sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
o que faz falta a uma mulher
Ao longo das épocas, as mulheres adultas a viver sós, sempre foram olhadas de forma desagradável pela sociedade. As solteiras eram procuradas como ajuda, conselheiras, guardiãs de mezinhas e segredos e, se bem se lembram… chamadas de bruxas…
…e tinham como objetos identificativos
o seu gato,
e a vassoura!
…e eram queimadas vivas em fogueiras.
…e tinham como objetos identificativos
o seu gato,
e a vassoura!
…e eram queimadas vivas em fogueiras.
Depois, foram chamadas de “solteironas”, “ficavam para tias”, eram “as mulheres dos gatos” (porque continuaram a ter os bichanos por companhia)…
Até que as coisas mudaram um pouco, porque ficar só (leia-se “não casada”) passou a ser opção, e não “não seleção” pelos machos…
…continuando o progresso (evolução mais percetível nas mulheres, que os homens são mais de estagnar), assumiram ser sexuadas e, embora adotassem sobretudo o uso orgânico, os objetos identificativos poderão ser…
o gato,
e o vibrador…
Pessoalmente, sou intuitiva e boa conselheira, sei algumas mezinhas, sou uma leal guardadora de segredos... ...tenho gato e…
uso o aspirador
(que a vassoura levanta muito pó!)…
domingo, 18 de dezembro de 2011
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
post perecível
Aviso à navegação: logo lá no início, avisei que estava aqui para libertar a alma! – não vos dou tratados, não vos dou arte, não vos dou conhecimento – senão o que flui sempre que somos pessoas…
Alguns assuntos são sérios, muitos merecerão que pensemos sobre eles; mas, sou só eu, como me apetecer ser, em cada momento que aqui seja…
…e sejam felizes*
* a melhor forma, é fazer os outros felizes
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Em qualquer lugar do mundo…
Um grande passo na educação do/no nosso país foi quando surgiu uma entidade que dava conhecimento, de forma compreensível e, indubitavelmente, de forma diferente ao que estávamos habituados: UAb – a Universidade Aberta.
Quantos faziam como eu, descontentes dos manuais de estudo obrigatórios no ensino dito “regular”, indo à biblioteca procurar livros da UAb sobre os temas de interesse; quantos visionavam os programas da UAb na TV, não por obrigação, mas por interesse, porque as “matérias” eram abordadas de forma compreensível e motivadora!
E quantos, dos que hoje querem mais formação, investindo em si e na feliz política de Aprendizagem ao Longo da Vida, não passaram já pelo site da Universidade Aberta, e descobriram um mundo de novas perspetivas e oportunidades?
Aprender é Viver, e podemos fazê-lo em qualquer lugar do mundo, uma vez que a plataforma de aprendizagem Moodle permite o acesso à informação/conhecimento, mas, acima de tudo, uma participação ativa dos “estudantes”, que podem interagir com colegas e professores, participar, num método colaborativo onde, qual “gansos”, a entreajuda é fundamental, enriquecedora – e gratificante, porque vemos todos a avançar, e o mundo, à nossa volta, a ficar mais sábio!
Como diz um colega de voo: “deem o corpo ao desassossego!” - apostem em vós, porque Aprender é Viver!
domingo, 20 de novembro de 2011
volátil
Hoje, é um daqueles dias em que o elixir n.º 2 era bem vindo, mas, atentas as últimas situações em que acreditei tê-lo, e podia usá-lo, e depois vi que havia evaporado, sem que o cheirasse (não foi por eu não ter tempo, acho que foi mesmo por ele ter sido produzido para não existir), habituei-me à ideia de que, elixires, só aqueles que a Perfumes & Cia. me promete com desconto… - Et voilá, j’aime l’Hypnôse; parfois parce que j’aime toujours cette couleur, mais le parfum, c’est l’éssentielle…
Será o cansaço?
