sexta-feira, 30 de agosto de 2013

assoprar teias

Quando cheguei a estas teias virtuais, tive de aprender as danças, o movimentar de um fio para o outro, num equilíbrio que me permitisse fazer caminho e tecer caminhos para alguns, também - pois este universo suporta-se no real, serve o real, e é um complemento que nos permite almejar voltar a ser um ser social.
Mas,
sim, há um mas,
é uma ferramenta, e é preciso saber usá-la!
Não sou nativa digital... eu ainda sou do tempo em que os TPC eram feitos à mão e entregues em papel ao professor...; em que "comunicar à distância" era usar o telefone...
Hoje, apesar de uns trogloditas resistentes à tecnologia, é normal usar a net para conversar, ler, procurar informações, cumprir obrigações e efetuar procedimentos administrativos, estudar... - aliás, resistir ao presente é inconcebível! (Os que pensam que é "futuro", enganam-se! É presente, está aqui, faz parte!)
É certo que algumas redes são ténues, pois alguns dão um ar de sua graça por aqui, mas, ainda, não integraram este meio como algo normal - e sedas frágeis fazem desabar teias :)

domingo, 18 de agosto de 2013

proretrocesso

Raios!
Armada em madame, comprei, há uns mesitos, um balde novo cá para os interiores da casa, armadilhado com esfregona, todo pipi, "ingalinho" ao da imagem.
A porcaria custou os olhos da cara (bem, leia-se que foi mais caro do que eu esperava para um artigo do género...) inflacionado por ser dessa marca xpto...
A coisa usava-se bem, mas, quando achei que a esfregona já estava gasta demais, deitei fora e fui acoplar outra (costumo ter sempre uma extra guardada, pois é preciso mudar de vez em quando, n'é?) - ora, aí é que descobri a marosca! Apesar de o balde aparentar normalidade, o torcedor deixou de ser eficaz e o mais que consigo é deixar o chão encharcado!
Pois, os fabricantes da coisa arranjaram maneira de "formatar" o torcedor só para os seus modelos... E, ou vou comprar uma esfregona da marca (debalde, se calhar, pois o dito torcedor já se retorceu todo...), ou mudo de balde...
E isto tudo é só uma amostra de como somos comandados pela produção, e de como acabamos por nos vergar ao seu poder...
Na realidade... só fiquei com vontade de devolver o balde à procedência, devidamente revestido de uma produção caseira e orgânico-escatológica!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Nem armas, nem barões!

Se nunca me senti nacionalista, no que se possa confundir com sentimentos xenófobos;
também só dei valor aos símbolos de cidadania quando a eles fui apresentada, já na juventude... - contudo, também o espírito de emigrante nunca esteve presente e achava normal viver neste meu país semeado à beira-mar.
Mas, conquanto se apregoe que somos éramos país de agricultores, as sementeiras não têm, há muito, quem regue o seu crescimento, quem afaste as ervas daninhas; e transformámos o jardim no raio de um baldio cheio de ervas ruins e calhaus!
Entre a incúria de uns e o desinteresse de outros, a jangada vai-se afundar!
Quando olhamos para alguns outros países e vemos que não cospem nem escarram aos pés do próximo, não fumam ao pé de quem quer respirar, não deitam lixo para o chão - simplesmente porque não têm qualquer lógica fazê-lo! - entendemos que alguma coisa vai mal por cá, e já há muito!
Seremos uma catrefada de maus alunos? Ou, afinal, a culpa é dos "professores"? - Sim, porque é preciso que alguém indique o que está certo e, por este descampado, ninguém assume esse papel.... e é assim que navegamos à deriva...
Sempre achei que esse sentimento de que quem aponta o dedo ao que está errado é "bufo" é o que nos estraga - evoluem os menos capazes, atropelando lógica, regras e levantando-se poeira para ofuscar os olhos de um país...
Temos de aprender a apontar o dedo, porque temos de defender o que é nosso, porque temos de arrancar essas ervas ruins que poluem o nosso solo, porque temos de transformar este imenso Portugal numa nação valente e imortal!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

mãe

Sempre quiseste ser mãe
intentaste todos os esforços possíveis
lutaste por esse sonho
viste, finalmente, o teu ventre preenchido
isso deu-te a felicidade
a maior alegria de todas

mas o sonho acabou
a ti, não foi permitido tentar, de novo
e aos teus, não foi permitido continuar a ter-te presente


adeus, amiga