quinta-feira, 29 de setembro de 2011

anticonstitucionalissimamente

Somos cidadãos de um país, parte integrante de um estado, com leis que nos ajudam a manter a organização e a paz, contudo, lamentavelmente, escassos são os que dedicam, um pouco que seja do seu tempo, a saber quais são as regras pelas quais é suposto guiarmo-nos.
Se elas não agradam – mudem de nacionalidade! Mas, se ficam por cá, têm de saber adaptar a sua forma de viver aos fundamentos do estado! Afinal fazem parte dos valores com os quais somos criados, com a nossa cultura.
Não sei porque não se introduz a CRP (Constituição da República Portuguesa) na escolaridade básica. Fazia todo o sentido! E os jovens do secundário deviam estudá-la aprofundadamente!
Fico siderada pela ignorância dos que protestam quando alguém debilitado lhes “passa à frente” numa fila de atendimento! E mais, seria necessário haver Lei Fundamental que o preveja? Que é feito do bom senso?
Na realidade, esta ignorância generalizada pelas regras de vivência em comum afeta situações várias. Desde uma fila, ao funcionamento de uma associação de pais, a um condomínio…
Exemplo flagrante de falta de civismo (e, para este, haja lei, que paciência escasseia!): estou a escrever este texto numa sala de espera do Hospital de Pulido Valente, onde existem inúmeras cadeiras vazias, pelo que me sentei numa, e coloquei a mala e o blazer na do lado – mas, lá veio uma senhora que só gostou da cadeira ao lado da minha, e mal me deu tempo de tirar as coisas antes de sentar o seu dito!... Será difícil facilitarmos a vida aos outros? Porque há pessoas que escolhem sempre a hipótese que incomoda alguém?
Existe ainda uma faceta que acho inusitada: os agentes da lei, que deveriam fiscalizar  sua aplicação, não terem conhecimento de algumas bem básicas, e de regulamentos simples sobre situações do dia a dia! - Acredito que, tal como qualquer cidadão, embora com menor desculpa, os agentes da lei não saibam de cor todos os diplomas legais… mas, não deveriam ter umas luzes?
Pois, mas isso não invalida que, todos nós, temos obrigação de saber "com que linhas nos cosemos" nesta coisa de viver em comunidade...

SEXO EXPLÍCITO

Se vieram aqui por causa do título :-P – Otários! Cairam que nem uns patinhos! – Não é mesmo esse o assunto… Ah ah ah…

Pois, verifiquei que, depois de chamar “cu” a um dos posts, esse foi visto, digamos que… com mais frequência do que eu esperava… E o que quero provar, com este título, é que há buscas maradas que vão parar a sítios inesperados… e que “alguns temas” são “muito procurados” – vai uma apostinha que este post vai ter imeeeeeeeensas visualizações!?...

Quando o autor do “Esforço, Dedicação, Devoção e Glória”, há uns anos, estranhou a invulgar afluência ao seu blog, percebeu depois que tinha sido pelo facto de ter mencionado a “Floribela” (se bem me lembro, comparou um jogador de futebol com ela). [Assim como assim, acho de menos mau gosto procurar sexo!]

Por isso espero que estejam aqui alguns só para ler as palavras que solto ao vento etéreo da web, porque do titulado – népias! Não há por aqui! :-D

Aos que foram enganados: desculpem lá qualquer coisinha… só queria provar que a melhor forma de incrementar visitas a um post é esta.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

uníssono

porquê?

porque te quero bem, simplesmente...

elixir n.º 2


a fonte da vida reside no ser social [ser=verbo], no relacionamento interpessoal; quebradas as barreiras da falsidade que nos ensinam, largadas as máscaras que pomos, todas as manhãs, num instinto de sobrevivência aprendido, que busca, qual início de arte marcial, preparar-nos para as “puxadelas de tapete”, podemos sorrir, olhar os outros como pessoas, como nós, como iguais – também com defeitos, mas, certamente, com qualidades!
só sobrevivemos com amigos! – digam o que disserem, confiança e carinho são necessidades básicas… mais do que pão para a boca!