Sim, de tanta coisa… De ti, sabes, sinto não a falta*, mas a tremenda loucura da incompreensão do porquê; de (outra) ti, a pena da leveza, dando significâncias erradas na maestria do usufruto de elixires plenos; de (mais outra) ti, a deserção do vínculo de reciprocidade, que me levou a quebrar a preocupação, por não ser merecida; de vocês… hum, apesar da breveza, esperava mais!; do mais próximo, a falta de não ter falta de afirmação…; dos simples, sinto a falta de humanidade…
Mas, sinto, hoje, a necessidade de mundo, num viver que já não há.
…e, *não sinto o que sinto, porque o sentir me foi retirado; vivo e não vivo, contagiada pelo zombismo de que sofres há tanto!
c’est moi…
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Educação em Portugal
Nós,
portugueses, temos a temível tendência de nos nivelar abaixo de tudo o que está
além fronteiras, num espírito derrotista e de inércia-abaixo-da-língua; e temos
o hábito de ir buscar os exemplos retrógrados, para amarrar qualquer progresso
que tente fazer luzir as nossas cores!
Quando
iremos perceber que urge pensar grande? Pensar completo!
e-escolas?
– Era bom, mas não assim.
Imaginem
num país onde se compram tantos carros – o que aconteceria se não fossem usados
devidamente, se os estacionássemos à porta e apenas nos sentássemos neles,
fingindo dar passeios? Em que contribuiria isso para… fosse o que fosse?
Salvo
as poucas exceções de crianças e jovens que sabiam para que servia um
computador, ou tinham pais ou conhecidos (ou professores!) que os ajudassem
nisso, quem é que ficou mais rico por comprar/ter um pc no programa e-escolas?
– Olhem, eu tenho uma daquelas senhas de compra, ainda por aí… nunca usei… -
para que queria eu um pc enorme, desatualizado e CARO? – quando comprei um
daquele tamanho, comprei por um terço do preço, e sem
mensalidadezinhas-obrigatoriazinhas-que-ninguém-percebe-que-é-prestação! Quando
quis um p o r t á t i l, comprei um portátil, não um chaimite!
Antes
desta onda de vamos-pôr-pc-na-mão-de-toda-a-gente, vi muitos computadores de
mesa ficarem ao canto das salas de aula, porque ninguém os sabia usar, e, se
algum aluno sabia, não podia, e era repreendido, pois… era uma ameaça para os
professores. (Imagine-se! um aluno que sabe “mais” de qualquer coisa que um
professor!)
Mas,
vimos muita “miudagem” agarrada a eles… pois vimos! – a jogar, em fóruns de
conversação… Quando pedi a um miúdo, que passa todo o tempo em que o vejo
agarrado ao portátil, que me encontrasse o número de telefone de uma instituição…
ele… NÃO SABIA COMO FAZER!!!!!!!!!
Não
adiantou dar só as ferramentas, era necessário dar a cultura: explicar o como
usar, para que usar – perdeu-se uma importante ferramenta educacional, por
deixar incompleto um grande projeto – não se cumpriu a parte menos onerosa!
Todos
sabemos que o sistema de ensino não está bem (aliás nunca pode estar, porque o
mundo está em constante evolução, porque a velocidade de mudança tem sido
elevada), mas, para além das pequeninas mudanças que lhe vamos fazendo, urge PENSAR,
equacionar, decidir como o estruturar.
Dar
bases a todos – sim, tudo certo…
Adequar
a cada um – sem dúvida, somos todos diferentes!
(Não
me venham cá com as totozices das NEE! – diferentes, somos todos! E diversidade
cultural? - é normal, habituem-se!)
O
aluno é o centro, o objeto e o fim da tarefa!
Idade?
Quê? – APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA – SEMPRE! – Se os mais novos até precisam
de lenga-lengas, instrução, disciplina; depois há que aprender a aprender;
depois… há que SER – sempre mais e melhor!
Abram
os olhos, pensem grande, pensem certo!
