quarta-feira, 4 de abril de 2012

ombro

Não sei quantas vezes foquei a amizade, mas, é algo tão importante, que devemos tê-la presente… de preferência, praticando…
Os meus amigos, desaparecem por períodos mais ou menos longos e, na volta, sentem necessidade de se justificar – é a vida, são os problemas… Eu, que acho que os problemas fazem parte da vida, e que a amizade inclui tudo isso, arranco a carraça da orelha, porque de nada me adianta ficar com ela, mas, fica lá o mal, e, fica também essa contínua necessidade de fingir que estou bem, sempre bem, pois, se lhes dou ombro e alma quando precisam, não me vejo, no estado meu atual perante a amizade, a chorar-lhes no ombro. Quando até falo de um qualquer problema que viva, faço-o com a ligeireza necessária ao não despertar de piedadezinhas (que entre amigos não deveriam ter lugar!).
Hoje, acabei um trabalho importante com lágrimas nos olhos; com um daqueles problemas que nos deixam sem saber como é o amanhã, e, ainda assim, embora no horizonte não se vejam luzes, embora no firmamento não haja estrelas, embora na alma não haja objetivos – fi-lo! Para quê? Ainda não achei um porquê no alucinante ritmo do desviver…

1 comentário:

  1. Amizade? Um maior amigo que considerei na vida, roubou-ma… – Já lho disse. – Mas, meu caro Jorge, essa dor sem volta, volta de cada vez que me vens à memória, e dura, dura, e é dura…
    Mas, se veredas são atalhos, eu nunca fui de caminhos fáceis, sempre fui de caminhos certos… Não queria, ter encontrado um caminho, e descobrir a emboscada da falsidão, da falta de coragem, do desprezo pela sagrada amizade que dá sabor e suporte à vida. Ainda não sei o que mais me dói: a dúvida da razão ou a atitude em si…
    A ti diria tudo, confiaria tudo – nem cheguei a fazê-lo, estavas ocupado com as tuas dores e necessidades, e o ombro foi meu, e a alma foi minha…

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