ofereço a minha amizade
dou-me inteira a quem posso
se corre mal por vezes?
sim

não me abro facilmente, mas ajudo, sempre que posso; ajudo até aqueles que já foram “menos bons” para mim [pronto: MAUS, sacanas, fracos, injustos,…], mas, dou muito a quem é bom…
há poucas pessoas que catalogo como “os que não ajudava se lhes passasse um autocarro por cima[antes ignoro os que são menos humanos]
há alguns beneficiados com a minha amizade que se esquecem… outros afastam-se quando já não sou útil… há até quem ouse confundir a minha preocupação com o seu bem estar com pedinchice de atenção para mim (é mais fácil achar que os outros são egoístas… mas eu sou só eu – assim, como sou, amiga… preocupada com os que estimo, com os que precisam…)
todos os dias, posso dizer que estou em paz, que me dei, que contribui para o bem comum – mesmo quando me fazem verter uma lágrima de mágoa…

empatia é algo que não se controla – existe, manifesta-se, e, quando a sentimos, deixamos correr… e é com quem a sentimos que o elixir flui…
senti grande empatia com algumas pessoas ultimamente, porque me abri mais à vida, e porque tive a sorte de as encontrar, no lugar certo, no momento certo…
quando a empatia vence, surgem amigos do coração – os que nunca queremos perder, porque perdê-los é como arrancarem um braço ou uma perna, a sangue frio, ao nosso corpo


domingo, 25 de setembro de 2011

caminhos certos

Alguns dias, esquecemos as faltas,
os vazios que temos em nós;
outros, torna-se impossível…

Forçada a procurar respostas, em tempos próximos,
percebi que, quando descobrimos alguns caminhos,
caminhos que sabemos dever seguir,
ficamos sem alento, com a paragem a que as circunstâncias nos obrigam,
sem motivos para seguir caminhos que não partam já do início certo,
o final do caminho que temos de seguir,
e que nos leva ao princípio da nossa vida, verdadeira, merecida…

Os nossos olhos nunca deviam toldar-se a rotas certas,
as circunstâncias nunca deviam ser adversas à perfeição…
Como é difícil sabê-la e não poder alcançá-la!
Ter de paralisar o braço, não deixar a mão tocar o que está tão perto…

Não sei qual é o limite de sobrevivência
ao não viver a vida, a vida que está nessa meta

…retomam-se metas de sempre,
não perdendo a luz do túnel
ténue, quase invisível,
mas que sabemos está por lá…
Aguarda-se com nanopermilagem de fé
o dia em que o Sol possa dar Luz…

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Tzu TSU

NÃO GOSTO DE FALAR DO QUE NÃO CONHEÇO!
E, agora, pergunto: vocês sabem mesmo que raio é a TSU?
Bolas, falam, falam, falam, mas, em lugar nenhum, vi alguém dizer o que é a TSU! – Taxa Social Única, eu sei, mas o que é isso?
Pronto, eu acho que deve ser aquela coisa dos descontos que a entidade patronal faz para a Segurança Social… e os trabalhadores também… uma percentagem dos vencimentos…

…vou à wiki!… … … … …

Ah!, não estou assim tão “burra”… - mas SINTO-ME, quando falam em todo lado de algo, mas não se dignam a explicar! (estive mesmo para ligar aos amigos de economia e gestão!)
É que no meu recibo isso não consta assim! (e eu até oiço aquela malta do Económico TV a falar da crise e das medidas com a TSU…)

É usual falar-se profusamente de um qualquer assunto, mas ninguém ter coragem de perguntar: “o que é isso”; todos falam, como se soubessem – perfeitamente – do que estão a falar!
Ora, a mania de “não dar parte de fraco” perpetua a ignorância!
Não é quem não sabe que é “burro”, é quem não pergunta! (e mais “burro” que esse, só aquele que não dá resposta a quem não sabe!)
E Tzu?
Tzu é aquele que me recomendam ler, e eu, feita ocupadíssima, ainda não li (está ali na divisão do lado, à espera…) – porque eu, lamentavelmente, tenho lapso de estratégia… (paz de alminha)

Vá… googlem tudo… e… perguntem tudo o que não saibam!

