segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Curricula Vitae

Um dos exercícios mais caricatos que fiz ao longo da minha vida profissional foi a leitura de curricula!*

Se agora é moda seguir o modelo europeu (que, para além de assumir uma completa impessoalidade, é usado, quase sempre, sem qualquer adaptação à cultura portuguesa), os erros de sempre prevalecem, ainda assim, deixando transparecer a falta de preparação de quem os apresenta.

Erros ortográficos (será possível!), estruturais (design, meninos, design!… e lógica!), completa desadequação do que é mencionado – só falta indicar as pausas para WC em cada “Workshop” (sim, sim, mencionam mesmo as reuniõezecas de hora e meia a falar vagamente de um assunto mais vago ainda…)!

O último que fiz foi exaustivo mas conciso: exaustivo, porque, para o efeito, se pretendia a menção de todo o meu percurso; conciso, porque as duas páginas tinham tudo o necessário. Nunca fiz um curriculum europeu, confesso! Mas sempre segui as recomendações de clareza e singeleza…

Por isso decidam-se: ou usam o da praxe, seguindo as instruções que estão por todo o lado, ou usam o que criam à vossa vontade, se não vos for pedido o primeiro, mas, sejam lógicos: nada de erros, de métricas obtusas, de competências floreadas ou inventadas; e não enviem nada sem mostrar primeiro a alguém com cérebro…

A má imagem de um curriculum só é superada por…
…as parvoíces que possam ter deixado no face, …e que FICARÃO, SEMPRE, PARA A POSTERIDADE!...

(*porque hoje vi mais um!)

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