sábado, 17 de setembro de 2011

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Hoje resolvi visitar um ambiente que há muito não visitava: um mercado de levante.

Confesso que este tipo de mercados já me entusiasmou – há uns bons anos, só aí encontrava roupa para a minha altura (as meninas novinhas não sabem, mas, eu ainda sou do tempo em que, nas lojas, só havia roupa para mulheres de 1,60 m, e sapatinhos para, no máximo, pé 37) - porque os excedentes da boa produção nacional, que não chegava às lojas nacionais (era só para exportação), surgiam, periodicamente, nestes espaços…; depois, eram os finais de coleção, de comércio ou produção, a preços agradáveis…
(É verdade que só comprava a vendedores de confiança, e não me imagino a comprar roupa já suja ou maltratada!)

Contudo, agora o comércio esmifra tanto as situações de venda, as promoções são tão contínuas, que, não só (me parece que) não há tanta oferta nos mercados de levante, como não compensa o esforço…
Mas, hoje, lá fui espreitar esse ambiente típico…
E eis que na primeira paragem, me acontece logo o inesperado:

[OK, vou falar de intimidades… mas os vendedores tinham ar lavadinho, as peças eram de qualidade, e eu ainda não consegui descobrir interiores baixos como me agradam nas lojas grandes! Como no resto, gosto de modelos clean (simples, práticos, que fiquem no sítio!) – Onde param os algodões com lycra decentes? Raio de marcas que abusam dos sintéticos! E, se peço algodão, mostram-me aqueles cuecões-de-avó assustadores!]

Peguei num modelo que parecia ter a minha cara, e vi a etiqueta, porque o tamanho me pareceu grande…

Essas ficam bem no meu cu…” – e a senhora (corpo equilibrado, magro, vestida adequadamente, boa aparência…) inclinou-se para trás para olhar para o meu plano traseiro… - “para o seu cu, se calhar, têm de ser mais pequenas…

Sorri, mais para dentro que para fora, deixando apenas transparecer um sorriso simpático q.b., mas pensando no ridículo da “conversa”, e no facto de que a senhora teria bem melhor ar com a boca fechada…

Ora eu não esperava ver o dito analisado assim!
Na realidade já foi alvo de visualizações intensivas de colegas de trabalho – NÃO, não estou a falar de homens!, mesmo daquelas colegas que se sentem mal com o seu corpo, passam o tempo a falar de dietas anormais (e a praticá-las em grupo), e miram as colegas para encontrar motivos de crítica… Eu trabalhei com uma assim, que mo gastava com o olhar! (parece que o maior desgosto recente é o meu dito estar “melhor” que o dela! Ridículooooooooooooooo!)

Balanço do resto da visita: ainda comprei calças e blusas, boas produções nacionais, com acabamentos ótimos, que, suponho, tenham sobrado de mais uma falência…

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