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

uma corrente de Fé

Amigos, colegas, conhecidos, vocês todos que aqui estão a passar…

Queria falar-vos de fé, do acreditar…
Eu acredito na força do pensamento dos seres humanos, acredito que movemos montanhas, que atingimos metas aparentemente impossíveis, com o desejo de que se concretizem…

Há não muito, falando com um amigo das coisas más por que tem passado, lembrei que

       os que desejam o bem,
       esquecem-se de o ir desejando, sempre…

       os que desejam coisas más aos outros,
       dedicam-se vorazmente a essa tarefa…

e é apenas por isso que acontecem coisas menos boas: porque nós, que apregoamos querer um mundo melhor, querer ver felicidade à nossa volta, NOS ESQUECEMOS DE DESEJAR O BEM!

Por isso vou pedir:

neste momento,
neste exato momento em que leem estas palavras,
desejem que os amigos sejam felizes,
desejem que tenham saúde,
desejem coisas boas para vocês e para a família, os amigos, os colegas, os conhecidos, as pessoas boas em geral
(e desejem que as que sejam “más”, se reavaliem e consigam ser melhores em cada dia! – muitos espalham ódio só porque são infelizes, insatisfeitos, inseguros…)

DESEJEM COISAS BOAS!
…e acreditem, se cada vez mais pessoas ocuparem alguns momentos do dia a desejar coisas boas, elas vão acontecer – unam esforços!

é para começar hoje
é para começar agora

tudo de bom para vocês
do fundo da minha alma

sábado, 17 de setembro de 2011

cu

Hoje resolvi visitar um ambiente que há muito não visitava: um mercado de levante.

Confesso que este tipo de mercados já me entusiasmou – há uns bons anos, só aí encontrava roupa para a minha altura (as meninas novinhas não sabem, mas, eu ainda sou do tempo em que, nas lojas, só havia roupa para mulheres de 1,60 m, e sapatinhos para, no máximo, pé 37) - porque os excedentes da boa produção nacional, que não chegava às lojas nacionais (era só para exportação), surgiam, periodicamente, nestes espaços…; depois, eram os finais de coleção, de comércio ou produção, a preços agradáveis…
(É verdade que só comprava a vendedores de confiança, e não me imagino a comprar roupa já suja ou maltratada!)

Contudo, agora o comércio esmifra tanto as situações de venda, as promoções são tão contínuas, que, não só (me parece que) não há tanta oferta nos mercados de levante, como não compensa o esforço…
Mas, hoje, lá fui espreitar esse ambiente típico…
E eis que na primeira paragem, me acontece logo o inesperado:

[OK, vou falar de intimidades… mas os vendedores tinham ar lavadinho, as peças eram de qualidade, e eu ainda não consegui descobrir interiores baixos como me agradam nas lojas grandes! Como no resto, gosto de modelos clean (simples, práticos, que fiquem no sítio!) – Onde param os algodões com lycra decentes? Raio de marcas que abusam dos sintéticos! E, se peço algodão, mostram-me aqueles cuecões-de-avó assustadores!]

