quarta-feira, 2 de novembro de 2011

naquele dia em que morri

naquele dia em que morri
não tive mãos estendidas
e de mim fugiu toda a vontade


eu sei
que a fúria que nos matou
só cai com a força que sós não temos

porquê?
porque estão os caminhos escuros?
não vês o sorriso que o meu rosto devia ter?

limpa a alma desse pó mau
que, há tanto, espalham à tua volta
depois, então,
a força e o sorriso

e, amigo,
não queiras não entender
que prova suprema de amizade
é não te ter dado o que mais temes
…e mais precisas

(porquê?
porque temes tanto?)

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