Em certos os casos, quanto mais nobre o génio, menos nobre o destino.
Um pequeno génio ganha fama,um grande génio ganha descrédito,um génio ainda maior ganha desprezo;um deus ganha crucificação.
Pessoa dixit
Nunca entendi
essa forma nacional aberrante de massacrar todos os que conseguem aprender,
sequer, aviltando-os como se fossem eles os errados, pois a mediania do dézinho
é que se pretende, neste país…
Já nos meus
tempos de pós-6.º ano, em que já tinha alguma consciência de mim, me vi
obrigada a descer notas para não ser agredida pelos colegas… E os professores,
lá, como agora… promovem o tal de dézinho, buscando, avidamente,
erros-de-aluno no mais perfeito dos trabalhos – porquê? – acho que têm uma
necessidade compensatória de status (status que deveriam ter de outra
forma! e a estúpida sociedade em que vivemos não dá à classe…) que se reflete
na não-aceitação de competências em alunos/estudantes…
Se todos são
diferentes, muitos, como eu, apenas conseguiam sentir que não valia/vale a
pena… - e, em última instância, não vale, mesmo, a pena lutar por notas! - Vale a pena lutar pelo saber!
Se, aparte
este desvio ao mundo dos que não considero génios ou sobredotados, sequer – mas
apenas normais que não se deixaram ir na leva de ignorantes,
pensarmos nos que veem um pouco mais além, por, efetivamente, terem uma
aptidão, por vezes absolutamente excecional, para uma qualquer arte ou área,
então… vemo-los serem agredidos como são os outros excluídos por uma qualquer
deficiência. (Diria, num outro aparte, que nenhuns deveriam ser excluídos, pois
a sociedade somos todos nós.)
Se perder
qualquer um é mau, quando falamos de mentes brilhantes como é possível? Como é possível achincalhá-los, pisá-los, empurrá-los
para um outro país, apenas porque sabem pensar?
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