quarta-feira, 26 de outubro de 2011

quero a ribalta apagada


Toda a vida, fugi das luzes. Não das que nos aquecem, nos iluminam, nos guiam - não, essas, procurei-as sempre… Algumas, seriam da praxe, típicas, apontadas por todos como presentes, mas, não estavam lá… Outras, não conseguia chegar-lhes, presa nas redes da vida… Falo das que me ferem os olhos, cada vez que saio à rua, cada vez que solto a alma, cada vez que lanço um fôlego de mim com vontade de ser eu…

Escondi-me na sombra, toda a minha vida; tive medo de ser eu, de mostrar a minha alma… Não me apontem essas luzes, tenho medo que me vejam; quero estar na minha sombra, onde posso ser eu, onde o Luiz Vaz se esqueceu da última palavra…

Mas, aqui estou… entre sombras e vislumbres… Quero ser eu, mas quero sê-lo, só, sem ribalta que me faça fugir!

2 comentários:

  1. Lindo....lindo....tem muita alma naquilo que escreves.....identifico-me COMPLETAMENTE contigo! Por vezes não me atrevo a determinadas coisas porque o que mais quero é passar despercebida...completamente despercebida.

    Os meus parabéns, e vou passar a acompanhar este blogue.
    Beijinhos

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  2. Bem vinda, Cristina!
    Ainda bem que estas palavras te dizem algo... - a mensagem real és tu que a fazes, dando o teu sentimento ao que lês!

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