quarta-feira, 30 de outubro de 2013

...je ne suis pas apprivoisé...


Há uns anos atrás, parecia-me impensável que alguém não tivesse lido o capítulo XXI… (fora os mais velhos que eu e excluídos do sistema escolar*, claro) – Hoje não sei… Até eu, já nem sei quando o li pela última vez…
http://www.ebooksgratuits.com/pdf/st_exupery_le_petit_prince.pdf
Já devo ter falado aqui do principezinho, não?
Mas resolvi trazer o livro, e tal como foi escrito - não em Português, pois podia correr o risco de me aparecer uma daquelas edições que transformaram a sua palavra mais importante em aberrações como “prender-me a ti” – se, até eu, depois de procurar durante anos, acabei por encontrar uma tradução que, se não peca por não “cativar”, peca por incapacidade de transmissão do sentido sentido das frases!
Cliquem na imagem, e leiam Saint-Exupéry…
- Qu’est-ce que signifie «apprivoiser»?
- C’est une chose trop oubliée, dit le renard. Ça signifie «créer des liens...»


*ou outro substituto educativo mais eficaz que esse…

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

entre o pesadelo e o sonho

quase meio-dia de um domingo curto,
ainda estou a tentar digerir tudo o que me aconteceu nas últimas horas...
alguém ouviu os meus conselhos, e desistiu de desistir
alguém me convidou, para tarefa até importante
alguém, desconhecido, me deu a mão numa dificuldade - só porque sim
alguém me publicou, e tantos leram e ouviram
é diferente, o essencial deste final de semana,
vou descansar, prosseguir, integrar

as armas e os varões (e mais as pás de aljuba, ainda que rotas!)


Há poucos dias falava com alguém que me dizia que Portugal vai partir para a revolução nas ruas, e que vamos ver sangue correr... Esperaria eu que não, que apenas fosse necessário que as pessoas parassem, pensassem, e vissem que não há hipótese de sobreviver num país destruído, onde não existe, sequer, a segurança de que qualquer obra, futuro, segurança erguidos ou conseguidos com trabalho e perseverança, ficarão lá depois do político ir mijar com ela apontada para outro lado e mudar de ideias ou ter mais uma das suas brilhantes ideias de quem sempre viveu apajeado por papás e com cartão de crédito da empresa e carro e motorista, e não faz a mínima ideia do que a vida é [condição essencial para se ser "trabalhador pela Polis"]...
Dos "políticos", e pela má vida que tiveram, ou pela falta de memória, reza a história terem pouca capacidade para a matemática simples: ora, pegando num vencimento "normal", que, para "ricos" que não têm direito a isenções, abonos legais diversos, estava abaixo ou pouco acima de mil euros (estava, AP*, que DP* está abaixo ou pouco acima dos 500 €), retirem-lhe os impostos todos [aqueles que em Portugal não são desejados, porque não servem para nada de jeito, uma vez que os "serviços estatais" só funcionam no papel e os "serviços privados" são empresas de amigos que andam a encher o bandulho, subcontratados para substituir, com igual falta de esmero, os ex-serviços públicos] - ainda que lhes passem a make-up de um duodécimo-de-merda, terão de descontar coisas que não fazem a ideia de que existem... passes de transportes públicos, renda/prestação ao banco, água (com taxas violentas de salubridade acopladas, apesar de caixotes de lixo nojentos e ratazanas e baratas a invadirem as casas!), eletricidade, gás, comida (SIM, os pobres compram comida!, não pagam com cartão de crédito, não têm conta da empresa ou de função no restaurante de luxo - e ela está cara... custa mais ou menos, para todo o mês, aquilo que vocês gastam quando jantam com amigos-da-cor, ou os vossos lindos filhos inúteis gastam numa noite de farra...), descontem a conta da farmácia (que, devendo ser quadriplicada nos últimos meses, por mazelas derivadas da exaustão ou de falta de tratamento anterior, por falta de dinheiro, teve de ser esquecida… até ao dia que se vai para o hospital, por se cair para o lado e não poder evitar a maca – e a conta), podem até descontar certidões e impressos anormalóides (exemplo: sabem que o #!$&?@?# [ladrão foi o adjetivo mais suave de que me lembrei...] do Ulrich pede 50 € por um papel com uma frase a dizer quanto uma família paga de prestação da casa para.................................. a família apresentar para pedir bolsa de estudo para os filhos??? SIM, 50 €, e garanto que as declarações que me passaram pelas mãos são escritas por funcionários que nem uma simples frase sabem escrever sem erros de ortográficos ou gramaticais!)…
E, sim – as pessoas normais têm de tratar de mil papéis e declarações sem sentido, para provar de forma burocratóide o que é evidente ou facilmente confirmável pelos serviços que as exigem, têm de ir marcar consultas na fila, porque os serviços não sabem usar ou nunca ouviram falar em marcações por formas alternativas (até houve um senhor que inventou o telefone… se mais não for do seu conhecimento…)
Pois...
A vida normal, é assim!
*AP/DP – antes/depois do PSD ou do Passos, como preferirem…