quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

as estradas

 ...e este início de mês parece um conjunto de efemérides

há mais de uma vintena de anos o panorama político local mudava, abrindo a porta a muitos dos que se candidatavam ao trabalho em causa pública sem sucesso... de repente, a perspectiva de fiscalização de resultados fazia o mérito em provas ter (um pouquinho mais de) valor na seleção... e foi o portão da estrada que se abriu, para alguém que sempre procurou dar de si aos outros e que procurava trabalhar para a comunidade.

...foi a estrada para uma prisão 

os lápis que atiraram para um saco experiência, valor e dignidade, com revolução de carreiras, abriram caminho a outros desvios de avaliação - não se está mal tendo cor, está-se mal se se pensa acima disso e "só" se quer trabalhar para o bem comum.

a falta de líderes é uma coisa tramada...

e a "seleção" de chefias fracas e manobráveis, por mais jogo publicitário que se faça, nunca abonará a favor de eleitos - sim, a culpa é sempre vossa, num sistema estupidamente piramidal, onde todos são desprezados a bel-prazer de chefes-banana (e vosso). lixe-se o mérito, lixe-se o cumprir de um dever! - o elogio do penteado e outras conversas-de-café juntam-se ao cartão do partido e servem de janela panorâmica para o futuro... e perpetuam a escassez de líderes...

não sabia - ao ser, finalmente, selecionada para um cargo de serviço à população - que estava a assinar uma sentença quási morte, um voto de pobreza e dificuldades e uma contínua exposição a assédio moral (que também passou pelo outro...) e uma proibição de exercer a profissão "a bem da nação", porque na maioria dos serviços nada disso se pretende, mas apenas esconder a incompetência e disfarçar a incapacidade dos tais que "chefiam".

afinal, estão bem os que se calam, os que deixam ir, os que enganam, os que se deitam, os que subscrevem, os que tecem elogios a cegos de valor...


 
@www.comunidadeculturaearte.com


quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

365

há um ano atrás tomei uma decisão que iria afetar de forma intensa a minha vida...

não me arrependo, não! - mas não sonhava como iria ser anómalo este ano, como as pedras do caminho se iriam amontoar sem perspectiva de iniciar, sequer, a obra do castelo...

foi um ano de feitos, de esforços, de conquistas, mas de perdas... um ano quebrado por  mortes, pandemia, exacerbação de más condutas...

rotinas de ajuda ao próximo deixaram de ter pausas - não me arrependo - mas lamento que uma pandemia não faça os que são de boa semente florescer, reInventar-se e ser melhores pessoas! (temo ter visto o contrário... muitos sentirem poder soltar uma loucura que escondiam a toque de condutas sociais ditadas, a que fazem agora ouvidos moucos por se sentirem - ainda mais - impunes...)

fui forçada a correr perigos - por chefes burros sem pingo de liderança ou capacidade de organização; vi mãos debandar (ténues seriam!); vi tapetes a ser puxados...................

mas consegui encontrar pessoas boas! - temo só que estes tempos de afastamentos impeçam que algum tempo seja investido nos laços que queria tecer... temos de encontrar forças! não me fujam as raposas, Antoine!

almeja-se a bonança e o cansaço impera, mas dias solarengos aparecem, para despertar os sorrisos... e a chuva que pinga desenha também sorrisos de vida nos rostos cansados!


 

tempo de mudança

e assim será...

espaço em restauro, porque a alma está presa e precisa de uma nova janela para o universo

...

assim era:

 

nota: alguns conteúdos anteriores a esta data poderão ficar desformatados ou com visibilidade diversa da estética inicialmente pretendida - perdoem.


terça-feira, 11 de agosto de 2020

e quando não temos a quem pedir socorro?

a frase feita - certa ou incerta, certeira ou fora-de-cena é de que 
a solução está dentro de nós ...
mas como sobrevive um comunicador-nato na solidão profunda?
 
pedir que o sofrimento acabe implica uma saída deste reino, para a qual pode achar não ser tempo... deixar ao abandono os que ajuda nesta vida pode levar a que se percam, também, da vida...
 