Peguei num modelo que parecia ter a minha cara, e vi a etiqueta, porque o tamanho me pareceu grande…

Essas ficam bem no meu cu…” – e a senhora (corpo equilibrado, magro, vestida adequadamente, boa aparência…) inclinou-se para trás para olhar para o meu plano traseiro… - “para o seu cu, se calhar, têm de ser mais pequenas…

Sorri, mais para dentro que para fora, deixando apenas transparecer um sorriso simpático q.b., mas pensando no ridículo da “conversa”, e no facto de que a senhora teria bem melhor ar com a boca fechada…

Ora eu não esperava ver o dito analisado assim!
Na realidade já foi alvo de visualizações intensivas de colegas de trabalho – NÃO, não estou a falar de homens!, mesmo daquelas colegas que se sentem mal com o seu corpo, passam o tempo a falar de dietas anormais (e a praticá-las em grupo), e miram as colegas para encontrar motivos de crítica… Eu trabalhei com uma assim, que mo gastava com o olhar! (parece que o maior desgosto recente é o meu dito estar “melhor” que o dela! Ridículooooooooooooooo!)

Balanço do resto da visita: ainda comprei calças e blusas, boas produções nacionais, com acabamentos ótimos, que, suponho, tenham sobrado de mais uma falência…

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

sinais sonoros

Sentada, sem descanso, na poltrona do quarto, ao lado do único homem da minha vida, olhei para a tv, onde passava aquela série de que tanto gostamos…

…tocam os alarmes da sala de cuidados intensivos e, a correr no corredor, vejo passar enfermeiros, médicos, oiço vozes pedir aparelhos, medicação, dar instruções; mais correrias…

…na tv, a cena de genérico do ER era igual, só que, naquele momento, eu estava a vê-la a dobrar – na tv e na vida real…

…tentava repousar o possível, horas depois de o ver sair da sala de operações e ficar como só se vê “por dentro” [Será por isso que põem tantos obstáculos à permanência de familiares?]: abandonado num local onde o mais importante parecem ser os horários…

…acabou o soro, a medicação? …dói aqui ou ali? …incha aqui, escurece acolá? - E depois? – haja sorte e baste o “horário”…

…tss tss tss, vejam mas é o ER (Emergency Room)!
[Mas, a “cena dos bips” contrariou a regra… todos se mobilizam ao som dos alarmes…]

força? solidão?


Esta imagem sempre me fascinou…
de uma forma estranha, talvez…
Podemos analisar a imagem pela sua plasticidade… ou pela invasão à natureza que retrata… 
Quando olho, vejo isolamento, solidão – o sentimento do destroço erguido no meio do tejo… conspurcando a paisagem; mas vejo também essa força inegável, marcando presença, transmitindo uma mensagem – “Estou aqui!”
O que veem* vocês?

*aaaaaai, esta ainda me dói! L

sábado, 10 de setembro de 2011

prohibido

 [Palavras de outros, que quero partilhar:]
 

QUEDA PROHIBIDO.

¿Qué es lo verdaderamente importante?
Busco en mi interior la respuesta,
y me es tan difícil de encontrar.
Falsas ideas invaden mi mente,
acostumbrada a enmascarar lo que no entiende,
aturdida en un mundo de falsas ilusiones,
donde la vanidad, el miedo, la riqueza,
la violencia, el odio, la indiferencia,
se convierten en adorados héroes.
Me preguntas cómo se puede ser feliz,
cómo entre tanta mentira se puede vivir,
es cada uno quien se tiene que responder,
aunque para mí, aquí, ahora y para siempre:
queda prohibido llorar sin aprender,
levantarme un día sin saber qué hacer,
tener miedo a mis recuerdos,
sentirme sólo alguna vez.
Queda prohibido no sonreír a los problemas,
no luchar por lo que quiero,
abandonarlo todo por tener miedo,
no convertir en realidad mis sueños.
Queda prohibido no demostrarte mi amor,
hacer que pagues mis dudas y mi mal humor,
inventarme cosas que nunca ocurrieron,
recordarte sólo cuando no te tengo.
Queda prohibido dejar a mis amigos,
no intentar comprender lo que vivimos,
llamarles sólo cuando les necesito,
no ver que también nosotros somos distintos.
Queda prohibido no ser yo ante la gente,
fingir ante las personas que no me importan,
hacerme el gracioso con tal de que me recuerden,
olvidar a toda la gente que me quiere.
Queda prohibido no hacer las cosas por mí mismo,
no creer en mi dios y hacer mi destino,
tener miedo a la vida y a sus castigos,
no vivir cada día como si fuera un último suspiro.
Queda prohibido echarte de menos sin alegrarme,
olvidar los momentos que me hicieron quererte,
todo porque nuestros caminos han dejado de abrazarse,
olvidar nuestro pasado y pagarlo con nuestro presente.
Queda prohibido no intentar comprender a las personas,
pensar que sus vidas valen más que la mía,
no saber que cada uno tiene su camino y su dicha,
pensar que con su falta el mundo se termina.
Queda prohibido no crear mi historia,
dejar de dar las gracias a mi familia por mi vida,
no tener un momento para la gente que me necesita,
no comprender que lo que la vida nos da, también nos lo quita.


