quarta-feira, 26 de outubro de 2011

quero a ribalta apagada


Toda a vida, fugi das luzes. Não das que nos aquecem, nos iluminam, nos guiam - não, essas, procurei-as sempre… Algumas, seriam da praxe, típicas, apontadas por todos como presentes, mas, não estavam lá… Outras, não conseguia chegar-lhes, presa nas redes da vida… Falo das que me ferem os olhos, cada vez que saio à rua, cada vez que solto a alma, cada vez que lanço um fôlego de mim com vontade de ser eu…

Escondi-me na sombra, toda a minha vida; tive medo de ser eu, de mostrar a minha alma… Não me apontem essas luzes, tenho medo que me vejam; quero estar na minha sombra, onde posso ser eu, onde o Luiz Vaz se esqueceu da última palavra…

Mas, aqui estou… entre sombras e vislumbres… Quero ser eu, mas quero sê-lo, só, sem ribalta que me faça fugir!

luz

alma minha
onde vais?
não encontras
o caminho?

alma minha
porque dói
cada sombra
no destino?

tristes são os dias sem luz
frios, paralisantes
onde param as estrelas?
que pensei ver aqui, antes

poemas precisam-se

poemas
precisam-se
que é a vida sem poesia?

problemas
resolvem-se
são o sal de cada dia

sem eles
seria
vida fácil sem aprender

carinho
energia
que nos adoça o viver

alma minha 13:15 TMG +1 out, 22

quando...

quando a alma não cabe no corpo
espalhamo-la à nossa volta
libertando com temor
toda a alegria, toda a dor 

fica a alma tão exposta
o nosso íntimo revelado
não iremos, depois, sofrer
pela ousadia de a deixar ler? 

às vezes já não importa
apenas há que viver
esquecer toda a inveja
deixar fugir a tristeza 

a nossa paz tudo vale
a nossa alma quer espaço
e o mundo assim recebe
de nós o cansaço, e o abraço

domingo, 23 de outubro de 2011

o que leem os que aqui espreitam:


Estou agora mais feliz, porque aquela escalada de visualizações no meu post-teste de 29 de setembro (SEXO EXPLÍCITO), que rasou perigosamente o que está escrito no céu, já vai longe do céu (que tem o dobro de visualizações individuais) e da corrente de fé!

A alma, e os amigOs, também sobem, leves como balões coloridos…

...não sei porque o fazem... mas, obrigada por passarem por aqui J

alma minha

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

amigOs

huuuuuuuuuuuuuuummmm...

Meninas, digam lá:

vocês não ficam possessas quando, finalmente, damos amizade a um homem, e ele, acaba por confundir o nosso sorriso com um abrir de pernas!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Na adolescência, eu ainda podia pensar que não eram maduros qb; depois, há sempre os malformados; mas, quando já conhecemos um homem, achamos que ele “tem cérebro”, é adulto e bem formado, já não esperamos que ele não entenda um sorriso, um toque, um qualquer sinal de amizade, e o confunda…

Querem sexo? Olha, que giro… vou cometer uma gaffe capital: sabem qual é a maior mentira em que nós vos deixamos acreditar, porque dá jeito (e nos ajuda a controlar muito melhor as coisas)? – As mulheres não gostam tanto de sexo como os homens – Todos acreditam nessa peta, não é verdade? – pois, tirem o cavalinho da chuva! gostamos tanto ou mais… só somos mais seletivas…

Mas, isso não quer dizer que cada contato com um homem seja algo mais que amizade… (fora as vezes que nem isso é!) e o mundo é mais que sexo! – não fosse a felicidade eterna o amor!

Uma amizade morre para nós no dia em que descobrimos que nunca existiu…

Confesso, nesta altura do campeonato, e com a faixa etária que me dou do género masculino, não espero infantilidades destas…

(certo que… aquele que considerei o meu melhor amigo, tal a empatia que senti, soube dizer a alguém que não estava mais comigo, por ter medo que eu confundisse a amizade com “algo mais”… – hummmmmm, não me conhece, afinal! – nunca confundi a amizade dele com amor, e nunca confundi a minha amizade com o meu amor! – mas, de cada vez que ele se confundiu, achando que eu me confundia… fugiu… deixando-me destroçada por ver a minha amizade desprezada)

sexo é fácil; amor é perfeito; amizade é preciosa – o amor, é maior, sublime, inclui tudo o resto!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

…fogem as palavras

Tantas coisas queria dizer hoje
mas as palavras não se aproximam
tantas as que me passam pela alma
mas não consigo agarrá-las
pô-las em fileiras decifráveis
gravar aqui o que sinto


Talvez seja por cansaço
luta imensa contra tanto
talvez seja de tantas serem tantas
serem demais para separar
porque o que sinto é a mistura
dessas todas que passam


Deixem-me agarrar-vos
dar-vos forma que todos entendam
dar-vos vida com sentido
dar sentido à vida minha
Porque sem vós, palavras
fico só em solidão…

