vemos muitos migrantes nas obras, sobretudo (agora) de países africanos, e vemos que é nessa mão-de-obra ilegal, mas contratada pelo estado atrás de sub-sub-subcontratos que reside a força útil. talvez nem sempre a arte, mas são explorados até à exaustão e afigura-se-me viverem, muitas vezes, em condições bem similares à escravatura. 

...

nos dias de hoje preocupa-me, também, o verificar que muitos imigrantes de áfrica/ásia não respeitam os cuidados de proteção à pandemia...

sou xenófoba?

não, nem por isso

...no que toca a esta parte-covid, quem nos dera que fossem só os escravos estrangeiros a ignorar as regras de prevenção, cidadania e boa-educação! (a eles pode não ter sido dada oportunidade de entenderem... já os residentes... por cada nhurro morrem muitos.................)

quarta-feira, 5 de maio de 2021

mão

olá

não sei como estás, quando voltas, como sentes

não sei

mas sei que lamento que tenhas partido assim, que fosse impossível conversar o possível

foi isso que doeu mais

ver-te privado das palavras 

temer que sofresses com essa lonjura

 

espero que entendas agora um pouco mais de mim

que me ames, que me perdoes algo que te não agradou. que saibas que dei o meu melhor e agora, como sempre, sofri cada segundo o não poder dar-te mais. porque

porque algumas coisas, para lá do respeito e da privacidade, só com meios que não tenho te poderia ter dado. e tas daria, mesmo depois de um não ou da distância das palavras que não chegaram

gratidão

as outras lonjuras sempre doeram...


 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

as estradas

 ...e este início de mês parece um conjunto de efemérides

há mais de uma vintena de anos o panorama político local mudava, abrindo a porta a muitos dos que se candidatavam ao trabalho em causa pública sem sucesso... de repente, a perspectiva de fiscalização de resultados fazia o mérito em provas ter (um pouquinho mais de) valor na seleção... e foi o portão da estrada que se abriu, para alguém que sempre procurou dar de si aos outros e que procurava trabalhar para a comunidade.

...foi a estrada para uma prisão 

os lápis que atiraram para um saco experiência, valor e dignidade, com revolução de carreiras, abriram caminho a outros desvios de avaliação - não se está mal tendo cor, está-se mal se se pensa acima disso e "só" se quer trabalhar para o bem comum.

a falta de líderes é uma coisa tramada...

e a "seleção" de chefias fracas e manobráveis, por mais jogo publicitário que se faça, nunca abonará a favor de eleitos - sim, a culpa é sempre vossa, num sistema estupidamente piramidal, onde todos são desprezados a bel-prazer de chefes-banana (e vosso). lixe-se o mérito, lixe-se o cumprir de um dever! - o elogio do penteado e outras conversas-de-café juntam-se ao cartão do partido e servem de janela panorâmica para o futuro... e perpetuam a escassez de líderes...

não sabia - ao ser, finalmente, selecionada para um cargo de serviço à população - que estava a assinar uma sentença quási morte, um voto de pobreza e dificuldades e uma contínua exposição a assédio moral (que também passou pelo outro...) e uma proibição de exercer a profissão "a bem da nação", porque na maioria dos serviços nada disso se pretende, mas apenas esconder a incompetência e disfarçar a incapacidade dos tais que "chefiam".

afinal, estão bem os que se calam, os que deixam ir, os que enganam, os que se deitam, os que subscrevem, os que tecem elogios a cegos de valor...


