quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Em qualquer lugar do mundo…


Um grande passo na educação do/no nosso país foi quando surgiu uma entidade que dava conhecimento, de forma compreensível e, indubitavelmente, de forma diferente ao que estávamos habituados: UAb – a Universidade Aberta.
Quantos faziam como eu, descontentes dos manuais de estudo obrigatórios no ensino dito “regular”, indo à biblioteca procurar livros da UAb sobre os temas de interesse; quantos visionavam os programas da UAb na TV, não por obrigação, mas por interesse, porque as “matérias” eram abordadas de forma compreensível e motivadora!
E quantos, dos que hoje querem mais formação, investindo em si e na feliz política de Aprendizagem ao Longo da Vida, não passaram já pelo site da Universidade Aberta, e descobriram um mundo de novas perspetivas e oportunidades?
Aprender é Viver, e podemos fazê-lo em qualquer lugar do mundo, uma vez que a plataforma de aprendizagem Moodle permite o acesso à informação/conhecimento, mas, acima de tudo, uma participação ativa dos “estudantes”, que podem interagir com colegas e professores, participar, num método colaborativo onde, qual “gansos”, a entreajuda é fundamental, enriquecedora – e gratificante, porque vemos todos a avançar, e o mundo, à nossa volta, a ficar mais sábio!
Como diz um colega de voo: “deem o corpo ao desassossego!  - apostem em vós, porque Aprender é Viver!

domingo, 20 de novembro de 2011

volátil

Hoje, é um daqueles dias em que o elixir n.º 2 era bem vindo, mas, atentas as últimas situações em que acreditei tê-lo, e podia usá-lo, e depois vi que havia evaporado, sem que o cheirasse (não foi por eu não ter tempo, acho que foi mesmo por ele ter sido produzido para não existir), habituei-me à ideia de que, elixires, só aqueles que a Perfumes & Cia. me promete com desconto… - Et voilá, j’aime l’Hypnôse; parfois parce que j’aime toujours cette couleur, mais le parfum, c’est l’éssentielle…

Será o cansaço?
Sim, de tanta coisa… De ti, sabes, sinto não a falta*, mas a tremenda loucura da incompreensão do porquê; de (outra) ti, a pena da leveza, dando significâncias erradas na maestria do usufruto de elixires plenos; de (mais outra) ti, a deserção do vínculo de reciprocidade, que me levou a quebrar a preocupação, por não ser merecida; de vocês… hum, apesar da breveza, esperava mais!; do mais próximo, a falta de não ter falta de afirmação…; dos simples, sinto a falta de humanidade…

Mas, sinto, hoje, a necessidade de mundo, num viver que já não há.

…e, *não sinto o que sinto, porque o sentir me foi retirado; vivo e não vivo, contagiada pelo zombismo de que sofres há tanto!


c’est moi…

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Educação em Portugal

Nós, portugueses, temos a temível tendência de nos nivelar abaixo de tudo o que está além fronteiras, num espírito derrotista e de inércia-abaixo-da-língua; e temos o hábito de ir buscar os exemplos retrógrados, para amarrar qualquer progresso que tente fazer luzir as nossas cores!


Quando iremos perceber que urge pensar grande? Pensar completo!

e-escolas? – Era bom, mas não assim.

Imaginem num país onde se compram tantos carros – o que aconteceria se não fossem usados devidamente, se os estacionássemos à porta e apenas nos sentássemos neles, fingindo dar passeios? Em que contribuiria isso para… fosse o que fosse?

Salvo as poucas exceções de crianças e jovens que sabiam para que servia um computador, ou tinham pais ou conhecidos (ou professores!) que os ajudassem nisso, quem é que ficou mais rico por comprar/ter um pc no programa e-escolas? – Olhem, eu tenho uma daquelas senhas de compra, ainda por aí… nunca usei… - para que queria eu um pc enorme, desatualizado e CARO? – quando comprei um daquele tamanho, comprei por um terço do preço, e sem mensalidadezinhas-obrigatoriazinhas-que-ninguém-percebe-que-é-prestação! Quando quis um p o r t á t i l, comprei um portátil, não um chaimite!

