Vivo neste país à beira mar mal plantado, e, confesso, não
consumia muita televisão… Era mais o acompanhamento das lides caseiras, e,
quando a alma ou o corpo exigiam à falta de tempo, uma série do 2.º canal, um dos bons documentários;
mais certo, só mesmo um serviço noticioso… - mas… estou seriamente tentada a
considerar a falta de televisão como elemento importante na incapacidade de me situar na semana de
que tenho sofrido!
E isto para introduzir essa catástrofe nacional: em tempo de
grande crise económica, todos os portugueses que quiseram continuar a ver
televisão (e ainda não estavam no magote dos que não passam sem a sporttv, e
por isso já tinham cabo) foram forçados a um gasto extra para isso!
Ora eu, que já tava tão fraca de tempo… não fui por aí; mas,
aparte a manobra de má fé, que, ao invés de preparar uma transição para nova
tecnologia, preparou uns quantos amigos para disponibilizarem os serviços
adequados de adaptação aos pacóvios dos portugueses, sinto, sobretudo, que não
devo pagar esse tributo! – Quanto aos “amigos”, enchem o bolso; e, atrás deles
vão alguns empresários liberais que tiveram olho para a coisa… porque isto é o
aparelhosinho, o cabinho axialzinho que já tava sequinho, a antena que,
coitadinha, de bacalhau passou a chifre de veado (p’r’aí!), o amplificadorzito…
e, tantas vezes, tudo isso só encheu bolsos porque, no fim, lá se foi ao cabo, que outra solução não dava!
Ora, país bom para enriquecer!
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