segunda-feira, 11 de junho de 2012

alma

Diz-me uma amiga que abro demasiado a alma… 

Refugio-me aqui dessas luzes que me cegam, de dizeres e invejas, tentando dar vazão ao meu ser, que está preso num mundo enfermo; tão enfermo que raros são os que não estão contagiados…
Mas, por descuido ou confiança, deixei que alguns soubessem de quem é a alma que lhes chegaria diferente, talvez, se não sabendo que corpo a carrega.
A exaustão dos dias ultrapassa o ponto em que o voo da alma é possível, e esta pousa, demais; enferma de setas venenosas e batalhas sem nexo…  

Pousa, alma
pousa e descansa
respira, transpira o veneno
inspira a beleza
de um mundo
com sombras escuras
sopra essas nuvens e vê o verde
e vê o azul
e vê tantas almas
cansadas, vergadas, esquecidas
mas lindas
precisando ver além dessas sombras
para sorrirem
também
contigo
e juntas, as almas
farão o verde, o azul,
trespassar o véu escuro
inspira, respira
vive
crê
sê feliz
TU

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