Quando um livro para maiores de sete anos nos explica as coisas da vida... O que é a vida?é o nome de um livro maravilhoso de Oscar Brenifier com ilustrações de Jérôme Ruillier, publicado pela Dinalivro e que faz parte da coleção "Filosofia para crianças". Escolhi esta ilustração pela caricatura que representa para nós, adultos - mas o livro é uma delícia e aconselho a leitura a todos. Para os que têm prendas atrasadas para a quadra natalícia é uma sugestão! Esta coleção traz interrogações e leva as crianças e jovens* a pensar sobre muitas temáticas fundamentais.
* e não só :D
Não resisto a partilhar mais umas páginas,
mas deixo a nota de que os livros têm várias perspetivas de cada questão!
Gosto de sorvetes, sim, aqueles "gelados" que são cremosos e, preferencialmente, de fruta, mesmo...
Tenho Tinha a Häagen-Dazs como referência de gelados saborosos, mas, pelo seu preço elevado, não é uma marca que consuma regularmente...
Ora, um destes dias, apetecia um sorvete e resolvi sentar-me a saboreá-lo - ainda que a zona de comidas do El Corte Inglês não seja o sítio mais agradável para conversar, estávamos cansados de andar e queríamos sentar-nos um bocado.
Escolhemos os sabores (infelizmente, não havia o meu favorito...) e observei a técnica de "enrolamento das bolas"..............................
...a "menina" escavava a caixas (de gelado não tão fresco como eu esperaria!) formando uma bola oca no meio...
Assim, pagámos - por 2 copitos com 2 bolas que "afundaram" assim que comecei a comer - a "módica" quantia de 9,70 €.
Cada geladito oco custou 4,85 €.
Ora, bolas! Haagen-Dazs, vai roubar para outro lado!
A minha família é como as outras, o lugar onde moro, trabalho, convivo, é como o dos outros - igual ou diferente, a cada pormenor, mas com condicionalismos globais semelhantes... Afinal, vi os mesmos programas televisivos que os outros, tive curriculum escolar igual e tive pais, vizinhos, professores, colegas, amigos que eram uns pensadores de coração outros mais moldados por exemplos de exclusão.
Sempre achei "normal" a "diferença".
Como todos (?) temo ferir suscetibilidades quando me deparo com algum tipo de deficiência com alguma pessoa com deficiência e não sei se devo oferecer ajuda e qual...
Se me parece que alguém tem dificuldades, opto por lhe dizer, discretamente, que diga se precisar de algo. Se não percebo a forma como fala, digo-lhe exatamente isso: que estou com dificuldade em entendê-la e peço que tenha paciência comigo e tente explicar-me melhor/de novo.
No início dos meus tempos, os "aleijadinhos" ou "maluquinhos" ficavam em casa, escondidos; depois, tiveram direito a "instituições" crescentemente mais educativas, mas vi muito surdo passar por "atrasado mental" (termo usado, sempre, de forma pouco própria e que ficou enraizado no nosso léxico - eu própria o uso como insulto, escapa..., faz parte da língua que aprendi...), muitos e muitos com paralisia cerebral ficarem esquecidos como vegetais...
Este vídeo mostra o resultado de uma vida de coração fechado, de premissas erradas, de atitudes que vão doer nos corações de quem sente e é pessoa...
e...
bem-aventurados os pobres de espírito,
que terão um reino reservado (onde, certamente, as deficiências/diferenças existirão).
Será pobre o espírito que nem vê o mal nos olhos alheios?
Será pobre o espírito que já não vê o importante de cada um de nós?
Haver almas perturbadas que sacrificam animais indefesos para obterem supostas benesses...
Achei correta a decisão de muitas associações de proteção de animais, que pululava pela net na última sexta-feira, 13 de que me lembro:
fechar adoções de gatos pretos nas semanas anteriores a estas sextas-feiras;
desencorajar particulares a fazê-lo (dar gatos pretos para adoção).
É com espanto que este fevereiro (e com nova sexta-feira, 13 a espreitar, em março) vejo campanhas exatamente no sentido contrário:
ai, ai, os gatinhos pretos são lindos, não quer levar um para casa?
NÃO GOSTEI!
Não gostei porque parece estar esquecida a chacina de gatos pretos, a necessidade de serem protegidos - tudo bem, façam campanha - para pretos, brancos, malhados... MAS não especificamente para pretos nestas datas, por favor!
Este ano foi azul.
e, tal como aqui não tenho passado, também ela aguarda, ainda, a dedicação do limpar do pó de época e do arrumar em caixinha e capa protetora, até para o ano - este ano já.
Resistiu, apesar de uns dois ou três solavancos de gatos mais afoitos. Que, sim, são as sempre-crianças de quatro patas que regulam a decoração da casa (aliás, a decoração e a arrumação! - (des)arrumação nada importante, quando a honra de os ter como companheiros de casa e os carinhos que nos dão são bem maiores!...). Mordidelas (a impedir luzes) e roçadelas, já sem trepadelas, que o peso não deixa...
Mas, se azul é, na nossa tradição, a cor de começar o ano, então, começámos bem, por aqui!
E começámos bem, mesmo!
com
sorrisos semeados entre lágrimas de alegria,
escondidas de olhares incompreendedores,
sossobradas entre desconhecidos...
apenas
felicidades mil
ofuscando todo o pó dos dias forçados.