Páscoa
Não
sou religiosa, ou, direi melhor, não sigo qualquer dessas práticas ligadas a
deuses grandiosos; prefiro considerar os seres humanos, as almas e seu poder,
como um valor grandioso… Mas, nestas épocas que são, sobretudo, momentos de
família e momentos a aproveitar para um exercício de introspeção, renovo a
esperança de que, à minha volta, as pessoas, efetivamente pensem!
A
maioria das pessoas, ainda que com lapso de autoestima, consideram-se boas, boa
gente… mas, quando toca a analisar o próximo, quase todos se esquecem de lhes
reconhecer as qualidades – ora eu, sempre funcionei ao contrário: sempre
desculpei todas as más atitudes, sempre encontrei um justificativo para más
palavras, sempre achei que, noutras circunstâncias, aquela pessoa, que está,
naquele momento a ser vil e odiosa, o está a ser por um qualquer acaso que
passará, e dará espaço à verdadeira boa pessoa que está dentro dela, e que
merece um sorriso também…
MAS,
aprendi, nas agruras da vida, que muitos se esquecem de quem são – e passam a
ser execráveis a tempo inteiro; aprendi, que numa constante necessidade de
proteção dos seus valores materiais e ocultação de incapacidade de realização,
até os menos-maus entraram há muito no ciclo sem saída de ódio e desumanidade…
Por
isso tudo, venho, nesta época que é de páscoa, de suposta paz, de família,
pedir-vos um favor: nem que o façam por uns minutos apenas, pensem – pelos que
vos rodeiam (que merecem), por vós (para que não se esqueçam de quem são), pela
humanidade (sim, a Humanidade, essa coisa que parecerá tão cliché, mas) que somos
todos nós, e MERECEMOS UMA OPORTUNIDADE!
alma minha
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