¿Alfredo Cuervo Barrero?
(¿atribuído a Pablo Neruda!?)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Condutores

Todos nós temos episódios de trânsito!
Não pensem os só-condutores que me refiro a apitadelas estridentes e impropérios janela fora, com a respetiva sinalética associada…

Estou falando na ótica do que anda a pé, e está tantas vezes a milímetros de ser “passado a ferro”, ter as “arestas limadas”, ou efetuar alterações pontuais à cor da pele e órgãos adjacentes!
É isso… Raros são os dias, em que não presencio, ou vivencio, um “caso de estrada”.

Quando se ouve que o carro é usado como arma, a maioria dos condutores distancia-se, não tem sequer a noção de alguns perigos que faz os outros correr; na segurança da sua viatura, passam sinais “verde-maduro”, aceleram para passar laranjas, esquecem regras que “não precisam de cumprir” porque “são bons condutores” e “dominam o carro”… (e, geralmente, é sempre “o outro gajo” que faz alguma coisa mal!)

Porque não param para pensar?

Estou certa que, até o mais convencido das suas capacidades (desde que tenha Q.I., e, sobretudo, Q.E. q.b.) irá descobrir uma situaçãozinha em que devia ter agido “não bem assim”! – Sejam conscientes p.f.!

Quando estou prestes a ser atropelada, dou por isso tão em cima do momento, que até o choque (emocional) demora a chegar… São momentos em que confio, e depois acontece o inesperado…
Até agora safei-me…

Já vi “voar” pessoas, já vi condutores anormais a agredir outros condutores ou transeuntes (a punho, ou armados com o seu carro!), mas, aparte essas situações, digo o que mais me chateia nos chicos-espertos atrás do volante:

Eh pá…………………… Aquela cena que me fizeram hoje ao fim da tarde de novo – não param na passadeira, mas têm tempo para pôr a mãozinha de fora e pedir desculpa!
Ora # *&/@#!
Se têm tempo para isso, também tinham tempo para travar!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Parabéns S

Oh! Esqueci o aniversário de um amigo…
É imperdoável, eu sei, mas escolheste uma semana difícil para fazer anos…
Como sabes, não me esqueci de ti, só do teu aniversário mesmo…

Gosto de estar com os amigos, e, a todo o momento, me apetece comprar algo, só porque “tem mesmo a ver” com aquela pessoa… (estão a imaginar a desgraça que é, se amanhã me sai o jackpot!…)
Tenho, aqui mesmo ao lado, as últimas “lembranças” de amigos que “me deram” ultimamente… (comprei, mas ainda não estive com eles…)
Nos aniversários preocupo-me em lhes dar a atenção que merecem… e não necessariamente uma prenda… mas, se estou com eles, gosto de lhes dar um mimo!

Adooooooro dar prendas! Sempre preferi dar a receber… Ah… é tão bom fazer sorrir alguém! – O Natal é o tempo supremo de realização dos meus sonhos: posso dar prendas a toda a gente! Maravilhoso! (Venha o jackpot!)

