...e este início de mês parece um conjunto de efemérides
há mais de uma vintena de anos o panorama político local mudava, abrindo a porta a muitos dos que se candidatavam ao trabalho em causa pública sem sucesso... de repente, a perspectiva de fiscalização de resultados fazia o mérito em provas ter (um pouquinho mais de) valor na seleção... e foi o portão da estrada que se abriu, para alguém que sempre procurou dar de si aos outros e que procurava trabalhar para a comunidade.
...foi a estrada para uma prisão
os lápis que atiraram para um saco experiência, valor e dignidade, com revolução de carreiras, abriram caminho a outros desvios de avaliação - não se está mal tendo cor, está-se mal se se pensa acima disso e "só" se quer trabalhar para o bem comum.
a falta de líderes é uma coisa tramada...
e a "seleção" de chefias fracas e manobráveis, por mais jogo publicitário que se faça, nunca abonará a favor de eleitos - sim, a culpa é sempre vossa, num sistema estupidamente piramidal, onde todos são desprezados a bel-prazer de chefes-banana (e vosso). lixe-se o mérito, lixe-se o cumprir de um dever! - o elogio do penteado e outras conversas-de-café juntam-se ao cartão do partido e servem de janela panorâmica para o futuro... e perpetuam a escassez de líderes...
não sabia - ao ser, finalmente, selecionada para um cargo de serviço à população - que estava a assinar uma sentença quási morte, um voto de pobreza e dificuldades e uma contínua exposição a assédio moral (que também passou pelo outro...) e uma proibição de exercer a profissão "a bem da nação", porque na maioria dos serviços nada disso se pretende, mas apenas esconder a incompetência e disfarçar a incapacidade dos tais que "chefiam".
afinal, estão bem os que se calam, os que deixam ir, os que enganam, os que se deitam, os que subscrevem, os que tecem elogios a cegos de valor...




