domingo, 26 de outubro de 2014

afinal, merece a pena?




afinal, merece a pena? 
ouvi promessas, de uma era de aquário, de um caminho para a luz…
ouvi versões, de um deus antropomórfico de vestes brancas e barba longa (feito à nossa imagem e não nós à dele!), de uma reencarnação sucessiva, dizem uns por mérito, mas, a maioria, para aperfeiçoamento e subida a um céu ou corpo diferente em modos e melhor de comportamentos…
afinal, as versões são distâncias de verdade inreconhecida…

mas, afinal, então, para que serve esta ou outra vida?

não aceito,
não aceito que seja só um meio e não seja para viver,
não aceito que seja para sofrer, arrecadando créditos para um paraíso futuro,
que viemos para aprender, aperfeiçoar… mas…
e viver!?
eu não mereço não viver!
como podemos resignar-nos a um jogo de dor por conta de felicidade futura?

estas revoltas filosóficas para chegar à questão:
merece a pena?
As coisas estão mal,
o país está mal, o planeta está mal, a família, a cidade, tudo parece estar a correr mal neste plano mais ou menos divino...
...e, à minha volta, vejo alguns falar de como poder correr melhor, de causas de soluções, de união, de dar a mão e…
 ...depois, quando surgem os caminhos sem fim, as respostas de quem não quer lutar, ajudar, construir [porque já o fizeram esquecer, se é que alguma vez lembrou, o que é viver...] e, até, de quem não tem humildade para aceitar uma singela mão quando cai…
…desistem?
como vai ser, se todos vão desistindo?
o que resta a quem reste?

afinal, vale a pena?
digam lá, porque estou a perder a paciência!

                        


ps: e quero viver, mesmo que esta seja só uma das vidas e este só um dos corpos que envergarei! 

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Olá, Heloísa :)


 
Sabes, Heloísa, ainda não entendo porque não é absolutamente normal tu teres direito a ser pessoa...
Diferente?
Ora bolas, claro!
Não somos todos diferentes?
 
http://porqueheloisa.blogspot.com.br/


quarta-feira, 15 de outubro de 2014

agentada


cheguei a casa e fiz o que não pude evitar… - pousar compras, abrir a torneira ao gato,… - foi breve, era desta que ia descansar… despi-me, dei uma refrescadela e vesti um pijama… deitei-me…
pensei por uns minutos, os pensamentos voaram… levantei-me e fui ver de jantar… arrumei e comi, já no pc, a despachar uns pedidos…
animei umas pessoas e, depois, vi-me caída no rame-rame dos outros dias, pensando que, agora, a crise de domingo às 18 chegava em todos os dias da semana, mais vazios de pessoas, apesar do dia mergulhada no meio de gente…
o cansaço é o pior inimigo do Ser… é com ele que nos dominam e nos fazem gente, impedindo que pensemos…
exausta, hesito entre o sono (que será) interrompido (se começado!) e a tentativa de encontrar nessa coisa a que chamam televisão, algo mais do que o que me acompanha, em fundo, no pc… (a horas de gente [com aspiração a (voltar a ser) pessoa])
.