 
@www.comunidadeculturaearte.com


quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

365

há um ano atrás tomei uma decisão que iria afetar de forma intensa a minha vida...

não me arrependo, não! - mas não sonhava como iria ser anómalo este ano, como as pedras do caminho se iriam amontoar sem perspectiva de iniciar, sequer, a obra do castelo...

foi um ano de feitos, de esforços, de conquistas, mas de perdas... um ano quebrado por  mortes, pandemia, exacerbação de más condutas...

rotinas de ajuda ao próximo deixaram de ter pausas - não me arrependo - mas lamento que uma pandemia não faça os que são de boa semente florescer, reInventar-se e ser melhores pessoas! (temo ter visto o contrário... muitos sentirem poder soltar uma loucura que escondiam a toque de condutas sociais ditadas, a que fazem agora ouvidos moucos por se sentirem - ainda mais - impunes...)

fui forçada a correr perigos - por chefes burros sem pingo de liderança ou capacidade de organização; vi mãos debandar (ténues seriam!); vi tapetes a ser puxados...................

mas consegui encontrar pessoas boas! - temo só que estes tempos de afastamentos impeçam que algum tempo seja investido nos laços que queria tecer... temos de encontrar forças! não me fujam as raposas, Antoine!

almeja-se a bonança e o cansaço impera, mas dias solarengos aparecem, para despertar os sorrisos... e a chuva que pinga desenha também sorrisos de vida nos rostos cansados!


 

tempo de mudança

e assim será...

espaço em restauro, porque a alma está presa e precisa de uma nova janela para o universo

...

assim era:

 

nota: alguns conteúdos anteriores a esta data poderão ficar desformatados ou com visibilidade diversa da estética inicialmente pretendida - perdoem.


terça-feira, 11 de agosto de 2020

e quando não temos a quem pedir socorro?

a frase feita - certa ou incerta, certeira ou fora-de-cena é de que 
a solução está dentro de nós ...
mas como sobrevive um comunicador-nato na solidão profunda?
 
pedir que o sofrimento acabe implica uma saída deste reino, para a qual pode achar não ser tempo... deixar ao abandono os que ajuda nesta vida pode levar a que se percam, também, da vida...
 
tudo tem a sua razão, tudo tem o seu tempo... a lucidez será lúcida?
 
s
o
s

 

 

(imagem de isiinfinity.com.br )

terça-feira, 14 de abril de 2020

o outro lado

foi preciso uma desgraça global para redimir o arco-íris!
(era com grande tristeza que via, nos últimos anos, o arco-íris reduzido a símbolo de suposta libertação de direitos de género... - gostar dele ou usá-lo era presumido como um assumir de direitos homossexuais, que - não os negando a ninguém - me roubava o direito de exibi-lo por muito mais que isso!)
Ah! voltou a ser de todos!
e, agora, é símbolo de esperança, mas, pode ser muito mais!
pode ser a cor que dás à tua vida e ao planeta, se optares pensar e passar para o outro lado!



segunda-feira, 13 de abril de 2020

no tempo em que os jornalistas eram inteligentes...

confesso algo inusitado: sim, eu também zappinguei pela CMTV!

e foi logo para ver o chefe de redação, numa das suas intervenções mediadas (estará de quarentena, para não estar in loco?) dizer uma daquelas atrasadices que só um tipo com palas diria, comparável àquelas dos exemplos das contas de IRS*:
as pessoas vão ser aconselhadas a usar o carro em vez de irem nos transportes públicos
ó seu grande...
olha, não sei que te chame, porque nem quero insultar quadrúpedes simpáticos e inteligentes, nem a tua mãezinha, que poderá ser uma grande senhora!
mas estes tipos chegam a cargos importantes, numa profissão que "ainda sou do tempo" em que mais que jornalistas só sabiam os padres! e acham que todos têm carro?
BA(R)DAMERDA para a vossa mania de que todos ganham que chegue para comer, para ir ao médico, para ter casa condigna, para ter carro - e que os transportes públicos (além da defesa do planeta QUE VOS COMPETE fazer!) são um desporto giro que se usa só porque sim...

mais cuidado com o que dizem, menos exclusão! - até porque o número dos que não têm riqueza para ter carro (*ou não ganham "só" 30 mil euros por ano, como o exemplo de normalidade pobre do IRS) é grande, bem GRANDE!