Hum… Ao meu amigo, dava momentos de Paz e um banho de personal style! (É! Levava-te a passear, que andas cansado, e a comprar umas roupas fixes, a renovar o visual – para a tua juventude!…) – Mas desejo-lhe o de sempre: que seja feliz!

Carinho para todos

terça-feira, 6 de setembro de 2011

um livro, um autor

livro:

autor:

“Escrever não é uma questão de inspiração. É antes um acto de sensibilidade e de Amor, por nós próprios e pelos outros. Que outro sentido teria alinhavar palavras que não fosse o de coser os corações com as linhas fundamentais da vida: a amizade, a honestidade e o Amor.”

Carlos Santos Oliveira

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Curricula Vitae

Um dos exercícios mais caricatos que fiz ao longo da minha vida profissional foi a leitura de curricula!*

Se agora é moda seguir o modelo europeu (que, para além de assumir uma completa impessoalidade, é usado, quase sempre, sem qualquer adaptação à cultura portuguesa), os erros de sempre prevalecem, ainda assim, deixando transparecer a falta de preparação de quem os apresenta.

Erros ortográficos (será possível!), estruturais (design, meninos, design!… e lógica!), completa desadequação do que é mencionado – só falta indicar as pausas para WC em cada “Workshop” (sim, sim, mencionam mesmo as reuniõezecas de hora e meia a falar vagamente de um assunto mais vago ainda…)!

O último que fiz foi exaustivo mas conciso: exaustivo, porque, para o efeito, se pretendia a menção de todo o meu percurso; conciso, porque as duas páginas tinham tudo o necessário. Nunca fiz um curriculum europeu, confesso! Mas sempre segui as recomendações de clareza e singeleza…

Por isso decidam-se: ou usam o da praxe, seguindo as instruções que estão por todo o lado, ou usam o que criam à vossa vontade, se não vos for pedido o primeiro, mas, sejam lógicos: nada de erros, de métricas obtusas, de competências floreadas ou inventadas; e não enviem nada sem mostrar primeiro a alguém com cérebro…

A má imagem de um curriculum só é superada por…
…as parvoíces que possam ter deixado no face, …e que FICARÃO, SEMPRE, PARA A POSTERIDADE!...

(*porque hoje vi mais um!)

Reinventando Camões

Alma minha
gentil
Repousa
viva eu sempre triste
Se esta vida consente, te esqueças
daquele amor
Que já nos olhos meus tão puro viste.
merecer-te, sem remédio
perder-te

domingo, 4 de setembro de 2011

escrito no céu

 






a medida do amor
devia ter padrão certo
o amor ao ser medido
devia cumprir sempre a métrica
métrica sem retas
sem metas
sem atalhos
mas só voltas entrelaçadas
de carinho e sentido
de abraço conseguido
de vida perfeita
feita de encontro certo
de sentimento
profundo e inabalável
inapagável
inesquecível
ser
porque tem de ser
porque sim
porque é
porque não pode não ser
Onde está o amor?
Ouve-se toda a vida
a frase feita
“não se procura, encontra-se”
Depois pensa-se um dia
que afinal temos de mostrar o caminho à vida
e podemos ter ou não
tempo ou coragem
Um dia
descobre-se afinal
que a frase era real
que o sentir surge sem procura
Depois
clama-se à lógica
cataloga-se de impossível
buscam-se todas as definições de sentimento
em todos os dicionários disponíveis
Analisa-se à lupa
excluem-se os sentimentos banais ou pueris
transitórios ou insignificantes
não sendo possível entender
o Porquê
e conclui-se que só pode ser
amor
procuram-se explicações para o inexplicável
nega-se a possibilidade
e conclui-se que existe algo
mais alto que nos guia
Destino?
E depois…
O tempo será o certo?
O sentir será partilhado?
Poderão almas gémeas
passar ao lado sem se reconhecerem?
Não sei
espero
o tempo
do encontro
Mas sei
que afinal
se encontra
sem procurar

sábado, 3 de setembro de 2011

o jovem dentro de nós

É verdade que, quase todos, e quase sempre, corremos para um lugar inatingível, forçados por exigências de uma sociedade que nos obriga a ritmos que não são de ninguém…

Porque o fazemos? (se a sociedade somos Nós!)
Porque ninguém ousa quebrar o hábito, mesmo que seja mais do que óbvio que o habitual já não é normal!