E…
aprender não é sinónimo de estar numa sala retangular, com mesas retangulares,
cadeiras de tampos mais ou menos retangulares, quadros retangulares e…
professores retangulares – PRECISAMOS de CURVAS/ Ângulos obtusos/ linhas de mil
formas…
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
amizadeod*
vislumbrei um amigo há pouco… e ele fugiu entre os bits do seu medo (certo, desta vez já não acredito que seja coincidência…)
Oooops, eu disse “amigo” – esqueci-me, peço perdão! – como uma amiga disse ontem, a seu propósito, e eu, tantas vezes, digo (não só de mim, como a mim): sou amiga de muitos, mas não espero que sejam meus amigos da mesma forma, não ouso pensá-lo…
mas este é especial – Oooops, “era”- senti amizade, e dei-lhe a amizade tamanho XXL, que não dou a qualquer um… - porque ele quis* (depois de merecer); e dei, também, uma atenção especial, num mau momento (estamos cá para os amigos!)…
Um dia (um desses dias), desapareceu!
e a história acabou…
um amigo que nos deixa, é sempre uma perca maior
se morre a carne, fica a memória
se morre a alma, não sabemos com que ficamos
*amizade on demand nov, 13
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
><((((º>
Alguns dizem que é um provérbio chinês, outros que um filósofo do princípio da era D.C. o dizia; eu, analfabeta das escrituras como sou, achava que eram palavras de Jesus… talvez levada pela simbologia do peixe, que dizem ser a representação dele mesmo, Jesus, e também um subterfúgio para um desenho da cruz…
Mas porquê o peixe?
Todos se queixam à minha volta, eu própria tenho muito de que me queixar… e…
Porque não nos ajudamos a pescar?
Tudo bem, podemos dar um peixito, mas, não seria bom ensinar a pescar?
As pessoas querem pessoas, as relações com pessoas são necessárias, fundamentais à sobrevivência…
O toque é uma necessidade básica…
(tão básica que descobri o cúmulo da solidão: é quando já não enxotamos as moscas… porque só elas nos tocam!)
Institucionalmente as pessoas são enxovalhadas e, quanto muito, é-lhes atirado o peixe da subsidiodependência…
Socialmente são arremessadas ao precipício do isolamento…
Porque não ajudamos os outros?
Sabem… descobri há muito que isso me faz feliz…
Porque não ensinamos tudo o que sabemos?
É ótimo para o grupo em que estamos inseridos… é ótimo para a evolução do país, da espécie!
e… sabem que também sei, há muito, que a melhor forma de aprender, é ensinar aos outros?
Ensinem a pescar!
(e, se tiverem mesmo de dar o peixe, s.f.f. não o atirem à cara de quem precisa… pousem-no gentilmente nas suas mãos…)
Mas porquê o peixe?
Todos se queixam à minha volta, eu própria tenho muito de que me queixar… e…
Porque não nos ajudamos a pescar?
Tudo bem, podemos dar um peixito, mas, não seria bom ensinar a pescar?
As pessoas querem pessoas, as relações com pessoas são necessárias, fundamentais à sobrevivência…
O toque é uma necessidade básica…
(tão básica que descobri o cúmulo da solidão: é quando já não enxotamos as moscas… porque só elas nos tocam!)
Institucionalmente as pessoas são enxovalhadas e, quanto muito, é-lhes atirado o peixe da subsidiodependência…
Socialmente são arremessadas ao precipício do isolamento…
Porque não ajudamos os outros?
Sabem… descobri há muito que isso me faz feliz…
Porque não ensinamos tudo o que sabemos?
É ótimo para o grupo em que estamos inseridos… é ótimo para a evolução do país, da espécie!
e… sabem que também sei, há muito, que a melhor forma de aprender, é ensinar aos outros?
Ensinem a pescar!
(e, se tiverem mesmo de dar o peixe, s.f.f. não o atirem à cara de quem precisa… pousem-no gentilmente nas suas mãos…)
><((((º> Não dês (só) o peixe… ensina a pescar <º))))><
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
...como vim aqui parar
Estou aqui há dois meses, dois meses apenas (queria postar, simbolicamente, na data certa, mas as voltas têm sido muitas, nesta coisa da vida… - talvez porque a gota de água que me fez despoletar a necessidade de libertar a alma, pingou de novo, após mais de um mês de seca agreste)...