Antes desta onda de vamos-pôr-pc-na-mão-de-toda-a-gente, vi muitos computadores de mesa ficarem ao canto das salas de aula, porque ninguém os sabia usar, e, se algum aluno sabia, não podia, e era repreendido, pois… era uma ameaça para os professores. (Imagine-se! um aluno que sabe “mais” de qualquer coisa que um professor!)

Mas, vimos muita “miudagem” agarrada a eles… pois vimos! – a jogar, em fóruns de conversação… Quando pedi a um miúdo, que passa todo o tempo em que o vejo agarrado ao portátil, que me encontrasse o número de telefone de uma instituição… ele… NÃO SABIA COMO FAZER!!!!!!!!!

Não adiantou dar só as ferramentas, era necessário dar a cultura: explicar o como usar, para que usar – perdeu-se uma importante ferramenta educacional, por deixar incompleto um grande projeto – não se cumpriu a parte menos onerosa!

Todos sabemos que o sistema de ensino não está bem (aliás nunca pode estar, porque o mundo está em constante evolução, porque a velocidade de mudança tem sido elevada), mas, para além das pequeninas mudanças que lhe vamos fazendo, urge PENSAR, equacionar, decidir como o estruturar.

Dar bases a todos – sim, tudo certo…

Adequar a cada um – sem dúvida, somos todos diferentes!

(Não me venham cá com as totozices das NEE! – diferentes, somos todos! E diversidade cultural? - é normal, habituem-se!)

O aluno é o centro, o objeto e o fim da tarefa!

Idade? Quê? – APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA – SEMPRE! – Se os mais novos até precisam de lenga-lengas, instrução, disciplina; depois há que aprender a aprender; depois… há que SER – sempre mais e melhor!

Abram os olhos, pensem grande, pensem certo!

E… aprender não é sinónimo de estar numa sala retangular, com mesas retangulares, cadeiras de tampos mais ou menos retangulares, quadros retangulares e… professores retangulares – PRECISAMOS de CURVAS/ Ângulos obtusos/ linhas de mil formas…
 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

amizadeod*

vislumbrei um amigo há pouco… e ele fugiu entre os bits do seu medo (certo, desta vez já não acredito que seja coincidência…)
Oooops, eu disse “amigo” – esqueci-me, peço perdão! – como uma amiga disse ontem, a seu propósito, e eu, tantas vezes, digo (não só de mim, como a mim): sou amiga de muitos, mas não espero que sejam meus amigos da mesma forma, não ouso pensá-lo…

mas este é especial – Oooops, “era”- senti amizade, e dei-lhe a amizade tamanho XXL, que não dou a qualquer um… - porque ele quis* (depois de merecer); e dei, também, uma atenção especial, num mau momento (estamos cá para os amigos!)…

Um dia (um desses dias), desapareceu!
e a história acabou…

um amigo que nos deixa, é sempre uma perca maior
se morre a carne, fica a memória
se morre a alma, não sabemos com que ficamos


*amizade on demand                                                                       nov, 13

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

><((((º>

Alguns dizem que é um provérbio chinês, outros que um filósofo do princípio da era D.C. o dizia; eu, analfabeta das escrituras como sou, achava que eram palavras de Jesus… talvez levada pela simbologia do peixe, que dizem ser a representação dele mesmo, Jesus, e também um subterfúgio para um desenho da cruz…

Mas porquê o peixe?
Todos se queixam à minha volta, eu própria tenho muito de que me queixar… e…
Porque não nos ajudamos a pescar?
Tudo bem, podemos dar um peixito, mas, não seria bom ensinar a pescar?

As pessoas querem pessoas, as relações com pessoas são necessárias, fundamentais à sobrevivência…
O toque é uma necessidade básica…
(tão básica que descobri o cúmulo da solidão: é quando já não enxotamos as moscas… porque só elas nos tocam!)
Institucionalmente as pessoas são enxovalhadas e, quanto muito, é-lhes atirado o peixe da subsidiodependência…
Socialmente são arremessadas ao precipício do isolamento…

Porque não ajudamos os outros?
Sabem… descobri há muito que isso me faz feliz…
Porque não ensinamos tudo o que sabemos?
É ótimo para o grupo em que estamos inseridos… é ótimo para a evolução do país, da espécie!
e… sabem que também sei, há muito, que a melhor forma de aprender, é ensinar aos outros?
Ensinem a pescar!
(e, se tiverem mesmo de dar o peixe, s.f.f. não o atirem à cara de quem precisa… pousem-no gentilmente nas suas mãos…)

><((((º>  Não dês (só) o peixe… ensina a pescar   <º))))><

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

...como vim aqui parar

Estou aqui há dois meses, dois meses apenas (queria postar, simbolicamente, na data certa, mas as voltas têm sido muitas, nesta coisa da vida… - talvez porque a gota de água que me fez despoletar a necessidade de libertar a alma, pingou de novo, após mais de um mês de seca agreste)...

