As boas almas, nada têm que as assinale: não têm símbolo, título, auréola…
Verdade seja dita, que, aos olhos do povo, as boas qualidades humanas passam
ocultas; afinal, parecemos viver apenas envoltos nessa última palavra d’os
Lusíadas… - e cegos a verdades e qualidades!
Da escola ao trabalho vivemos essa exacerbada competição, que tudo
estraga: não há companheirismo, entreajuda; amizade é um jogo de risco; amor é
lotaria… - tudo isto num enrolar de erros que nos fazem a vida impossível e
infeliz!
Não há muito, ouvi de uma boca improvável (um economista!) que
competição faz vencedores e vencidos, enquanto colaboração conduz à excelência!
Sempre foi para mim incompreensível esse viver de costas voltadas… se ninguém
lucra, qual é o sentido? – E julgo que ninguém lucra porque, mesmo aqueles que
se sentirão vitoriosos, acabam por morrer na praia da solidão…
A desconfiança, fruto dessa competição, faz com que nada
arrisquemos, com a dúvida que nos persegue… mas, aí, lembro-me de ter lido
algures esse conselho de que devemos confiar – se a confiança não for merecida,
sofremos, mas, só aí… e não afastamos todas as outras hipóteses de finais
felizes!
E, afinal… não somos um animal (profundamente, e necessariamente)
social?
Crê!
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