domingo, 19 de agosto de 2012

to be or not...

to be, or not to be - there is the question

Há vezes que já não sei quem ser, no pesar de necessidades humanas, de quem quase não pode sê-lo (humano) neste ritmo  a que a "vida" nos obriga!
Onde está a terceira vaga? (acho que me falta coragem para ela, mas isto de horário marcado para tudo, e perfeitamente díspar do horário natural, é de tirar a pouca saúde que o (mau) ambiente de país "civilizado" nos proporciona!)
Será que estamos mesmo preparados para um sistema de trabalho mais humano, que nos permita viver e fazer do trabalho parte integrante da vida e não "aquela obrigação" que nos estraga a hipótese de viver? 
Mas, voltando ao primeiro parágrafo: quem devo ser eu? Já não falo de dar à sociedade aquilo para que sou boa e tenho vocação, porque tenho de seguir outra via profissional, enquanto tanta gente faz estragos nesse trabalho que eu queria ter..., falo de ser  quem para os outros de cada um dos "quadros" em que me enquadro. Que adjectivos vou copiar, como me comportar, se todas essas figuras que compartilham espaço comigo também não sabem quem ser, e o que querem? Será tão difícil ter objectivos-"objectivos"?
Preso por ter cão, preso por não ter... - Revejo mil cenas em que, se um tempo, espaço,... não está bem, o outro também não está - então, como adivinhar em que momento os outros querem o quê?
Nunca! - porque eles não sabem o que querem... - apenas impor a sua pseudosuperioridade social, de enquadramento profissional ou coisa que se lhe pareça. 
Agradar a gregos e a troianos - e a gregos e troianos todos os dias - não me parece ser possível! Apenas aceitar, "encaixar" e "dar a volta" a cada uma das mudanças de humor dos "pseudosuperiores".
Ah! mas não conseguirei nunca dar demasiado as partes traseiras! (Não é ofensiva a expressão, mas apenas para o Desmond Morris entender.) Fingir uma submissão para acalmar, sossegar os "está-tudo-mal-sempre" que nos aparecem, com ares de "sabe-tudo-que-manda", e tentar arranjar um "quadro" que, por mais pequeno que seja, tenha a cena ideal para me fazer feliz o suficiente para não morrer porque os outros quadros também me reclamam.

alma minha
(24/03/1993)

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