Comunicava-se
um nascimento, uma morte e pouco mais faziam os cidadãos normais sem grandes
recursos financeiros.
A coisa
funcionava assim: ia-se aos correios* e escrevia-se a mensagem num impresso –
como era pago à palavra, as mensagens eram encurtadas, por vezes até à
incompreensão! – ou ditava-se à menina dos correios que, lá dava uns bitaites
e, como devem calcular, era a fonte mais bem informada de cada terrinha. No fim
de cada frase, escrevia-se ‘stop’, pois não se usava pontuação, como se os
tempos do telégrafo se tivessem mantido até final do século XX!
No fundo,
para os mais novinhos, podem ter a experiência: experimentem mandar um FAX numa
estação de correios – é uma anedota monumental! Até há uns anos, em vez de irmos
aos correios, podíamos ir aos CTT-dos-telefones, que eram no mesmo
edifício, geralmente, e enfiar uma folha numa telecopiadora (o que chamávamos
FAX, o aparelho) e enviar e pagávamos o tempo de chamada usado (quanto mais
folhas, mais tempo demorava e mais caro era). Mas…………………… os ‘correios’ entendem
que, nem que seja para mandar a fatura da compra do carro ao contabilista (que
até temos na pasta e estamos fora de portas e ao lado dos CTT…) temos de
preeeeeeeeeeencher um impresso, que é a folha de rosto e tem de ser e, para
além de pagar mais (e há um valor mínimo a pagar!!!), AINDA temos de perder
tempo a escrever a coisinha!
Ora,
pôooooooooooooooo…
Isto tudo
para dizer
que,
às vezes,
o mais
simples é dizer direto, simples, verdadeiro
amo-te stop
(por exemplo
; ( : ))
(*depois
passou a poder fazer-se por telefone)

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