Naquele dia falei com um amigo, já não sei qual de nós ligou, sei que a chamada estava com tantos problemas como os que ele tinha para completar a confissão de que havia feito uma estupidez contra sua própria natura… Porque ele foi daquelas poucas pessoas a quem eu dei amizade em tamanho maior, absoluta, imensurável - porque ele a quis, para além de a merecer (que não gosto de assustar as pessoas com a absolutalidade com que sou… espero a permissão), porque ele dela precisou, precisa, muitíssimo, absolutamente… - fiquei arrasada pela asneira que hesitava em confessar…

…a chamada caiu, e, poucos passos depois, encontro um recente amigo, com a profissão exata para me dar conselhos naquela hora, sobre a asneira do outro amigo; almoçámos juntos, ajudou-me…

Fiquei após o almoço, a tomar café com outra amiga e conhecidas, estava “piursa” com a vida, e “resfoleguei” que era naquele dia que ia ver como era isso de fazer um blog! Precisava de libertar tudo o que tinha preso, há tanto tempo… - a alma, pelos vistos!

Devo dizer que, embora tenha dado este endereço a alguns, e saber que outros o fizeram, continuo estupefacta com o ultrapassar de mil visitantes nestes dois meses… Tenho aberto a alma; tenho libertado pensamentos, tenho gritado alertas, tenho criticado momentos… Confesso: algumas coisas que me vão na alma ficam para mim… porque alguns de vós sabem quem está atrás das letras, porque o pudor da minha privacidade, que tanto me é importante, me cerceia a vontade de as soltar ao vento…

ainda me sobra muita alma…
sejam felizes, por favor
alma minha

(1050/2 meses ~ 17 por dia… mín=5, máx=43 por dia)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

naquele dia em que morri

naquele dia em que morri
não tive mãos estendidas
e de mim fugiu toda a vontade


eu sei
que a fúria que nos matou
só cai com a força que sós não temos

porquê?
porque estão os caminhos escuros?
não vês o sorriso que o meu rosto devia ter?

limpa a alma desse pó mau
que, há tanto, espalham à tua volta
depois, então,
a força e o sorriso

e, amigo,
não queiras não entender
que prova suprema de amizade
é não te ter dado o que mais temes
…e mais precisas

(porquê?
porque temes tanto?)

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terça-feira, 1 de novembro de 2011

pausa

Por vezes, desisto das pessoas…
Nem que seja por um bocadinho, vejo-me forçada a fazê-lo…
É isso, ou cair para o lado, de tanta coisa agreste que nos cerca.
Sabem, isto de carregar o mundo às costas
Cansa!

Os feriados e o sexo

Eta! Lá vêm eles!
Depravados!
Não, não vou falar de sexo! Vou falar de género!

Hoje é (foi) feriado e, como sempre, as coisas foram diferentes (na generalidade) para homens e mulheres:

eles… viram um filme de ação com as patas em cima da mesinha da sala, jogaram uma jogatana naquela coisa que compraram com a desculpa que era p’ró puto, ou, na melhor das hipóteses (têm uns neuróniozinhos acima da cintura e) foram comprar aquela revista semanal, para verem na mesa do café (bem, se calhar, foi só o jornal desportivo!);

elas…ficaram contentes por terem mais um dia… puseram a máquina a lavar cedo, apanharam a roupa e o lixo pela casa fora, limparam, estenderam, passaram, adiantaram uns comes…tentaram despachar aquela tarefa familiar no pc, mas, pararam para ver da máquina, do almoço, para passar a camisa a ferro, para…

Estão a ver a diferença?
E será que, quando o fim de semana chegar, elas vão agradecer o feriado, ou de nada valeu?
(tou mêmo a ver os comentários machistas!)

Ai, a minha alma!