domingo, 16 de outubro de 2016

caminhos de céu e lua

...acordei oito horas depois; descansada.

Devagarinho, fiz o que pude do que não se pode adiar sempre, repeti o que se faz sem que nunca pareça ficar feito.

Os planos mais afoitos contavam com a secura que o céu não deu...

...mas essa promessa de uma lua especial, fez-me aceitar o apagão de eletrodoméstico mal-disposto e planear procurá-la mais logo, para que me ajude a recomeços; mais certos - como se querem, sempre.

Por agora, sem prantos e escolhendo amores, vou-me a desvarios...


Swarz e Teo, num dia de outono disfarçado de inverno

Depois de ver o governador da Califórnia todo nú, num zapping entre golos de Brufen - que devia ter tomado há dez horas atrás - pousei o esqueleto e agarrei nos desvarios da Teolinda. Perdi-me nos contos sortidos e só um telefonema me chamou cá...

A nudez do Swarz sempre me incomodou - nunca consegui ver beleza ou atração em corpos esculpidos a esforço e anabolizantes... Prefiro homens normais.

A Teolinda traz tudo em cada quase nada. Fica a vontade de fazer tempo para juntar mais às duas capas cá em casa...

Os desvarios ficaram pousados, entre coisas e conversas.

A noite veio tarde e o frio, que ainda estranho, foi amenizado pela companhia...

terça-feira, 30 de agosto de 2016

amigos

a amizade é um lugar especial, onde se juntam duas pessoas e se partilha vida - alegrias, tristezas, vitórias, derrotas, se recebe e se dá força...

é um poço largo, um lago de águas límpidas, onde nunca se perde o pé

se algum dia a água se turva, há que purgar as impurezas... tarefa de dois. se um se escusa ao desejo, não haverá moeda que o faça cumprir!

os que prezam a amizade podem tentar limpar as águas a solo, mas, não terão força... se insistirem demasiado, pode não haver quem acorde com o som desse esbracejar...

pode perder-se um amigo, asfixiado pelas impurezas que se deixam criar no poço, por mais límpido que ele tenham sido...

...
e tu?
vais (deixar) afogar alguém?
...
 
ter um amigo é coisa rara; ser amigo de alguém, poderá ser mais fácil, depende de ti, dos teus desejos e capacidade de te dares, mas, amizade, é raríssima - é quando coexistem as duas dádivas
estima-a

segunda-feira, 4 de julho de 2016

penas?

guardamos penas
como depenadores de seres alados
que, afinal, somos nós
perdendo as asas
a cada pena arrancada
sangrada
sofrida
perdida
quebrando sonhos de vida
 
vivamos, apenas
deixando as asas
cumprir o voar
 
sorriamos, sem penas
vivendo, crescendo
a cada inspirar

segunda-feira, 6 de junho de 2016

às vezes

...às vezes apetece só escrever [- só - mas, na verdade, escrever apetece quase todos os dias - pode, às vezes, faltar a energia, mas a inspiração não é algo estranho, é algo entranho, entranhado, normal] - não escrever é sufocante...

Caio de sono -  não será um sono de dormir, já, mas um sono de corpo a pedir descanso, num dia desviado de planos. Os planos clamam atenção, o dia corre e os outros correm atrás dele.

Estranho, sempre, essa corrida. Queria, mais, contemplar a vida, toda - esse mundo que me rodeia e perco o tempo sem ver.

Vou correr, um pouco mais, e, depois, deixar o corpo vencer, pousar e levar a cabeça com ele, ao repouso.

E falha a energia, escrevo pouco - vou consumir a que resta noutras escritas, de corrida - querida, mas sofrida...

sábado, 16 de abril de 2016

muro da felicidade

O que é, para ti, ser feliz?
 
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cada um poderá editar os seus contributos)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

máscara


Se pudesse, chorava
mas são proibidas, as lágrimas…
Se pudesse, gritava
para dar voz às, presas, mágoas… 

Mas, neste mundo, não posso
ser pessoa é proibido.
Põe-se uma máscara de bicho
vive-se a vida escondido… 

Olho os olhos que espreitam
procuro uma luz lá no fundo…
mas almas não se vislumbram
nem por um breve segundo…

terça-feira, 5 de abril de 2016

perdidos

perdidos
estamos todos
perdidos
no meio
de um enleio
no fundo
de poço liso
 
perdidos
 
dá as mãos
encontra
outras mãos
gestos sãos
usa os calos
escava socalcos
sobe o poço

sábado, 6 de fevereiro de 2016

onde páras, alma?...


 
onde estás, que não te sinto
ao alcance da minha mão
num sentir de te agarrar
e aconchegar no coração 

onde estás, que não te sinto
num sentir de entender
a que não consigo chegar
para cumprir um viver 

escapas, pelas folgas dos dedos
sem outras mãos para ajudar 

escapas, por entre os segundos
num ritmo que nos vai matar