Não!
Nem
o amor justifica!
Nada
justifica que vivam à sombra de alguém, que sejam ad eternum bichos de
asas empoeiradas no escuro de uma vida partilhada...
Pecamos
pela proteção que queremos dar a todos, seja isso incrustado em nós,
carregadoras do mundo, nos anos em que iniciamos este percurso, seja porque os
genes parecem querer que o façamos...
Mas...
se essa vida é mesmo partilhada, então, porque não pode o sol dar cor e vida a
nós também?
Amar
é decidir dar corpo ao impulso supremo de união de duas almas, é
sentir paz e realização – nunca pode ser o exercício da profissão de
governanta, secretária, operária de limpeza e recetáculo de esperma.
No
amor, se tens dúvidas, não está certo!
Apostaste
a vida? – repensa – se a vida foi aposta de dois, devem os dois repensar e
reerguer a relação com os alicerces certos e sólidos – se cada um quer
acrescentar a casa para lado diferente... ou alargam o terreno, ou... dividem
em dois lotes!...
Ai,...
os filhos... – os filhos são pessoas! Ou sabem (ou aprendem) a respeitar-te
como pessoa, ou algo está errado! – Eles têm de saber que também precisas de um
pouco de tudo o que lhes dás...
O
amor não se tem... VIVE-SE! É a escolha de viver os sentimentos, é uma escolha
a dois, não se pode amar sozinho, só se pode vivê-lo, a dois. E, então, atingimos
a realização suprema, todas as pedras são leves para afastar do caminho, todos
os medos se volatilizam na luz da felicidade, há paz...
Sacode
as asas!
Deixa
o sol mostrar as cores lindas que as pintam!
Voa!...
