segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

perguntas estúpidas

olhe lá...
o seu filho desapareceu,
parece que foi raptado e tal,

- quer que se faça justiça?

:( televisão pública nacional

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

mesas brancas de paz

Sentada nas mesas brancas do café do piso térreo (a mar) do CC Vasco da Gama, assisti a uma das cenas que me deixa repensar a desilusão com a espécie humana:
O funcionário do café saiu da nave-mãe (aquele espacinho onde residem e atendem os clientes) e dirigiu-se a uma senhora idosa, na mesa, perguntando-lhe se estava bem - eu, sinceramente, nem a tinha visto - conversou com ela, até perceber o que se passava e dirigiu-se ao balcão de informações do CC, ao lado, onde explicou à funcionária de serviço a situação...
...e ambos  se dirigiram, de novo, à senhora, disponibilizando-se a funcionária a chamar um socorrista, se a senhora tivesse necessidade. A senhora, que disse estar com uma quebra de TA, já recuperou qb para se ir embora e eu, por aqui fiquei, surpresa e agradada com a atitude!
O gelado de tangerina soube melhor, e o café desceu mais forte : )
(seg., 13 jan., 15.35)

domingo, 5 de janeiro de 2014

partilha

é quando,
tendo pouco, temos a sabedoria de o dividir com os outros...
https://www.youtube.com/watch?v=Gs7rCJj9H0E
e, se aprendêssemos com os "animais"?
já agora, clique na foto e veja o espetacular vídeo :)
alma

sábado, 4 de janeiro de 2014

...ergo sum?

Penso mas não existo logo.
Só existo passado um bocadinho

Esta "irreflexão" está nas minhas prateleiras há um quarto de século.
Desde logo me fascinou, mais do que o "método" estudado nas abomináveis e senseless aulas de filosofia do secundário!
Yvette Centeno chegou-me fortuitamente e apenas o tempo não me deixou conhecê-la melhor, algo que espero fazer... (Assim que construir tempo.)
                             

 Centeno, Y. K. (1974). Irreflexões (e outros lugares-comuns). Lisboa: Ática.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

desejos de início de ano?

desejos de cada dia!

Reli as linhas torcidas de outro dia e pensei, afinal, se alguém diz alto esse desejo, tantas vezes escondido dos próprios olhos, de que todos passem a viver sem as máscaras pesadas...

Sinto que carrego um peso imenso, 
o das máscaras que insistem em pôr-me sem que as queira usar...
Como doem as costas, as pernas, a alma...

Para além das máscaras que nos pomos, receosos da vida e da verdade, ainda pomos máscaras em rostos alheios - fazemos dos outros quem queiramos que eles sejam e, como temos sempre essa visão deturpada de que tudo é o pior, as máscaras que insistimos que os outros tenham impedem-nos de os vermos como são: humanos, como nós, com defeitos e com qualidades...
Era bom abrir os olhos e ver, simplesmente, e, depois, partir dum real para a construção, sem esboços iniciais pessimistas... Mas, tudo se entrelaça e basta um mau traço ou um mau olhar para estragar... Ainda assim... façam reboot, uma e outra vez... alguém tem de começar a ser humano primeiro... 
ou... já chegámos, mesmo, à Twilight zone?