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Uma carta para *ti*

Olá, hoje tenho de te escrever.
Quero dizer-te que não consigo amar-te, que deveria ser capaz, mas não, não te tenho estima…
Desde sempre foste alguém que não conseguiu amar-me, nunca senti carinho da tua parte, mesmo quando me agarrava a ti, em busca de segurança…
Sei que os outros acham pouco próprio o meu sentir, sei que acham natural e obrigatório eu te amar… mas, não, não amo
Destruíste em mim o que havias de ter construído, deixaste-me só, quando precisava da tua presença, defraudaste a minha confiança, quando ela deveria existir… fugiu…
Pena – dizem que é o pior sentimento que se pode ter por alguém… Cedo descobri que tinha pena de seres como és! De não teres sido capaz de seres quem devias
De todas as minhas conquistas, sobra a lacuna de não conseguir ser eu junto a ti.
Um beijo de papel, que dos outros não aprendi a dar-te.

domingo, 16 de outubro de 2011

definição de mim?


…o outro: “é o pobre por quem posso tudo e a quem devo tudo. E eu, que sou eu,(…) sou aquele que encontra processos para responder ao apelo”1 “sem esperar que, da alteridade, surja a reciprocidade em relação aos actos valiosos por mim levados a cabo”2
 

1 Emmanuel Lévinas, Éthique et Infini, citado por (2)
2 Barros Dias, J. M. (2004). Ética e Educação. Lisboa: UAb.

sábado, 15 de outubro de 2011

mar revolto

não encontro no mar
um só ponto de referência
sinto-me afogar
sem ilha, ilhéu ou rocha
o sal, já me consome
os tubarões, já rondam

o barco do destino
seguiu a sua rota

bóias?
onde?
ondas frias me paralisam
ondas tépidas me adormecem

vou cair
no ventre desse mar


228

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A crise…

Todos falam disso, não é?
Pois, qual crise?
- Aquela que inventaram para nos tramar a vida a todos, só porque uns querem ganhar mais dinheiro ainda e outros dizem que esta é a forma de reeducar um povo desregrado…
Não sou desregrada – durante anos não senti crise nenhuma… Pelo contrário! – a minha vida foi bem mais fácil, financeiramente falando, (e globalmente porque, embora eu não goste de dinheiro, ele dá acesso a bens, conhecimento…) nos anos iniciais desta crise! – Ora “como estávamos em crise” baixaram preços, o que me permitiu comprar muito mais do que era costume…
Neste momento a crise é dramática, cortando o acesso a necessidades básicas…- e, os que viviam acima das posses poderão, parte deles, estar a aprender  a controlar o seu dinheiro, mas, muitos, são “ajudadinhos”, como os que sofrem com as medidas-de-crise sem nunca ter cometido esse erro de dar passos maiores do que as pernas…
Depois, será mesmo válido sermos governados por pessoas que não fazem ideia do que é a vida real? – Pessoas que vivem com motorista, com despesas de representação maiores do que muitos rendimentos familiares, que se habituaram aos cartões de crédito recarregados pelas grandes empresas em que trabalhavam, para uso pessoal, com quem lhes trate de tudo, sem precisarem de interromper o seu dia para, por exemplo, se deslocarem a 7, 8, 9 serviços para obterem um qualquer documento… (e perderem vencimento e ficarem malvistos por isso…) – pessoas fora da realidade, resumindo.
E os funcionários públicos? – Não  fazem nada, não rendem, são muitos… Tá… - Se os chefes não fossem todos filhos, sobrinhos, afilhados ou vizinhos de um qualquer senhor-da-cor, talvez se tivessem esforçado para chegar ao cargo, talvez tivessem perfil para coordenar serviços, talvez os rentabilizassem…
Lembro-me daquela ideia de que na função pública se tinha emprego seguro e justiça, porque havia leis a cumprir… - JUSTIÇA??? LEIS??? - como em tudo, não serão os que mal trabalham que irão ser penalizados…
Conheço alguns políticos que eram boa gente, até votei nalguns… depois, do alto do poleiro, passaram a ser uns arrogantes que exigem deferência!
É verdade, há que educar as pessoas, mas, dar a cada um a educação que precisa, não fazendo “sofrer” todos, para que alguns recuperem o bom caminho (fora os que lá seguirão o atalho)…
E, como o mercado se alterou, proporcionando um largo período de baixa de preços, foram exatamente aqueles que tinham algum dinheiro para investir que fizeram carteira de bens, que lhes proporcionarão altos lucros quando a tão bem engendrada crise “levantar”!
Porque estamos assim? (para além dos vícios dos capitalistas)
Eu acho que o facilitismo proporcionado, quer por pais que se viram com mais dinheiro do que esperavam, quer por entidades financiadoras que roubam desalmadamente, retirou toda a responsabilidade necessária para um percurso de vida consciente…
Passo n.º 1 para os pais: eduquem! – Nada de dar tudo e, é FUNDAMENTAL dar uma mesada, adequada às posses da família, à idade da criança/jovem, que o faça, desde tenra idade, entender algo de “economia”!
Tão lisos? Aprendam receitas económicas… Deixem o carro… A sportTV é mesmo um bem necessário?
Et cetera.

