é nos momentos mais aflitos que testamos oráculos,
atentamos a prenúncios e tentamos encontrar resposta iluminada para a
escuridão onde nos sentimos afogar…
procurei uma resposta e saiu-me a carta perfeita para anunciar a luz
a pergunta, ensandwichada entre prozac e xanax, era
se havia porta para um caminho e força para o passo – quando nem para
rastejar sobrava energia.
veio.
cumpra-se!
quando não há luz ficamos cegos e os tropeços
enrolam o tato, dificultando o encontrar dos caminhos.
de mãos dadas
abrange-se mais terreno. mas…
esse medo contagioso de tocar o próximo
deixa sós e cegos cada vez mais de nós.
apalpando – sem interruptores, mãos ou velas – busco o destapar do astro-rei, depois de um eclipse demorado demais.
e continuo a sorrir, no meio da sandwich e até ao
avistar de apoio ao desmaio a que leva o esforço que essa máscara diária
exige – é pesada a capa
e o super-herói tem voado baixinho
diz-me a carta que tudo vai correr bem, no que perguntei e em tudo o mais
respiro
crendo nas sortes e na sua aproximação ao merecimento…
cumpra-se!
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