Naquele dia falei com um amigo, já não sei qual de nós ligou, sei que a chamada estava com tantos problemas como os que ele tinha para completar a confissão de que havia feito uma estupidez contra sua própria natura… Porque ele foi daquelas poucas pessoas a quem eu dei amizade em tamanho maior, absoluta, imensurável - porque ele a quis, para além de a merecer (que não gosto de assustar as pessoas com a absolutalidade com que sou… espero a permissão), porque ele dela precisou, precisa, muitíssimo, absolutamente… - fiquei arrasada pela asneira que hesitava em confessar…
…a chamada caiu, e, poucos passos depois, encontro um recente amigo, com a profissão exata para me dar conselhos naquela hora, sobre a asneira do outro amigo; almoçámos juntos, ajudou-me…
Fiquei após o almoço, a tomar café com outra amiga e conhecidas, estava “piursa” com a vida, e “resfoleguei” que era naquele dia que ia ver como era isso de fazer um blog! Precisava de libertar tudo o que tinha preso, há tanto tempo… - a alma, pelos vistos!
Devo dizer que, embora tenha dado este endereço a alguns, e saber que outros o fizeram, continuo estupefacta com o ultrapassar de mil visitantes nestes dois meses… Tenho aberto a alma; tenho libertado pensamentos, tenho gritado alertas, tenho criticado momentos… Confesso: algumas coisas que me vão na alma ficam para mim… porque alguns de vós sabem quem está atrás das letras, porque o pudor da minha privacidade, que tanto me é importante, me cerceia a vontade de as soltar ao vento…
ainda me sobra muita alma…
sejam felizes, por favor
alma minha
(1050/2 meses ~ 17 por dia… mín=5, máx=43 por dia)
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
naquele dia em que morri
naquele dia em que morri
não tive mãos estendidas
e de mim fugiu toda a vontade
não tive mãos estendidas
e de mim fugiu toda a vontade
eu sei
que a fúria que nos matou
só cai com a força que sós não temos
porquê?
porque estão os caminhos escuros?
não vês o sorriso que o meu rosto devia ter?
limpa a alma desse pó mau
que, há tanto, espalham à tua volta
depois, então,
a força e o sorriso
e, amigo,
não queiras não entender
que prova suprema de amizade
é não te ter dado o que mais temes
…e mais precisas
(porquê?
porque temes tanto?)
246
terça-feira, 1 de novembro de 2011
pausa
Por vezes, desisto das pessoas…
Nem que seja por um bocadinho, vejo-me forçada a fazê-lo…
É isso, ou cair para o lado, de tanta coisa agreste que nos cerca.
Sabem, isto de carregar o mundo às costas…
Cansa!
Os feriados e o sexo
Eta! Lá vêm eles!
Depravados!
Não, não vou falar de sexo! Vou falar de género!
Depravados!
Não, não vou falar de sexo! Vou falar de género!
Hoje é (foi) feriado e, como sempre, as coisas foram diferentes (na generalidade) para homens e mulheres:
eles… viram um filme de ação com as patas em cima da mesinha da sala, jogaram uma jogatana naquela coisa que compraram com a desculpa que era p’ró puto, ou, na melhor das hipóteses (têm uns neuróniozinhos acima da cintura e) foram comprar aquela revista semanal, para verem na mesa do café (bem, se calhar, foi só o jornal desportivo!);
elas…ficaram contentes por terem mais um dia… puseram a máquina a lavar cedo, apanharam a roupa e o lixo pela casa fora, limparam, estenderam, passaram, adiantaram uns comes…tentaram despachar aquela tarefa familiar no pc, mas, pararam para ver da máquina, do almoço, para passar a camisa a ferro, para…
Estão a ver a diferença?
E será que, quando o fim de semana chegar, elas vão agradecer o feriado, ou de nada valeu?
(tou mêmo a ver os comentários machistas!)
Ai, a minha alma!
