quarta-feira, 26 de junho de 2013

voa... voa...


O dia de hoje seguiu um caminho de cansaço extremo, que me tem até privado de libertar a alma neste cantinho...

Papel de parede 'Joaninha Pousando na Flor'

Exausta e com muitos afazeres, caminhei para casa e tive um daqueles pensamentos bons que deixamos que nos abandonem com a adolescência: 

passo por aqui e procuro sempre encontrar uma, sem que as veja; se hoje conseguir, será sinal de que tudo vai correr bem! 

Acabei o percurso e nada de joaninhas...

Ia para casa para dormir, e recuperar um pouco da exaustão e tentar agarrar (sim, a-garrar, com garra) as mil tarefas depois...

O meu gato puxou-me para o jardim... Acabei por dar às flores o que precisavam, num dia quente já refrescando - muita água...

E foi enquanto regava que a vi, a esperança - grande e de asas a abrir, mas que se deixou pegar, para que a pudesse pôr num lugar seguro da água...

Afinal, veio o sinal!

(Só falta dormir...) 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Onde pôr a força?


eu sei, que mereço muito mais!
sou forte, quando abano é p’ra quebrar
o mundo, não existe já ruiu
as nuvens, teimam em a luz não destapar
a autoestrada foi feita para outros
não me ergo, em pedras e tropeços
como tento, se nem consigo pensar?
não desisto, recomeço em cada dia!
mas a força, já me está a faltar...
o sonho, foge entre as trevas
as lágrimas, secam antes de sair
o caminho, está tapado pelo entulho
a voz... está rouca de tentar
o ruído abafa o pensamento
acredito, mas sou só mais um fantasma
do mundo que nos pisa e enfraquece

Onde pôr a força, se ninguém abre um caminho?
Como acreditar, se as nuvens teimam em ficar?
Onde pôr o medo, nas ruas que temem abraços?
Como acreditar, se não encontro mais ninguém?

Quando é o dia?
Quanto esperarei?
Tanto sou e nada tenho
aos olhos de quem vê matéria
tantas são as vezes
que só apetece ficar em casa, parado, ser igual
se tal
fosse possível, afinal
não me dão as asas
os cães mordem e os mirones criticam
o meu sorriso, apaga-se em cada desgosto
Nada é fácil e o amargo tira o gosto
Como acredito, se me sugam a força?
tantas são as derrotas, que se turvam os olhos às vitórias
acabaram os sonhos,
onde estão os braços?

Onde pôr a força, se ninguém abre um caminho?
Como acreditar, se as nuvens teimam em ficar?
Onde pôr o medo, nas ruas que temem abraços?
Como acreditar, se não encontro mais ninguém?