Conseguimos momentos em que, uns mais do que outros, (geralmente por exaustão, por desgraça-aparecida, ou por “iluminação” rara) tentamos ser nós próprios, repensar objetivos, estabelecer metas…

Depois de muitas tentativas, eu estava, finalmente, num momento de viragem no meu percurso de vida… e, embora não gostando de “eventos públicos”, resolvi ir conhecer o Ruy…

E foi um daqueles momentos em que os céus, o destino, deus,… essa força suprema em que acreditamos, ou não, me deu o que precisava! – Por isso devemos abrir a alma ao que a vida nos dá, porque a resposta, a força, o “motor de arranque” para as nossas decisões, pode estar em algo bem simples…

…tem 84 anos repletos de sabedoria; estar na sua companhia é um privilégio (que só reconheci depois de ouvir os seus conselhos, as suas histórias!) – Fez-me rir, mas, acima de tudo, fez-me sorrir com cada conselho explícito ou implícito; a cada nova recomendação de alguém tão sábio, repensei decisões, sentimentos…

No final, dirigi-me pessoalmente ao Ruy para agradecer tanta inspiração! – E ele repete a recomendação que tinha feito a todos os que o ouviram naquele fim de dia: “Não nos devemos esquecer do jovem de 18 anos que temos dentro de nós!”

Respondi que andava à procura dela…

(Obrigada, uma vez mais, Senhor Comendador!)

Amizade

Olhei para a mão, o pulso, o braço…
tentei imaginar como tatuar a palavra NÃO
num local bem visível,
onde a visse à primeira tentativa,
sempre que se me quebrasse a vontade
de não mais incomodar os que estimo,
com a preocupação sobre o seu bem estar…

Cravar as letras seria útil,
mas demasiado vistoso…
Pensei, então,
em fazer uma pulseira sem fecho,
com um bem visível NÃO bordado em contas,
impossível de retirar,
para que me lembrasse sempre,
de cada vez que não resisto a falar
a alguém de quem sou amiga,
de que não devo fazer o que sinto,
o que eles me dizem também estar certo,
mas que sempre sou eu a fazer:
preocupar-me, sentir, estender a mão
…e temer incomodar…

Gostaria de rasgar a pele
para sentir essa decisão,
mas, passadas horas curtas
um sábio conselho me chega
tão igual aos que penso,
(e ouvi de quem estimo… e não cumpre…)
não se deve desistir de pessoa alguma, muito menos de um amigo
…e voltou a vontade de ser eu,
de insistir,
de ser Amiga
SEMPRE

(Fico feliz sempre que descubro alguém que ainda acredita nos outros.
Obrigada, Carlos)

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Amizade

Por vezes
Não sei se deva
se não deva dever
se deva fazer o que oiço
ou o que parece ser 

Entre o que sinto
e o que pressinto
a lacuna pode ser imensa
mas se sentirei o que dizem?
mas se sentirei o que oiço? 

Esconder,
o erro que mais cometemos,
e que não vemos cometer?
a estratégia mais utilizada,
e que menos nos deixa viver? 

Ajuda,
pedida por olhos,
por timbres de voz;
escondida por sorrisos treinados,
por palavras de uso abusado… 

a mão
quando a devemos estender?
quando a devemos conter?
quando será beijada?
quando será arranhada?

Ser
amigo
persistente?
preocupado e falante?
desistente, para não insistente?