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
quero a ribalta apagada
Toda a vida, fugi das luzes. Não das que nos aquecem, nos iluminam, nos guiam - não, essas, procurei-as sempre… Algumas, seriam da praxe, típicas, apontadas por todos como presentes, mas, não estavam lá… Outras, não conseguia chegar-lhes, presa nas redes da vida… Falo das que me ferem os olhos, cada vez que saio à rua, cada vez que solto a alma, cada vez que lanço um fôlego de mim com vontade de ser eu…
Escondi-me na sombra, toda a minha vida; tive medo de ser eu, de mostrar a minha alma… Não me apontem essas luzes, tenho medo que me vejam; quero estar na minha sombra, onde posso ser eu, onde o Luiz Vaz se esqueceu da última palavra…
Mas, aqui estou… entre sombras e vislumbres… Quero ser eu, mas quero sê-lo, só, sem ribalta que me faça fugir!
luz
alma minha
onde vais?
não encontras
o caminho?
onde vais?
não encontras
o caminho?
alma minha
porque dói
cada sombra
no destino?
tristes são os dias sem luz
frios, paralisantes
onde param as estrelas?
que pensei ver aqui, antes
poemas precisam-se
poemasprecisam-seque é a vida sem poesia?
problemasresolvem-sesão o sal de cada dia
sem elesseriavida fácil sem aprender
carinhoenergiaque nos adoça o viver
alma minha 13:15 TMG +1 out, 22
quando...
quando a alma não cabe no corpo
espalhamo-la à nossa volta
libertando com temor
toda a alegria, toda a dor
espalhamo-la à nossa volta
libertando com temor
toda a alegria, toda a dor
fica a alma tão exposta
o nosso íntimo revelado
não iremos, depois, sofrer
pela ousadia de a deixar ler?
às vezes já não importa
apenas há que viver
esquecer toda a inveja
deixar fugir a tristeza
a nossa paz tudo vale
a nossa alma quer espaço
e o mundo assim recebe
de nós o cansaço, e o abraço
domingo, 23 de outubro de 2011
o que leem os que aqui espreitam:
Estou agora mais feliz, porque aquela escalada de visualizações no meu post-teste de 29 de setembro (SEXO EXPLÍCITO), que rasou perigosamente o que está escrito no céu, já vai longe do céu (que tem o dobro de visualizações individuais) e da corrente de fé!
...não sei porque o fazem... mas, obrigada por passarem por aqui J
alma minha
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
amigOs
huuuuuuuuuuuuuuummmm...
Meninas, digam lá:
vocês não ficam possessas quando, finalmente, damos amizade a um homem, e ele, acaba por confundir o nosso sorriso com um abrir de pernas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Na adolescência, eu ainda podia pensar que não eram maduros qb; depois, há sempre os malformados; mas, quando já conhecemos um homem, achamos que ele “tem cérebro”, é adulto e bem formado, já não esperamos que ele não entenda um sorriso, um toque, um qualquer sinal de amizade, e o confunda…
Querem sexo? Olha, que giro… vou cometer uma gaffe capital: sabem qual é a maior mentira em que nós vos deixamos acreditar, porque dá jeito (e nos ajuda a controlar muito melhor as coisas)? – As mulheres não gostam tanto de sexo como os homens – Todos acreditam nessa peta, não é verdade? – pois, tirem o cavalinho da chuva! gostamos tanto ou mais… só somos mais seletivas…
Mas, isso não quer dizer que cada contato com um homem seja algo mais que amizade… (fora as vezes que nem isso é!) e o mundo é mais que sexo! – não fosse a felicidade eterna o amor!
