quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

e o menino faz-se médico...

Há muito que oiço e reoiço aquele dito de que, se queremos saber quem são os nossos amigos, não é dando uma festa que descobrimos... Ora, não deveria ser igual quando, em vez de amigos, nos referimos a médicos...
A verdade é que, salvo raras exceções, quando nos cai um problema de saúde em cima, ficamos perdidos num deserto sem assistência... E, se a automedicação é uma solução em doenças do costume (para os que já conhecem as suas mazelas!), quando nos sentimos adoecer e não encontramos solução... tentamos explicar ao(s) médico(s) os sintomas, e eles passam a receita-da-praxe para o primeiro que ouvem e despacham a "consulta".
Aspeei consulta porque acho que aquele atendimento à pressa, seja no público, seja, muitas vezes, no consultório onde pagamos bem caro, é tudo menos uma parte do que devia ser o relacionamento médico-cliente.
Disse "cliente", porque, ao contrário do que ainda é uso neste país, e está na cabeça de todos esses energúmeros que seguiram medicina não sei bem porquê, o tema da medicina é saúde e apenas doença às vezes. Mas, infelizmente, não conseguimos manter a saúde, e não temos resposta na doença!
A acrescer a todo este desprezo por quem lhes dá o pão, as pilulazinhas que vão dando criam misturas que, muitas vezes, agravam os problemas - porque nem responsabilidade para avaliação de receituário se dignam a ter...
Desta vez libertei a alma, mas gostaria de libertar o corpo... Dói...

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