quinta-feira, 19 de abril de 2012

Licenciados II


Ao longo da minha vida, fui conhecendo inúmeras pessoas que, tendo um curso superior, se revelavam absolutamente impreparadas para a vida, sendo a sua visível lacuna de formação, muitas vezes, em aspetos fundamentais para o desempenho da função para a qual, supostamente, tiveram formação superior.

Confesso que só há curtos dias consciencializei, efetivamente, que a culpa não era deles!

Não, não foi o Marinho Pinto que me abriu os olhos… - conheci, sim, muitos docentes do ensino superior, e pude avaliar as suas (in)capacidades e, acima de tudo verificar como a forma de avaliar alunos é… incompleta, inconsistente, inválida, muitas vezes - e pelo facilitismo a que esses docentes se permitem, para que o tempo que perdem a exercer a sua profissão não incomode a sua vidinha…

No nosso país tudo falha pela falta de capacidade de levar em frente as grandes ideias que temos; legislamos, e, depois, com aquele complexo do tempo da outra senhora, não fiscalizamos o cumprimento, porque verificar se se cumpre a lei é feio, é ser pidesco, etc.

No professorado, vive-se entre a chaga da perda de estatuto de intocável (o desrespeito indevido de alguns por uma profissão tão importante), e a chaga da infelicidade da sua manutenção, à custa de incautos alunos (e pais, se falamos do EBS) que não sabem exigir o cumprimento dos seus direitos!

Quando um aluno torna visível uma falha – automaticamente é abusado pelo espírito maligno do professor que defende a sua posição de alto de pedestal, com a arrogância dos incompetentes! – penalizando, desmotivando, marcando para a vida,…

Ora eu, não entrei para a faculdade com 17 anos… (mas nessa idade já tinha raciocínio q.b.!), e surpreende-me, mais do que a incapacidade de alguns professores, o facto de outros, que poderiam ser bons profissionais do ensino, serem umas maria-vai-com-as-outras, e deixarem de fazer bem, perpetuando e agravando a incompetência da classe! – Para esses o meu pedido: cumpram!

Não posso esquecer que as palavras que um dia uma (efetivamente) professora me disse: que eu poderia fazer o curso que quisesse… – sabe, estou infeliz por saber que sim…Por um lado, perdi anos, e já poderia fazer [quase]todos os que me agradavam e me deixaram indecisa; por outro… o saber que os posso fazer sem grande esforço… deixa-me… insatisfeita.

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