Todos falam disso, não é?
Pois, qual crise?
- Aquela que inventaram para nos tramar a vida a todos, só porque uns querem ganhar mais dinheiro ainda e outros dizem que esta é a forma de reeducar um povo desregrado…
Não sou desregrada – durante anos não senti crise nenhuma… Pelo contrário! – a minha vida foi bem mais fácil, financeiramente falando, (e globalmente porque, embora eu não goste de dinheiro, ele dá acesso a bens, conhecimento…) nos anos iniciais desta crise! – Ora “como estávamos em crise” baixaram preços, o que me permitiu comprar muito mais do que era costume…
Neste momento a crise é dramática, cortando o acesso a necessidades básicas…- e, os que viviam acima das posses poderão, parte deles, estar a aprender a controlar o seu dinheiro, mas, muitos, são “ajudadinhos”, como os que sofrem com as medidas-de-crise sem nunca ter cometido esse erro de dar passos maiores do que as pernas…
Depois, será mesmo válido sermos governados por pessoas que não fazem ideia do que é a vida real? – Pessoas que vivem com motorista, com despesas de representação maiores do que muitos rendimentos familiares, que se habituaram aos cartões de crédito recarregados pelas grandes empresas em que trabalhavam, para uso pessoal, com quem lhes trate de tudo, sem precisarem de interromper o seu dia para, por exemplo, se deslocarem a 7, 8, 9 serviços para obterem um qualquer documento… (e perderem vencimento e ficarem malvistos por isso…) – pessoas fora da realidade, resumindo.
E os funcionários públicos? – Não fazem nada, não rendem, são muitos… Tá… - Se os chefes não fossem todos filhos, sobrinhos, afilhados ou vizinhos de um qualquer senhor-da-cor, talvez se tivessem esforçado para chegar ao cargo, talvez tivessem perfil para coordenar serviços, talvez os rentabilizassem…
Lembro-me daquela ideia de que na função pública se tinha emprego seguro e justiça, porque havia leis a cumprir… - JUSTIÇA??? LEIS??? - como em tudo, não serão os que mal trabalham que irão ser penalizados…
Conheço alguns políticos que eram boa gente, até votei nalguns… depois, do alto do poleiro, passaram a ser uns arrogantes que exigem deferência!
É verdade, há que educar as pessoas, mas, dar a cada um a educação que precisa, não fazendo “sofrer” todos, para que alguns recuperem o bom caminho (fora os que lá seguirão o atalho)…
E, como o mercado se alterou, proporcionando um largo período de baixa de preços, foram exatamente aqueles que tinham algum dinheiro para investir que fizeram carteira de bens, que lhes proporcionarão altos lucros quando a tão bem engendrada crise “levantar”!
Porque estamos assim? (para além dos vícios dos capitalistas)
Eu acho que o facilitismo proporcionado, quer por pais que se viram com mais dinheiro do que esperavam, quer por entidades financiadoras que roubam desalmadamente, retirou toda a responsabilidade necessária para um percurso de vida consciente…
Passo n.º 1 para os pais: eduquem! – Nada de dar tudo e, é FUNDAMENTAL dar uma mesada, adequada às posses da família, à idade da criança/jovem, que o faça, desde tenra idade, entender algo de “economia”!
Tão lisos? Aprendam receitas económicas… Deixem o carro… A sportTV é mesmo um bem necessário?
Et cetera.