quarta-feira, 13 de março de 2013

quando os tempos torcem as linhas

Hoje vivi um daqueles dias em que pensei sobre os caminhos que seguimos e os encontros (e desencontros) que temos, e, confesso, cheguei a pensar, num caminho que me (a)pareceu aberto: se é para acontecer, então, destino, faz com que aconteça!
O céu poderá escrever caminhos, mas a vida, forçada, sofrida, corrida, arranca-nos a pele de pessoas e faz-nos pedaços de um sistema inválido há muito, incapaz e desconexo, um caminho para lado nenhum, onde nos perdemos sem nos encontrar...
Nem a nós reconhecemos no espelho, como podemos (re)conhecer alguém que deva ser um bom amigo, um parceiro de projeto, e, até, um amor?
Quando te olhaste no espelho pela última vez
te olhaste, mesmo, e te viste?...
Não falo de uma mirada fugaz, mas de ver os traços e a alma, que dos nossos e todos os olhos transborda...
 
Esses, os olhos com que nos cruzamos, e os que vemos no espelho, são tristes, quase todos, ou inexpressivos de vida vazio em corrida sem destino válido... 
 

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