domingo, 13 de abril de 2014

telegrama

Quando eu era pequena, há um molho de anos, as mensagens importantes eram enviadas por telegrama.
Comunicava-se um nascimento, uma morte e pouco mais faziam os cidadãos normais sem grandes recursos financeiros.

A coisa funcionava assim: ia-se aos correios* e escrevia-se a mensagem num impresso – como era pago à palavra, as mensagens eram encurtadas, por vezes até à incompreensão! – ou ditava-se à menina dos correios que, lá dava uns bitaites e, como devem calcular, era a fonte mais bem informada de cada terrinha. No fim de cada frase, escrevia-se ‘stop’, pois não se usava pontuação, como se os tempos do telégrafo se tivessem mantido até final do século XX!

No fundo, para os mais novinhos, podem ter a experiência: experimentem mandar um FAX numa estação de correios – é uma anedota monumental! Até há uns anos, em vez de irmos aos correios, podíamos ir aos CTT-dos-telefones, que eram no mesmo edifício, geralmente, e enfiar uma folha numa telecopiadora (o que chamávamos FAX, o aparelho) e enviar e pagávamos o tempo de chamada usado (quanto mais folhas, mais tempo demorava e mais caro era). Mas…………………… os ‘correios’ entendem que, nem que seja para mandar a fatura da compra do carro ao contabilista (que até temos na pasta e estamos fora de portas e ao lado dos CTT…) temos de preeeeeeeeeeencher um impresso, que é a folha de rosto e tem de ser e, para além de pagar mais (e há um valor mínimo a pagar!!!), AINDA temos de perder tempo a escrever a coisinha!

Ora, pôooooooooooooooo…

 
Isto tudo
para dizer
que,
às vezes,
o mais simples é dizer direto, simples, verdadeiro

amo-te stop
(por exemplo ; ( : ))

 
(*depois passou a poder fazer-se por telefone)

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