terça-feira, 25 de abril de 2017

nome do meio: solidão

Cada vez mais o vejo e o sinto... e até há quem o diga, mas, depois, as ideias que se trocam não passam de meras intenções sem concretização tentada...
Vive-se Existe-se, cada vez mais, em solidão. Uma solidão que não se esquece com os dias de obrigação no trabalho - apenas se adormece; uma solidão que cada vez mais sentem, mas escondem; uma solidão filha do "afasta-te de quem está mal", como se deixar de ser solidário fosse a solução para todos os males; uma solidão de pseudo-amizades à distância, em que escassos momentos são ilustração da amizade sem sumo...
 
Tenho dificuldade em aceitar esses afastamentos, não os considero normais, nem acho que me valha de algo uma amizade-de-às-vezes...
Também não acredito que todos queiram viver longe da vida, na corrida sem meta alegre; que tantos queiram continuar a esconder quem são, pelo que anseiam,... e continuem a fingir, apesar de já saberem que a vida é finita...
Tentarei, até que a alma me doa e tenha de pausar; depois insistirei, quando a alma se erguer um pouco - escondendo as dores minhas, para afagar cabeça alheia; fugindo de sombras que me destemperam a vida, só porque não sabem ser pessoas... Tentarei ajudar a escolher portas e ajudar a abri-las.
 
venha a luz - iluminem-se bons caminhos

domingo, 16 de abril de 2017

?

Acordei com a informação:
"Coreia do norte lançou um míssil..."
"o míssil explodiu poucos segundos depois do lançamento..."
"Trump..."
De tudo aquilo percebi que as crianças grandes que brincam às guerras tinham dado um passo que podia não ser reversível. ...
Levantei-me e fui pensando como é ridículo ocuparmos o tempo com coisas tão mesquinhas e que, num momento só, podemos ter de passar a dar importância à vida, ao sobreviver - não como essa corrida para cumprir metas que nada nos dizem e nos prendem até morrermos, mas em corrida para as necessidades básicas que agora cumprimos mecanicamente (que descuramos outras - como viver, em vez de existir nessa corrida)...
Em dia dedicado à paz e à família, pela maioria das pessoas, a guerra podia ter explodido...
Liguei a TV e procurei um canal de notícias.
Não entendi. Não entendi porque falavam de trivialidades...
Depois lá veio a frase "a Coreia do Norte já tinha feito vários lançamentos e este só prova que continuam a fazer testes... a investir no nuclear..."
.
OK
é grave
Contudo, gostaria de saber se é reversível essa nojenta via de uma profissão - que já foi válida, importante, e que tinha profissionais cultos (que não davam notícias erradas por ignorância) - que apenas faz parangonas enganosas para chamar cliques e leitores ou telespetadores, sem dar qualquer valor à vida, à humanidade, à verdade.
Pensem.
Pensem todos, mas todos os que espalham a palavra têm obrigação de, ainda mais, PENSAR e contribuir para manter a humanidade em bom caminho.
Porquê dar voz e letra apenas a terrores, escrever terrores caçando letras até chegar a eles, mesmo que as letras soltas possam construir palavras belas, momentos serenos, vida...?...
Informem,
informem mais
- mas enquadrem, sejam honestos, sejam cultos e não vis caçadores de seguidores...