(*ou mais uma
justificação, de bandeja, para os meus amigos me atribuírem insanidade)
Quando eu tinha cinco
anos, a vida era bem diferente e sem preocupações… podia brincar livremente no
bairro, e não se esperava que um carro me passasse por cima ou que um violador
ou um vendedor de crianças me agarrasse a cada esquina.
Ali andava eu, a
passear com o meu triciclo, completamente despreocupada, como se é nessa idade,
e algo me chamou à atenção – penso que um ruído… – e olhei para o lado e
apanhei um susto monumental! Debaixo de uma enorme árvore estava um “bicho” que
nunca tinha visto e era enooooorme! “Desmontei” e agarrei o meu rodinhas,
atirei-o por cima do portão da frente e corri para o portão lateral da casa,
que eu sabia estar aberto.
Tentaram acalmar-me
dizendo que vi este ou aquele animal, mas, nunca percebi o que era e só muitos
anos mais tarde tentei racionalizar a questão. Das “medidas” que desenhava na
terra batida, depois do acontecido, calculei que tivesse uns dois metros de
altura e sempre me lembrei do aspeto cartooniano que tinha e da expressão
preocupada que lhe li na face, como se não quisesse, de todo, assustar-me…
Seria possível haver um
planeta onde os habitantes são brancos e têm uma barriga vermelha oval
desenhada e orelhinhas pequenas espetadas?

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