segunda-feira, 8 de abril de 2013

DesImaginagem


Quando resolvi, finalmente, apostar num bocadinho de ócio – fazer, no meio dos meus dias cheios, algumas coisas que amo – comecei por comprar uma máquina fotográfica...
Não foi “uma máquina”, foi uma simples máquina digital com alguma capacidade de focagem, que me permitiu encher pastas de fotos no pc. (Não foi preciso muito para entender que qualquer passeio breve era insatisfatório, pois a bateria, sem grandes alterações de focagem, durava apenas para umas 80 fotos, e seguiu-se a compra de bateria suplementar!)
Havia ideias associadas ao fotografar: queria fazer um site sobre o meu concelho, que tivesse desde imagens de tudo e mais aquilo até indicações visuais para acesso aos locais de maior interesse. Nem era tempo de blogs, estávamos na web 1.0 (e o pc foi a aquisição da mesma altura) – certo é que só a falta de tempo livre impediu o concretizar desse espaço virtual a que outros se seguiriam (às fotos da natureza juntei fotos de bancos de jardim, fotos de janelas, fotos de...)! Agora, penso duas vezes antes de abrir um espaço virtual, pois acho que tem de haver um sentido e um uso associado... mas, também, abri este só para libertar a alma e deixar que pessoas lessem e dessem sentido ao que escrevo com o meu sentir...
Um dia o pc morreu, e as fotos estão com ele, pousadas num disco guardado, de onde as tirarei quando houver tempo livre e outras condições associadas à causa.
A máquina, ainda a mesma, está à minha frente há semanas, a tentar-me sem sucesso, enquanto a orquídea da varanda resiste, sem que eu tenha eternizado a sua linda flor.
Tempo e vida, combatem sem razão... 

DesImaginagem

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