tudo tem a sua razão, tudo tem o seu tempo... a lucidez será lúcida?
 
s
o
s

 

 

(imagem de isiinfinity.com.br )

terça-feira, 14 de abril de 2020

o outro lado

foi preciso uma desgraça global para redimir o arco-íris!
(era com grande tristeza que via, nos últimos anos, o arco-íris reduzido a símbolo de suposta libertação de direitos de género... - gostar dele ou usá-lo era presumido como um assumir de direitos homossexuais, que - não os negando a ninguém - me roubava o direito de exibi-lo por muito mais que isso!)
Ah! voltou a ser de todos!
e, agora, é símbolo de esperança, mas, pode ser muito mais!
pode ser a cor que dás à tua vida e ao planeta, se optares pensar e passar para o outro lado!



segunda-feira, 13 de abril de 2020

no tempo em que os jornalistas eram inteligentes...

confesso algo inusitado: sim, eu também zappinguei pela CMTV!

e foi logo para ver o chefe de redação, numa das suas intervenções mediadas (estará de quarentena, para não estar in loco?) dizer uma daquelas atrasadices que só um tipo com palas diria, comparável àquelas dos exemplos das contas de IRS*:
as pessoas vão ser aconselhadas a usar o carro em vez de irem nos transportes públicos
ó seu grande...
olha, não sei que te chame, porque nem quero insultar quadrúpedes simpáticos e inteligentes, nem a tua mãezinha, que poderá ser uma grande senhora!
mas estes tipos chegam a cargos importantes, numa profissão que "ainda sou do tempo" em que mais que jornalistas só sabiam os padres! e acham que todos têm carro?
BA(R)DAMERDA para a vossa mania de que todos ganham que chegue para comer, para ir ao médico, para ter casa condigna, para ter carro - e que os transportes públicos (além da defesa do planeta QUE VOS COMPETE fazer!) são um desporto giro que se usa só porque sim...

mais cuidado com o que dizem, menos exclusão! - até porque o número dos que não têm riqueza para ter carro (*ou não ganham "só" 30 mil euros por ano, como o exemplo de normalidade pobre do IRS) é grande, bem GRANDE!

 
DAH!
 

tempo...

oportunidade – é essa a definição do “tempo” em que vivemos.
 
o planeta parou, na tentativa de evitar o pior, na tentativa de salvar vidas e ganhar tempo para resolver “pormenores de imunidade”...
 
ora... será que os tantos peões do mundo que, efetivamente, “ganharam tempo” com esta situação vão ocupá-lo de forma profícua?
muitos não estão nem conscientes do que se passa – achando estar de férias – outros estão tão desorganizados, numa vida corrida de compromissos profissionais e sociais – tantas vezes sem sentido para si, mas indispensáveis para que outras necessidades sejam supridas...
 
não podemos perder a oportunidade!
é tempo de nos reinventarmos! 
 
para pequenos passos ou para grandes passos, como o que este momento impõe, vem-me à memória o texto de Eduardo Chaves, que há um belo par de anos me foi dado como ferramenta de gestão de tempo.
 
a definição de PRIORIDADES,
a diferenciação de IMPORTÂNCIA e URGÊNCIA
os tais compromissos assumidos...
a escolha
a organização
o reinventar a vida, se necessário
 
mas, resumindo: aprender a administrar o tempo – que é igual para todos ...ou quase... pois alguns têm mais compromissos “indispensáveis” e mais dificuldade de reencontrar o caminho certo – porque produtividade não se cumpre sem líderes e é a falta destes* que impede a produtividade de tantos! (*ou a colocação de incompetentes em posições de chefia)
 
...até as pedras têm preceito para que o caminho seja seguro...
 
 
 
(ora, cliquem lá em cima e leiam o texto do Chaves, mesmo.)
 