Uma amizade morre para nós no dia em que descobrimos que nunca existiu…
Confesso, nesta altura do campeonato, e com a faixa etária que me dou do género masculino, não espero infantilidades destas…
(certo que… aquele que considerei o meu melhor amigo, tal a empatia que senti, soube dizer a alguém que não estava mais comigo, por ter medo que eu confundisse a amizade com “algo mais”… – hummmmmm, não me conhece, afinal! – nunca confundi a amizade dele com amor, e nunca confundi a minha amizade com o meu amor! – mas, de cada vez que ele se confundiu, achando que eu me confundia… fugiu… deixando-me destroçada por ver a minha amizade desprezada)
sexo é fácil; amor é perfeito; amizade é preciosa – o amor, é maior, sublime, inclui tudo o resto!
quinta-feira, 20 de outubro de 2011
…fogem as palavras
Tantas coisas queria dizer hoje
mas as palavras não se aproximam
tantas as que me passam pela alma
mas não consigo agarrá-las
pô-las em fileiras decifráveis
gravar aqui o que sinto
mas as palavras não se aproximam
tantas as que me passam pela alma
mas não consigo agarrá-las
pô-las em fileiras decifráveis
gravar aqui o que sinto
Talvez seja por cansaço
luta imensa contra tanto
talvez seja de tantas serem tantas
serem demais para separar
porque o que sinto é a mistura
dessas todas que passam
Deixem-me agarrar-vos
dar-vos forma que todos entendam
dar-vos vida com sentido
dar sentido à vida minha
Porque sem vós, palavras
fico só em solidão…
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Uma carta para *ti*
Olá, hoje tenho de te escrever.
Quero dizer-te que não consigo amar-te, que deveria ser capaz, mas não, não te tenho estima…
Desde sempre foste alguém que não conseguiu amar-me, nunca senti carinho da tua parte, mesmo quando me agarrava a ti, em busca de segurança…
Sei que os outros acham pouco próprio o meu sentir, sei que acham natural e obrigatório eu te amar… mas, não, não amo…
Destruíste em mim o que havias de ter construído, deixaste-me só, quando precisava da tua presença, defraudaste a minha confiança, quando ela deveria existir… fugiu…
Pena – dizem que é o pior sentimento que se pode ter por alguém… Cedo descobri que tinha pena de seres como és! De não teres sido capaz de seres quem devias…
De todas as minhas conquistas, sobra a lacuna de não conseguir ser eu junto a ti.
Um beijo de papel, que dos outros não aprendi a dar-te.
Quero dizer-te que não consigo amar-te, que deveria ser capaz, mas não, não te tenho estima…
Desde sempre foste alguém que não conseguiu amar-me, nunca senti carinho da tua parte, mesmo quando me agarrava a ti, em busca de segurança…
Sei que os outros acham pouco próprio o meu sentir, sei que acham natural e obrigatório eu te amar… mas, não, não amo…
Destruíste em mim o que havias de ter construído, deixaste-me só, quando precisava da tua presença, defraudaste a minha confiança, quando ela deveria existir… fugiu…
Pena – dizem que é o pior sentimento que se pode ter por alguém… Cedo descobri que tinha pena de seres como és! De não teres sido capaz de seres quem devias…
De todas as minhas conquistas, sobra a lacuna de não conseguir ser eu junto a ti.
Um beijo de papel, que dos outros não aprendi a dar-te.
domingo, 16 de outubro de 2011
definição de mim?
…o outro: “é o pobre por quem posso tudo e a quem devo tudo. E eu, que sou eu,(…) sou aquele que encontra processos para responder ao apelo”1 “sem esperar que, da alteridade, surja a reciprocidade em relação aos actos valiosos por mim levados a cabo”2…
1 Emmanuel Lévinas, Éthique et Infini, citado por (2)
2 Barros Dias, J. M. (2004). Ética e Educação. Lisboa: UAb.
sábado, 15 de outubro de 2011
mar revolto
não encontro no mar
um só ponto de referência
sinto-me afogar
sem ilha, ilhéu ou rocha
o sal, já me consome
os tubarões, já rondam
o barco do destino
bóias?
vou cair
um só ponto de referência
sinto-me afogar
sem ilha, ilhéu ou rocha
o sal, já me consome
os tubarões, já rondam
o barco do destino
seguiu a sua rota
onde?
ondas frias me paralisam
ondas tépidas me adormecem
no ventre desse mar
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