Nós,
portugueses, temos a temível tendência de nos nivelar abaixo de tudo o que está
além fronteiras, num espírito derrotista e de inércia-abaixo-da-língua; e temos
o hábito de ir buscar os exemplos retrógrados, para amarrar qualquer progresso
que tente fazer luzir as nossas cores!
Quando
iremos perceber que urge pensar grande? Pensar completo!
e-escolas?
– Era bom, mas não assim.
Imaginem
num país onde se compram tantos carros – o que aconteceria se não fossem usados
devidamente, se os estacionássemos à porta e apenas nos sentássemos neles,
fingindo dar passeios? Em que contribuiria isso para… fosse o que fosse?
Salvo
as poucas exceções de crianças e jovens que sabiam para que servia um
computador, ou tinham pais ou conhecidos (ou professores!) que os ajudassem
nisso, quem é que ficou mais rico por comprar/ter um pc no programa e-escolas?
– Olhem, eu tenho uma daquelas senhas de compra, ainda por aí… nunca usei… -
para que queria eu um pc enorme, desatualizado e CARO? – quando comprei um
daquele tamanho, comprei por um terço do preço, e sem
mensalidadezinhas-obrigatoriazinhas-que-ninguém-percebe-que-é-prestação! Quando
quis um p o r t á t i l, comprei um portátil, não um chaimite!
Antes
desta onda de vamos-pôr-pc-na-mão-de-toda-a-gente, vi muitos computadores de
mesa ficarem ao canto das salas de aula, porque ninguém os sabia usar, e, se
algum aluno sabia, não podia, e era repreendido, pois… era uma ameaça para os
professores. (Imagine-se! um aluno que sabe “mais” de qualquer coisa que um
professor!)
Mas,
vimos muita “miudagem” agarrada a eles… pois vimos! – a jogar, em fóruns de
conversação… Quando pedi a um miúdo, que passa todo o tempo em que o vejo
agarrado ao portátil, que me encontrasse o número de telefone de uma instituição…
ele… NÃO SABIA COMO FAZER!!!!!!!!!
Não
adiantou dar só as ferramentas, era necessário dar a cultura: explicar o como
usar, para que usar – perdeu-se uma importante ferramenta educacional, por
deixar incompleto um grande projeto – não se cumpriu a parte menos onerosa!
Todos
sabemos que o sistema de ensino não está bem (aliás nunca pode estar, porque o
mundo está em constante evolução, porque a velocidade de mudança tem sido
elevada), mas, para além das pequeninas mudanças que lhe vamos fazendo, urge PENSAR,
equacionar, decidir como o estruturar.
Dar
bases a todos – sim, tudo certo…
Adequar
a cada um – sem dúvida, somos todos diferentes!
(Não
me venham cá com as totozices das NEE! – diferentes, somos todos! E diversidade
cultural? - é normal, habituem-se!)
O
aluno é o centro, o objeto e o fim da tarefa!
Idade?
Quê? – APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA – SEMPRE! – Se os mais novos até precisam
de lenga-lengas, instrução, disciplina; depois há que aprender a aprender;
depois… há que SER – sempre mais e melhor!
Abram
os olhos, pensem grande, pensem certo!
E…
aprender não é sinónimo de estar numa sala retangular, com mesas retangulares,
cadeiras de tampos mais ou menos retangulares, quadros retangulares e…
professores retangulares – PRECISAMOS de CURVAS/ Ângulos obtusos/ linhas de mil
formas…

Concordo profundamente com as tuas palavras. E com este teu exemplo se percebe que o que está mal não é os meios que dispomos, mas sim toda a estrutura que está por detrás. Que a educação está mal todos nós sabemos. Basta falar com qualquer professor para perceber que quem decide as aprovações\reprovações dos alunos são os pais, limitando-se os professores a "dar aulas".
ResponderEliminarO magalhães poderia ter sido um projecto muito interessante e com grandes proveitos, se, por exemplo, houvesse uma cadeira onde os alunos aprendessem a explorar as suas potencialidades que são muitas. Entristesse-me ver o desprezo com que se trata esses mini-computadores. Que não sendo potentes dão para fazer muita coisa. Talvez por ser do tempo do spectrum, do 386 e 486 dou outro valor a essas máquinas azuis :).
Ensinou-se ás crianças como jogar no pc e a estar no chat, como dizes, e ao mesmo tempo a desvalorizar um objecto que deveria ter um grande valor...
Filipe, os meios, são necessários - mas são isso, meios, ferramentas...
ResponderEliminarIdeias, há muitas, e boas... mas, vivemos agarrados ao ensino unidirecional, a ideias velhas, incorretas e sem os resultados ideais - e, ferramentas tão válidas, são para aproveitar!
(Lembraste-me os ZX 81 lá de casa...)
Magalhães... - é como dar um Ferrari ao Cristiano Ronaldo :D - é para brincar e espatifar!
( )
ResponderEliminarOra eu, que nunca tinha lido Arends, e ontem olhei para aquilo, e hoje, na minha hora de almoço, li as primeiras páginas… fiquei incomodada: será que me vão acusar de plágio??????? – Detesto esta coisa de se achar, nestes nossos dias confusos, que só uma pessoa pode ter uma ideia! E isto, a propósito da retangularidade das salas de ensino… eu disse, e, como dei por isso hoje, o Ricardinho das Américas também disse… e eu com isso? – NÃO TAVA A CITAR NINGUÉM!!!!!! OK?????? – disse porque acho, penso, EXISTO, e… que se lixe se ele pensa igual (olha que bom para ele!). Disse!