domingo, 9 de outubro de 2011

um livro, um autor

o valter é uma simpatia, e espero, com alegria, um novo encontro...
vejam o “Câmara Clara” de 18/9/2011 AQUI
AQUI o êxito no Brasil...

livro:


autor:

“o amor é a única maneira de nos sentirmos o dobro do que somos”

valter hugo mãe, in  “o filho de mil homens”


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

confiança


…sei que tenho uma forma diferente do “habitual” de ver as coisas… que vivo como acho certo; que dou* carinho,[=>] ajuda,[=>] amizade em doses a que as pessoas não estão habituadas…

…por isso estranham… acho que não conseguem acreditar que eu estou mesmo a ser verdadeira, só eu, porque sou assim mesmo… (chegam a ser desagradáveis… de tão mal habituadas que estão à humanidade…)

Vivemos hábitos de proteção, que nos privam de ser humanos!

…e destruímos tanta coisa boa!

Porque não construímos uma vida melhor?

Acreditem! – Há mais pessoas boas que “más”… Porque pensamos sempre pela negativa? Primeiro confiemos, depois, se tiver de ser, fechemos a porta a quem não nos merece…

A felicidade dos momentos bons, será o filtro que nos protege dos maus J!

com alma

P.S. Pois, o filtro é necessário, assim como a capacidade de “sentir” algumas más almas… e fugir delas…

* a quem merece (acho que merece :/)

Amor

Sei que alguns chamam amor a todo o carinho, mas eu, reservo, ainda, essa palavra para esse sentimento especial que une duas pessoas, fazendo-as querer viver, sempre, uma com a outra, uma para a outra, uma fazendo a outra feliz… Um sentimento de profundo desejo por uma alma e um corpo…

E haverá um só tipo de amor? – Julgo que existem, essencialmente, dois tipos de amor: o construído e o escrito no céu

“Amamos” por hábito, por imposição social…

“Amamos” porque escolhemos alguém para ser nosso companheiro de uma vida (pensamos assim, quando “escolhemos”!) – porque as pessoas costumam ter alguém, porque toda a gente tem, porque toda a gente pergunta quando nos casamos, porque aquela pessoa tem uma boa personalidade, porque aquele corpo nos despertou, porque…

Amamos porque cai do céu um sentimento…

Porque tudo nos diz que é aquela pessoa que tem de estar ao nosso lado.

Desculpem os que não sabem o que é este “segundo tipo” de amor (segundo só porque falei deles nesta ordem!) – tenho pena de vós!

Mas, cumprir-se-á sempre o destino?

Muitos fatores nos desviam do caminho certo, muitas escolhas na vida, decisões, imposições, nos fazem traçar um percurso que não vai por aí…

Seremos mais, ou menos felizes?

E se… depois de construir um projeto a dois,  planeado, escolhido, partilhado, vislumbrarmos o céu? …podemos defraudar as escolhas feitas? – Arriscar-me-ia a opinar que não, mas… só quem vive a situação saberá o que pode decidir…

E quando esbarramos com o destino?

Podemos ter escolhas feitas, ou podemos, só, ter uma vida que nos levou por traçados diferentes… - Haverá força para juntar os passos num caminho novo, e feliz? – Tem de haver, todos merecem o Amor!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

esperança

começo a escrever com os olhos molhados
porque - num mar de dias onde não vejo terra
onde os que passam,
estejam à pesca ou em cruzeiro
ignoram os náufragos…
e onde, …
as bóias que lanço são usadas para chegar a terra firme,
e depois leiloadas, como lembrança de um povo estranho
que anda por aí a ser pessoa,
que passa a ser ridículo
quando os pés já têm poiso
- vi uma voz que ajuda
que ainda não desistiu de ajudar
e me dá força para resistir aos abandonos
para resistir ao desprezo
dos que já não precisam de bóia…
é bom saber
que há mais pessoas entre toda essa gente

à falta de elixir, respire-se fundo, e vá-se em frente,
que os náufragos são muitos

porque algumas pessoas são boas, simplesmente,
salva-vidas

domingo, 2 de outubro de 2011

porto seguro

quero ser o teu porto seguro
colo onde sempre possas procurar abrigo
ninho onde vives e amas
repositório de toda a confiança
companhia de sorrisos e tristezas
fórmula para todas as dificuldades

quero abraçar-te a alma
tanto como abraçar-te o corpo
pensar e sentir em uníssono
cumprir o destino que sei certo
desde o primeiro dia
em que te vi, olhei e senti

só tu podes ser o meu porto
sem ti andarei à deriva

215

sábado, 1 de outubro de 2011

I rest my case

ponto da situação:

em 24 horas “SEXO EXPLÍCITO” teve um número de visualizações individuais que o mais visto dos posts (“escrito no céu ”) só conseguiu em 16 dias!