 

quarta-feira, 8 de abril de 2020

o eixo da terra: W


o mundo está parado. parado num limbo, onde o tempo é de decisões.

na verdade, fico siderada com a incapacidade de tantos de entender que lhes foi dada uma oportunidade de repensar a sua vida, as suas opções...

mas chocam os líderes de decisões deseducadas e chocam os que usam uma crise global para enriquecer, quando tantos morrem, quando tantos deixaram de ter como suprir necessidades básicas... era a fome já escondida, agora mais, maior, extensa... todos os que pairavam acima do chão, só do chão, sem rede, caem em seco e sobra o pó, incomestível...

é bom saber que os governantes deste jardim dão o seu melhor para proteger as pessoas, mas a especulação em bens (agora) essenciais, o aproveitamento para despedir quem fica sem chão...
é só um planeta, estamos nele e temos de unir esforços
tanto terá de ser reinventado!

é aí que me dói a leviandade... a leviandade dos que acham que vamos voltar ao “normal” que conhecem, ao normal sem cuidados de higiene, sem caminhos seguros... a oportunidade de reinvenção apanhou desprevenidas muitas empresas e entidades públicas, onde as chefias vivem num século passado e não são capazes de orientar trabalho sem um molho de papéis e uma troca de saliva permanente... são despreparados que nunca soubera usar as tecnologias tão básicas e próximas e insistem em formas de fazer sem sentido – e agora ainda menos – e que não souberam nunca o tempo normal de tarefas que desconhecem, pois são infoexcluídos demais – por opção própria, ressalve-se! – para entenderem que tantos param meia semana numa tarefa que se cumpriria numa hora ou duas... uns aproveitam, passando mais tempo numa vida paralela do que no cumprir de funções, outros enlouquecem, de tanto ver parada e desaproveitada a vida, a força, o tempo... se o trabalho fosse à tarefa seria melhor o aproveitamento desse capital humano tão desprezado...

irão os decisores ser líderes?

a culpa é sempre do chefe (disse Baden-Powell)

está na hora de reinventar as formas de trabalho, de valorizar o saber-fazer, de valorizar a vontade de trabalhar.

algo me incomoda... são exatamente os que souberam libertar-se das amarras de um emprego que os inutilizava e se lançaram em projetos pessoais, que viram cair tudo agora... duas pessoas próximas criaram negócios que lançaram em fevereiro e março. não sei como vão conseguir... e são dois grãos de areia numa imensa praia

lembrei-me dos “retornados”. aqueles portugueses de alma valente que vieram para um país empequenado, onde foram massacrados, espezinhados e se perdeu a grande força e empreendedorismo que tinham em si, a mesma que os levou para além mar...

e se agora, os mandantes continuarem a não saber liderar?

e se agora, os empreendedores não conseguirem chão para se manterem sem cair?

é mais

agora é mais, é global, imenso...

ah... e a esperança de que as pessoas aproveitem a pausa límbica para pensar, repensar, para reinventarem vida e caminho... será assim tão vã?



terça-feira, 7 de abril de 2020

regresso?


faz muito que aqui não escrevo
aqui ali acolá
os últimos anos foram sufocados
pensei encerrar o blog
achei que não iria escrever mais
o tempo encolhia, mais ainda
na verdade, este blog é só para eu me libertar
não procura “leitores”, não os espera
o anonimato, esse, é para que os que cá caiam – ainda que o nome seja comprido e complicado – leiam de olhos limpos e entendam o que do texto os seus olhos tiram, mas de olhos limpos, sem nunca conspurcarem o que escrevo com um qualquer pré-conceito odioso. porque sim, há quem odeie só por odiar e perca o ser de cada outro e perca oportunidades, perca a vida
as escritas saem da alma, sem filtro
o que escrevo é o que sinto. o momento é o momento e em cada dia muda o sentir – pois assim é a vida e resta-nos sermos o melhor possível, opinar o melhor possível e decidir o melhor possível a cada dia. depois, no outro dia, saibamos mais e pensemos diferente... a não esquecer, também que nada do que lês é o que eu escrevo. é, apenas, o que tu lês no que escrevo
agora vou tentar. tentar voltar a escrever, porque ando à beira da morte de alma presa
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