- Eu? Nada, já te
disse que nada!
- Tu não me queres
é dizer! – Diz lá, não podes ter emagrecido assim sem tomar nada…
- Bolas! Mas,
afinal, para que perguntas, se não acreditas no que digo? Porra!
- Podes dizer, sou
tua amiga…
A fixação da “amiga”
nas suas medidas tirava-a do sério! Sim, a mesma amiga que sempre se havia
considerado mais magra que ela, apesar dos braços da grossura das suas coxas! –
nitidamente, um problema de observação…
A partir dali, todos
os contatos tiveram pelo meio o
“Então, ainda estás magra?”, com um tom de voz denotando o desejo de a ver baleóide, para companhia…
“Então, ainda estás magra?”, com um tom de voz denotando o desejo de a ver baleóide, para companhia…
Amiga???
Abominou os dias em
que tinha aberto a alma a alguém tão fixado num pormenor daqueles!...
…como se a vida
fosse só medidas de corpo, como se a dimensão de um corpo fosse mais do que o
sentir de um equilíbrio…
(primavera 2012)
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