hoje foi natal - pois, se o natal é paz,
hoje tive paz... a paz de ocupar o dia sem horários, pressões,
chateações...
felizmente,
“o natal” da praxe acabou antes, até, da meia-noite de 24, e voltei para o meu
ninho, onde estavam os meus e onde
conversei mais um pouco e recuperei das obrigações, que me levaram
a momentos de sofrimento para as cumprir e me deram tão pouco...
não
sei, afinal, porque nos mantemos todos tão relutantes, nas "festas"
ou nos dias que fazem, realmente, a nossa vida, tão ligados ao deve de ser!
- perdemos tanto...
aquela
célebre conversa que temos com os amigos na
adolescência-de-olhos-fixos-no-ideal, de que “a família” são os amigos, de que
é possível planear uma consoada feliz com um grupo de amigos, com uma família
formada de micro-famílias e até famílias-de-um-só, não se cumprirá nunca?
tarde
na noite, espreitei um lugar público,
para ver que almas penadas lá estavam – estariam a espreitar uma janela do
mundo ou estavam tão sós que nem dormiam?
esses, talvez, estariam felizes se
tivessem tido o natal perfeito – em dia em que nos obrigam a tê-lo, ou em dia
que se faz natal, só porque sim…

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