Não sei.
Revejo os amares que escrevi há um tempo atrás e, reafirmo ou reformulo? – Sim, há a
força do sentir, mas, o sentir pode enganar-se?
Diria que
sim, diria que não.
Os gregos
achavam que Eros é fútil ou efémero demais, mas intenso e Agape implica escolha
e compromisso, mas não tem paixão…
Essa paixão
não pode ser, também, o toque de almas certas? Ou tem de ser só o reflexo de
patologias descritas pelos teóricos dos erros de amar?*
Li,
finalmente, um desses livros com um título que me fazia fugir a mil pés e que
etiqueta* os erros de amar das mulheres… É simplista, simplista demais, digo já
sem chegar a meio… É certo que o nosso percurso de vida afeta o comportamento,
é ele que o molda, mas… para além dos erros que cometemos, sujeitando-nos a
relações (amorosas ou não) pouco saudáveis, nada mais existe?
Afinal, fomos
moldados em formas talhadas, apertadas, erradas e, depois, se nos soltamos das
formas, podemos ficar qual chinesinha sem pés que apoiem o andar… Mas, há quem
se solte, cresça e seja pessoa, que ser só gente cansa! Há quem seja mais do
que dele fizeram e se construa…
Depois, o
destino… - chamamos-lhe isso… - nada mais existe que a Física da atração de
corpos e a Química da atração de sentidos? Ou estamos destinados? Há pares
pré-feitos, relações sublimes e perfeitas? – É que se não há, mais vale
tirarmos todos o cavalinho da chuva e implantar muito Erotismo no Agape que
escolhemos!
Eros e Agape!
*a autora do
livro que menciono “Especializou-se no tratamento de padrões mórbidos de
relacionamento amoroso” – isso diz tudo…

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