 
DAH!
 

tempo...

oportunidade – é essa a definição do “tempo” em que vivemos.
 
o planeta parou, na tentativa de evitar o pior, na tentativa de salvar vidas e ganhar tempo para resolver “pormenores de imunidade”...
 
ora... será que os tantos peões do mundo que, efetivamente, “ganharam tempo” com esta situação vão ocupá-lo de forma profícua?
muitos não estão nem conscientes do que se passa – achando estar de férias – outros estão tão desorganizados, numa vida corrida de compromissos profissionais e sociais – tantas vezes sem sentido para si, mas indispensáveis para que outras necessidades sejam supridas...
 
não podemos perder a oportunidade!
é tempo de nos reinventarmos! 
 
para pequenos passos ou para grandes passos, como o que este momento impõe, vem-me à memória o texto de Eduardo Chaves, que há um belo par de anos me foi dado como ferramenta de gestão de tempo.
 
a definição de PRIORIDADES,
a diferenciação de IMPORTÂNCIA e URGÊNCIA
os tais compromissos assumidos...
a escolha
a organização
o reinventar a vida, se necessário
 
mas, resumindo: aprender a administrar o tempo – que é igual para todos ...ou quase... pois alguns têm mais compromissos “indispensáveis” e mais dificuldade de reencontrar o caminho certo – porque produtividade não se cumpre sem líderes e é a falta destes* que impede a produtividade de tantos! (*ou a colocação de incompetentes em posições de chefia)
 
...até as pedras têm preceito para que o caminho seja seguro...
 
 
 
(ora, cliquem lá em cima e leiam o texto do Chaves, mesmo.)
 

 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

o eixo da terra: W


o mundo está parado. parado num limbo, onde o tempo é de decisões.

na verdade, fico siderada com a incapacidade de tantos de entender que lhes foi dada uma oportunidade de repensar a sua vida, as suas opções...

mas chocam os líderes de decisões deseducadas e chocam os que usam uma crise global para enriquecer, quando tantos morrem, quando tantos deixaram de ter como suprir necessidades básicas... era a fome já escondida, agora mais, maior, extensa... todos os que pairavam acima do chão, só do chão, sem rede, caem em seco e sobra o pó, incomestível...

é bom saber que os governantes deste jardim dão o seu melhor para proteger as pessoas, mas a especulação em bens (agora) essenciais, o aproveitamento para despedir quem fica sem chão...
é só um planeta, estamos nele e temos de unir esforços
tanto terá de ser reinventado!

é aí que me dói a leviandade... a leviandade dos que acham que vamos voltar ao “normal” que conhecem, ao normal sem cuidados de higiene, sem caminhos seguros... a oportunidade de reinvenção apanhou desprevenidas muitas empresas e entidades públicas, onde as chefias vivem num século passado e não são capazes de orientar trabalho sem um molho de papéis e uma troca de saliva permanente... são despreparados que nunca soubera usar as tecnologias tão básicas e próximas e insistem em formas de fazer sem sentido – e agora ainda menos – e que não souberam nunca o tempo normal de tarefas que desconhecem, pois são infoexcluídos demais – por opção própria, ressalve-se! – para entenderem que tantos param meia semana numa tarefa que se cumpriria numa hora ou duas... uns aproveitam, passando mais tempo numa vida paralela do que no cumprir de funções, outros enlouquecem, de tanto ver parada e desaproveitada a vida, a força, o tempo... se o trabalho fosse à tarefa seria melhor o aproveitamento desse capital humano tão desprezado...

irão os decisores ser líderes?

a culpa é sempre do chefe (disse Baden-Powell)

está na hora de reinventar as formas de trabalho, de valorizar o saber-fazer, de valorizar a vontade de trabalhar.

algo me incomoda... são exatamente os que souberam libertar-se das amarras de um emprego que os inutilizava e se lançaram em projetos pessoais, que viram cair tudo agora... duas pessoas próximas criaram negócios que lançaram em fevereiro e março. não sei como vão conseguir... e são dois grãos de areia numa imensa praia

lembrei-me dos “retornados”. aqueles portugueses de alma valente que vieram para um país empequenado, onde foram massacrados, espezinhados e se perdeu a grande força e empreendedorismo que tinham em si, a mesma que os levou para além mar...

e se agora, os mandantes continuarem a não saber liderar?

e se agora, os empreendedores não conseguirem chão para se manterem sem cair?

