terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ética

Ética é teoria…
Pois, não poderia deixar de ser, direi com um sorriso…
Somos bons a teorizar, mas, e a Moral?

Apregoamos ética, mas não cumprimos a prática…
Portugal, como tantas vezes disse, é o melhor país do mundo… no papel…
Teorizamos na perfeição… o cumprir…

…desculpas; ou culpas: todos são culpados, o “eu”, é inocente, um inocente perfeito que se escusa de qualquer participação… - até quando?
Enaltecemos uma democracia desejada, mas, esquecemos que os nossos direitos são deveres, que os nossos deveres são direitos…

E os poucos, os que levantam a voz para bem de todos, são deixados à deriva na bóia que resfolega nas ondas onde os tubarões mordem…
…os idealistas morrem: de morte matada, de morte morrida, de morte vivida!
…os justos, não desistem – por vezes param, exaustos…
…mas, assim que recuperam os sentidos, retomam essa batalha, que sentem, quantas vezes, perdida (por falta de comparência da humanidade)!

Que sejam, de vez, bem aventurados OS QUE PENSAM!

então, eu era


se existisse um deus

então eu era feliz

se essa coisa a que deus chamam

fosse metade da justiça que lhe põem

então eu era feliz

se o deus físico de Einstein fosse

então o tendencial equilíbrio

far-me-ia feliz

se o ser humano fosse justo quanto baste

então eu seria feliz



tenho-me

como fonte singela de vida

névoa

cobre as miragens que surgem sem crédito

dor

da incompreensão

a quem vive de respostas

animal estranho

perdendo o fôlego

sufocando

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Liping Ma

Foram já muitas as vezes, que ouvi mães queixarem-se do atual método de ensino de matemática no 1.º ciclo do ensino básico…
Que “aquilo é esquisito”, que “é tudo ao contrário”, “…essa coisa das contas em pé”!
Embora tente, quando a situação o permite, explicar-lhes a diferença entre decorar e entender, faça analogia com o sistema usado no oriente, com a forma de fazer contas dos que não estudaram… esbarro contra a parede do hábito – essa parede aparentemente intransponível, que cerceia o progresso do país…
Se é melhor, se o nosso cérebro pensa em unidade, dezena, centena… e não em “e vai um”, porque ir contra o “novo” método?
Lembro-me de, já no 12.º ano, perguntar a uma (dita boa) professora de matemática como se chegava às fórmulas que ela tinha escrito no quadro – resposta: são dadas - ??????? Dadas? Caíram do céu? – Em último caso, poderia ter-me dito que também não sabia!
Ora eu, sempre achei estranho fazer exercícios e mais exercícios sem qualquer lógica ou objetivo… - e sempre achei que era, exatamente esse, o problema da matemática: não servir para nada! Nada do que nos ensinaram tinha utilidade e, ao fim de tantos anos de matemática, apenas sei a regra de três simples… que, felizmente, é solução para quase tudo!
Não querendo deixar-vos às escuras, recomendo a leitura deste livro:

sábado, 7 de janeiro de 2012

o Natal é...

Há quanto tempo vos deixo sós…
Pois, até escrevi para o Natal mas, alguns atropelos fizeram este texto, de dia 22, ficar por postar:

Estamos no Natal!

Pois, embora a crise e os discursos de contenção, alguns me vêm lembrando essa época – se não fossem eles, esquecia a compra das prendas! Mas, vou dar poucas, as da praxe, sem tempo de escolha…
Decorações? Há uns dias desci os caixotes, pus a árvore em pé…mas apenas hoje abri as folhas e coloquei umas bolas singelas, vermelhas, como gosto, e três fitinhas prateadas. Acho que nem vou pôr luzes… (acabamos por as não ver…)

O natal é um misto de cansaço e ansiedade das festas com a tristeza da falta delas
Só as pessoas felizes gostam do natal! Os que não estão felizes, choram de tristeza, por passarem mais uma data em que é suposto estarem alegres, sem motivos para tal
Se pudesse, se…, se fizesse o que queria, passava o natal juntando amigos… todos os que passam sós, ou que preferiam fugir a praxe familiar sem sentido, cansativa, absolutamente comestível-até-enjoar… - Se pudesse, andava por aí, a distribuir prendas que colocassem um sorriso no rosto de cada criança triste… (sem ser preciso ser um qualquer natal…)

Há duas prendas importantes que tenho de decidir e espero, ainda, conseguir comprar uma que nunca devia esquecer: para mim. (também não sei o quê!…)
Não sei como arranjar tempo, mas terei de as comprar, as que faltam… e depois, já está quase a acabar, que os dias são de trabalho!

Sejam felizes
Sorriam
Façam os outros felizes

Não esqueçam que as prendas devem ser valiosas! – ou seja, significar mesmo algo, ainda que o embrulho saia mais caro que o conteúdo, este ser importante para quem o vai receber!

Pois, não deu tempo para me comprar a prenda...