Quando somos pequeninos,ninguém nos diz como é viver…
Ninguém nos ensina a precaver o sofrimento, as
dores que, mais do que de crescimento, são dores do errado acercando-nos e
corroendo as luzes que teimam em brilhar no nosso pensamento. Aquele sorriso que temos, fruto de cada
descoberta, de cada passo dado num mundo maravilhoso, tropeça na malvivência
alheia e transforma-se num esgar de sofrimento, em cada minuto em que somos
confrontados com a consagração do malfeito.
Se, numa transição para o mundo-dos-grandes,
ainda nos permitem brados de insatisfação, quando lá ficamos, somos açoitados
de cada vez que vemos um arco-íris – sacrilégio, almejar ao belo!
Cada desenho tem de ser casa branca de telhado
vermelho – ainda que não os haja à vista, com chaminé de há dois séculos,
ladeada de árvore de copa redonda e verde
e com uma nuvem de algodão a bordar um céu celeste…
Cada casa tem de ter as mesmas paredes, o mesmo
quadrado, as mesmas janelas…
E, depois, todos vemos e vivemos esse quadro feio, onde já ninguém sorri.
E, depois, todos vemos e vivemos esse quadro feio, onde já ninguém sorri.
Muito menos os que pensam, e podiam salvar o
mundo…
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