é mais

agora é mais, é global, imenso...

ah... e a esperança de que as pessoas aproveitem a pausa límbica para pensar, repensar, para reinventarem vida e caminho... será assim tão vã?



terça-feira, 7 de abril de 2020

regresso?


faz muito que aqui não escrevo
aqui ali acolá
os últimos anos foram sufocados
pensei encerrar o blog
achei que não iria escrever mais
o tempo encolhia, mais ainda
na verdade, este blog é só para eu me libertar
não procura “leitores”, não os espera
o anonimato, esse, é para que os que cá caiam – ainda que o nome seja comprido e complicado – leiam de olhos limpos e entendam o que do texto os seus olhos tiram, mas de olhos limpos, sem nunca conspurcarem o que escrevo com um qualquer pré-conceito odioso. porque sim, há quem odeie só por odiar e perca o ser de cada outro e perca oportunidades, perca a vida
as escritas saem da alma, sem filtro
o que escrevo é o que sinto. o momento é o momento e em cada dia muda o sentir – pois assim é a vida e resta-nos sermos o melhor possível, opinar o melhor possível e decidir o melhor possível a cada dia. depois, no outro dia, saibamos mais e pensemos diferente... a não esquecer, também que nada do que lês é o que eu escrevo. é, apenas, o que tu lês no que escrevo
agora vou tentar. tentar voltar a escrever, porque ando à beira da morte de alma presa
.

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

um dia, outro dia,...

passam os dias e raros são os pensamentos se concretizam...
não os desejos, não, os pensamentos, o que a lógica (e o coração) nos diz(em) ser caminho certo...
as pedras acumulam-se, porque não há tempo para lhes dar forma de castelo! (casa, covil, ninho,...)
não sobra tempo para pensar e damos por nós a não cumprir o ser
não somos quem somos, não estamos nós e acabamos por nunca o conseguir ser
Depois, a esperança vai-se esgotando...
 
faltam... despertadores
pessoas de bem que abracem a vida e despertem quem os rodeia!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

quando a luz promete iluminar-nos

hoje lancei três cartas para saber do meu caminho…
(acho que a febre me dificulta ver além do nevoeiro)

de um projeto pessoal, pedi esclarecimento do mais próximo
saiu o carro:
o triunfo nas minhas mãos e o limpar olhos para bem ver os que me rodeiam – lembrando-me que há quem veja em mim todos os bons valores, vontades e poderes; que os que entre si resfolegam têm de ser controlados a bem de valores maiores; que tenho de controlar a minha vida!

de progresso num objetivo profissional, outro
saiu a roda da fortuna:
lembrando-me de tomar rédeas nos meus projetos!

de um elixir básico de suporte de vida, o terceiro
o SOL mostrou-se em todo o seu esplendor!

Não há sombras, haverá alegrias!

e… como AINDA duvidada,
lancei uma carta a questionar do sucesso do meu projeto pessoal…

e sai o MUNDO! o símbolo máximo do sucesso.
 
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

muro

muro
não sei quando se ergueu essa barreira que me impede de te tocar, de chegar ao teu coração e dizer que te amo, de chegar ao teu ser que pensa e fazer-te sentir que estou aqui, lembrar quem sou e que nada mudou…
…na verdade, não sei, pois, apesar de todas as pedras, sempre me ergui, sempre construi paisagens nas margens e sempre te abri as janelas, para que visses a beleza que te rodeia…

somos ilhas… eu sei… ilhas rodeadas de um mar revolto, pejado de piranhas e tubarões daqueles que os filmes pintam de ferozes… e esse muro de coisas más é o lixo que cria a ilha onde tentamos erguer-nos e onde, por vezes, nos esquecemos que o mar também pode ser sereno, que há sol e sorrisos e que, mesmo quando entramos no mar e ele fica revolto, temos de erguer a mão e gritar, para que outros olhos limpos passem o muro e agarrem a mão que grita

murro
que derrube o muro e te mostre o céu azul e o sol e o brilho nos olhos dos que são humanos e te estendem a mão

derrubada
eu, sem conseguir que vejas para além do muro
que mur(r)o!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Mal te lembro, flor...


