porque hoje é sexta,
queria estar sentada no sofá
porque hoje é sexta,
queria abrigar-me no ninho sereno da família
abraçada,
encostada,
quieta - num sentir de estar, sem precisar
dizer, fazer ou forçar
qualquer passo
desse estar,
só estar
um estar de ser,
apenas ser
sem dever
depois de mil horas
de fazer um desfazer de vida
queria poder
mas não vai ser
domingo, 26 de fevereiro de 2017
desAlmada
Sinto-me desalmada.
O tempo corre e não ouço a minha alma, tal é o ruído.
Queria poder pensar. Estou cansada. O tempo esvai-se num cumprir de ridicularias impostas por incapazes. Fico exaurida.
Depois, não sei viver sem pessoas e elas já não se encontram em lugar algum... Só chocam. De trombas. Envenenadas de inveja. Incendiárias de raivas. Explodidoras de alicerces de mundo. Odiando arquitetos de vida, porque sim. Num mar de nãos em que escolhem viver.
E, agora, digo eu NÃO, não queria existir assim. ...MAS..., confino-me à inutilidade imposta, perdendo o mundo o que nele construiria, se me fosse permitido viver.
...
Vale a pena?
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017
da comida às memórias...
...ou uma receita de esparguete :)
Hoje fazia esparguete e, nas pressas de fazer almoço entre tarefas mais prementes, debati-me com o "enfiar o esparguete" na água, quando o tacho escolhido tinha um diâmetro menor que o comprimento da "pasta"...
...aguardei, segurando o esparguete com uma ponta mergulhada, até que amolecesse e vergasse, e fui correndo a memória dos esparguetes da minha mãe...
Ora, ela tinha o hábito de partir o esparguete em pedaços, tornando a refeição num exercício de escorrega daqui, escorrega dacolá que dava nódoas certas! Eu detestava aquilo, mas nunca a consegui convencer que o esparguete se comia a enrola-garfo e não dava para enrolar se fosse partido.
E foi assim a receita de hoje:
azeite, 1/2 cebola e 3 alhos,
1 pimento pequeno, vermelho, 1 tomate,
um pedacinho de gengibre e ervas & cheiros (coentros, alho, pimenta, piri-piri [pequenino, pois foi triturado], um toque de açafrão e louro [quando foi apurar, depois de triturada a mistura])
e duas mãos de soja grossa demolhada (por preguiça de abrir o pacote da fina).
Uma concha em cima do prato de esparguete cozido em água simples.
Hoje fazia esparguete e, nas pressas de fazer almoço entre tarefas mais prementes, debati-me com o "enfiar o esparguete" na água, quando o tacho escolhido tinha um diâmetro menor que o comprimento da "pasta"...
...aguardei, segurando o esparguete com uma ponta mergulhada, até que amolecesse e vergasse, e fui correndo a memória dos esparguetes da minha mãe...
Ora, ela tinha o hábito de partir o esparguete em pedaços, tornando a refeição num exercício de escorrega daqui, escorrega dacolá que dava nódoas certas! Eu detestava aquilo, mas nunca a consegui convencer que o esparguete se comia a enrola-garfo e não dava para enrolar se fosse partido.
E foi assim a receita de hoje:
azeite, 1/2 cebola e 3 alhos,
1 pimento pequeno, vermelho, 1 tomate,
um pedacinho de gengibre e ervas & cheiros (coentros, alho, pimenta, piri-piri [pequenino, pois foi triturado], um toque de açafrão e louro [quando foi apurar, depois de triturada a mistura])
e duas mãos de soja grossa demolhada (por preguiça de abrir o pacote da fina).
Uma concha em cima do prato de esparguete cozido em água simples.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
O ruído dos incompetentes
Há uns dias falava com uma amiga que me contava uma versão de uma
história que, tristemente, conheço… : Resolveu aprender mais, está a estudar, e
é sistematicamente pressionada a não o fazer. É só mais um de muitos episódios dessa saga nacional.
(Só) Evoluímos enquanto sociedade (humanidade, país, concelho, empresa,…)
se cultivarmos o conhecimento, o aperfeiçoamento de cada um de nós – isso é que
vai enriquecer o todo. Contudo, neste país parece ser crime querer aprender
mais.
Não sei como deixamos que sejam incompetentes a progredir e a arrasar a
vida dos que procuram ganhar mais competências!
Não duvido que é a incompetência e insegurança de miseráveis pobres de
espírito, sem capacidades sociais e humanas (mas com “esperteza”, que os faz
fazer vingar essa última palavra dos Lusíadas*) que provoca estas atitudes.
Mas, em instância final, somos
todos que perdemos!
As penas para quem quer estudar vão do “mal olhar” o usufruto de dias
legalmente concedidos para formação (míseros!) à marcação de reuniões e
trabalhos “inadiáveis” em dias que foram previamente marcados para estudo ou
provas de avaliação. Tudo isto com atitudes de exclusão e de cerceio da
evolução profissional. Muitos deixam de poder executar trabalhos que executavam anteriormente,
pois o medo de que possam ser considerados competentes aflige os colegas de
trabalho – sendo excluídos exatamente por serem os mais bem preparados para a
função!
Na verdade, os mais
incompetentes são os chefes/diretores/dirigentes que, devendo impedir o
bullying contra qualquer funcionário, ainda se juntam aos bullies. Se fossem
competentes, não o fariam!
Uma conhecida dizia-me que os dirigentes escolhiam “burros”
para chefias intermédias, para que não pudessem fazer-lhes sombra… É estranho… referia-se a autarcas eleitos e, para além
do conceito de político (aquele que trabalha para o bem da polis!), serão eles
a mostrar menos obra feita se rodeados de incompetentes… E são eles e outras
chefias os culpados pelo perpetuar desta pequenez de espírito.
Um apontamento: a amiga lá do primeiro parágrafo, como muitas pessoas que, felizmente, conheço, "estudam" por amor ao conhecimento e não para usar o "canudo" como escada...
*bem, já todos devem saber que é INVEJA!
Subscrever:
Comentários (Atom)



