Quando resolvi, finalmente, apostar num bocadinho de ócio – fazer, no meio dos meus dias cheios, algumas coisas que amo – comecei por comprar uma máquina fotográfica...
Não foi “uma
máquina”, foi uma simples máquina digital com alguma capacidade de focagem, que
me permitiu encher pastas de fotos no pc. (Não foi preciso muito para entender
que qualquer passeio breve era insatisfatório, pois a bateria, sem grandes
alterações de focagem, durava apenas para umas 80 fotos, e seguiu-se a compra
de bateria suplementar!)
Havia ideias associadas
ao fotografar: queria fazer um site sobre o meu concelho, que tivesse desde
imagens de tudo e mais aquilo até indicações visuais para acesso aos locais de
maior interesse. Nem era tempo de blogs, estávamos na web 1.0 (e o pc foi a
aquisição da mesma altura) – certo é que só a falta de tempo livre impediu o
concretizar desse espaço virtual a que outros se seguiriam (às fotos da
natureza juntei fotos de bancos de jardim, fotos de janelas, fotos de...)! Agora, penso
duas vezes antes de abrir um espaço virtual, pois acho que tem de haver um
sentido e um uso associado... mas, também, abri este só para libertar a alma e
deixar que pessoas lessem e dessem sentido ao que escrevo com o meu sentir...
Um dia o pc
morreu, e as fotos estão com ele, pousadas num disco guardado, de onde as
tirarei quando houver tempo livre e outras condições associadas à causa.
A máquina, ainda
a mesma, está à minha frente há semanas, a tentar-me sem sucesso, enquanto a
orquídea da varanda resiste, sem que eu tenha eternizado a sua linda flor.
Tempo e vida,
combatem sem razão...
DesImaginagem
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