 
 
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
Porque não flori
Perguntei porquê
Ninguém respondeu 

E o caminho
Escurece
Tudo esquece 

Onde estás abril?
Quando vais chegar?
Só nos sobra a dor
Já não há sonhar

Mal te lembro, flor…

segunda-feira, 16 de abril de 2018

zero

zero interação
zero envolvimento
zero crescimento
zero evolução
zero humanidade
...


 
=> porquê?

domingo, 17 de dezembro de 2017

licor amargo




Já estava cansada de tanto anúncio de perfumes, todos iguais e sem sentido para quem tem uma vida normal e não voa em traves, não faz desaparecer paredes e não pulveriza os genitais com produtos que nem são feitos para pénis, nem devem dar-lhe muita saúde...

...e eis que chega a desgraça anual do licor beirão!

Depois de achar que o licor Beirão tinha percebido que visibilidade é diferente de bom gosto, com o anúncio de natal do ano passado, eis que nos chega um segundo ano de achincalhamento do natal e do hábito de trocar presentes.



2016:


"Anda cá ó..." / 2017:

 
Provavelmente, os "criativos" que viram estas ideias aceites devem ser testemunhas de Jeová ou membros de alguma seita que odeie, como eles, a tradição social de festejar nesta altura, de partilhar momentos em família e trocar presentes.
 
Se os presentes não são o centro das festividades (ou não deviam ser), é muito reles incitar ao descarte dos mesmos ou ao presentear para consumo próprio...
 
 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

: ) sejam felizes ( :


balanço de um ano sem

 
as últimas horas foram de extravasamento da necessidade de escrever uma carta a ninguém | a alguém que sejam os meus amigos, na certeza ou esperança de que a leiam ou não leiam…
caros amigos,
aproxima-se o fim de um ano e, por hábito ou necessidade, costumamos aproveitar a quadra para rever o feito e não feito e listar desejos ou promessas de mudança…
quase todos os dias foram doridos. os maus dias fizeram o corpo quebrar, de aviso e de impotência. alguns dias não consegui mexer-me, outros arrastei-me – em dores contínuas e cansaço constante. foram dias de trabalho-porque-tem-de-ser e desmaio até ter-de-ser de novo…
costumo dizer que o corpo manifesta o afastamento entre o que somos e o que nos vamos obrigando a ser… e que todos precisamos de amigos – ora a distância foi grande em ambos
sei que sou das pessoas mais fortes do mundo – ou não estaria, ainda, viva
apesar de tudo
o não-entendimento do curso que a maioria todos dão à vida (por opção ou imitação), dando importância ao que nunca a irá ter e descurando a simplicidade que nos faz feliz ainda não está ultrapassado. nem toda a serenidade necessária foi alcançada
quebram-me as obrigações (mais que os hábitos) o curso
desejos? há um bem precioso que gostaria de ter – algo que nunca se pede. elixir do suporte de vida
analgésicos para a dor de não compreender, aceitando, embora, os afastamentos de promessas desse elixir
respiro
crio prumo para a vida que – ainda – não chegou a ser a minha
o meu elixir espalho
a vós, amigos, em especial: não lembro a última vez que falaram comigo sem ser para pedir algo, vangloriar (LOL) de quilos perdidos ou, em instância breve e de espaçamento crescente, dar um olá-consegui-isto-na-vida, sem pachorra para partilhas bidirecionais de tristezas ou alegrias.
estou
desejo que possa o início de hoje ser feliz e permissor de caminhos sólidos.
que a força esteja comigo
(mereço! – digo eu com um sorriso rasgado…)
(e sempre vos desejarei que convosco esteja)